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Generalidades

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25
Mai22

Contemplando


Vagueando

 

CABOROCAPORSOLSET2009.JPG

Onde a terra acaba e o mar começa

Há mar e mar, há ir e voltar

Olhamos o Sol, esperamos que se despeça

O Sol foi-se, deixou de nos acalentar

 

Sol para onde vais, porque nos deixas?

Ficamos sós, apenas com a brisa do mar

Vou iluminar e aquecer outros, não quero queixas

Ficamos aqui sem luz, sem calor, a pensar

 

Ai se pudéssemos ser aquela ave em liberdade

Saborear o vento que lhe dá aquele sustento

Acompanhávamos o Sol até à próxima Cidade

Não ficávamos aqui parados ao relento

 

O céu e as nuvens parecem aqui tão perto

Junto a nós, junto ao mar, junto a ti, Sol

Já não sabemos o que vemos ao certo

Esperamos que a espera se canse da luz do Farol

 

 

24
Out21

Fui ver o Sol nascer


Vagueando

20211024_161025.jpg

Abri a janela, não o vi, ainda estava escondido

Apressei-me a sair, estava quase a aparecer

A rua estreita, em calçada, fria, fiquei tolhido

Faço o caminho rápido até ao jardim para o ver

20211023_082106.jpg

O Sol subia rápido lá longe, onde a vista alcança

Enquanto a sua luz descia lentamente pela serra

Afinal o Sol não subia, é o planeta que avança

Estranha ilusão, este movimento da nossa Terra

20211023_080805.jpg

 

Ciências à parte, vim apenas por puro prazer

A esta hora não há gente nem carros aqui

A brisa fria e frágil faz-se sentir sem se ver

Tanto silêncio, apenas um galo cantar, ouvi

20211023_080509.jpg

 

As folhas mortas caídas, são tapete colorido

Fogem por vezes, empurradas pelo vento

O Outono diz-me muitos segredos ao ouvido

Sol já está mais forte, liberdade ao pensamento

20211024_165545.jpg

Acabou o espetáculo, dura pouco, como o ocaso

O Sol anda baixo no Outono, mas agora já vai alto

Vou-me embora, mas regresso amanhã, por acaso

Gostaria de alcançar o Sol com um simples salto

08
Dez20

Talvez seja um Conto de Natal


Vagueando

Aqui vos conto o conto possível deste Natal, contando que seja a primeira e última vez que passo por esta pandémica celebração de Natal.

O ano passado, andava eu a vaguear num conto de Natal (1) pelo espaço sideral , fui obrigado a lá ficar longos meses devido ao cancelamento dos voos espaciais, motivado pela pandemia de Covid 19 que se abateu sobre a terra, mas que não chegou ao espaço.

Alguns meus companheiros estiveram na missão de reposição das estrelas nos seus devidos lugares e a reorganizar a via láctea, depois do sucesso que foi se terem unido para fazer uma gigantesca e espacial iluminação de Natal. Contudo, a mim coube-me a fava e fiquei confinado no escritório da Estacão Espacial “Christmas Lighting 2020”a programar toda logística de regresso à Terra, bem mais chato, trabalhoso, moroso e sujeito a todo o tipo de críticas, do que realinhar todas as estrelas do Universo.

Com tudo isto perdi a noção de tempo terreste.

Acabei de chegar à Terra onde, devido ao space jet lag, ainda não sei se tenho os pés bem assentes na dita.

Chego a casa e antes mesmo de entrar, passo pela minha árvore de estimação, o azevinho. Constato que está de boa saúde.

20201208_155938.jpg

Entro em casa, cumprimento a família que me recebe de braços abertos, mas com máscara na cara. A minha cadela vem de rompante, salta e deita-me ao chão.

Que seria eu sem ela?

Meio atordoado reparo na árvore de Natal montada na sala, com as luzinhas a piscar e perante o meu ar estupefacto, a minha mulher diz-me; É Natal, qual é o espanto? Bem, o espanto é que eu estava habituado a que fosse o meu azevinho a anunciar-me o Natal, que era sempre na altura em que as suas bagas ficavam vermelhas, fazendo um contraste lindíssimo com o estonteante verde das suas espinhosas folhas. Portanto, se o azevinho não tem bagas não é Natal.

Pois homem, não sei o que se passa, mas isto cá pela Terra está tudo muito estranho desde que começou esta coisa da pandemia. Está tudo triste, não podemos estar com ninguém, não podemos ver ninguém, não podemos ir comprar prendas de Natal e acho que o azevinho interiorizou este sentimento tão humano de tristeza e, vai daí, não deu bagas.

Lá na Estação Espacial íamos tendo notícias sobre o que se passava na Terra mas como não possuíamos acesso ao Whats App, Facebook, Instagram, Tik Tok, não tínhamos a percepção real do que se passava cá em baixo.

Fui de novo ter com o azevinho, não falei com ele, mas fiquei a observa-lo a tentar perceber. Seria que o tempo meteorológico não lhe correu de feição, ou terá feito mal as contas desde a última floração, terão as bagas caído ou fugido com medo? Ou se pura e simplesmente o azevinho, este ano, deu-lhe um amoque.

Não obtive resposta. Como posso celebrar o Natal se o meu azevinho se recusou a celebrar. O meu azevinho, resistente, às agruras da natureza, como o frio, o vento, a chuva, este ano, armou em grevista e disse não à produção dos seus frutos.

Daí que, não havendo Natal o que há é uma espécie de Natal, resguardo-me também e fico por aqui no conto ou nesta espécie, absurda, de conto.

No entanto, para todos, pandemia à parte, um Bom Natal e que o ano de 2021 nos restitua a liberdade e a alegria.

 

(1) https://classeaparte.blogs.sapo.pt/o-meu-conto-de-natal-7583

 

17
Jul19

Inspira, Expira, Inspira-te!


Vagueando

Árvores.jpg

Olho, observo, vejo luz, cores, sinto a brisa refrescar

Pode uma imagem falar ou transmitir inspiração

Lá estou eu para aqui a falar sozinho, a divagar

É uma imagem, não mais do que isso, ou é ilusão?

 

Eu vejo, tu vês, ele vê, nós vemos, vós vedes, eles veem

Não vemos todos a imagem, da forma que eu a vejo

Lá está, uns gostam, outros não, não acreditam, descreem

Faltou-lhes sentir o aroma, para despertar o olhar, o desejo

 

O poder da luz que molda e enaltece tão bem a natureza

A tecnologia grava o momento, mas não a nossa memória

A beleza, vem da luz ou das árvores? Não tenho a certeza

Dou voltas e mais voltas, para explicar, falta-me retórica

 

Gosto, porque gosto, porque sim, não sei como explicar

Expliquem-me então; Porque gostam ou porque não

Nada mais consigo adiantar, não vou mais dissertar

Estou cansado, faltam-me argumentos, não há emoção

 

Estas árvores existem, no Parque da Liberdade em Sintra

Não é realidade virtual, é tronco e folhas, escolha a cor

Vá lá ver, à hora certa, para conseguir ver o que vi e Sinta

Não vá à toa, escolha bem a hora e o dia ou terá um dissabor

 

É que para ver o que eu vi, não basta ir, é preciso saber olhar

Esperar que a Terra coloque o Sol a jeito, ali no angulo certo

Parque da Liberdade, use-a, movimente-se, só não pode voar

Será bem recompensado com a alegria de ficar boquiaberto

 

 

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