Pelos caminhos do silêncio
Vagueando
Caminhar, mesmo que seja repetir os mesmos trilhos, oferece-nos sempre uma perspectiva diferente, por duas razões.
A primeira é a luz com que a natureza nos brinda, difusa, forte, suave, agressiva, baixa alta, altera as tonalidades das cores que se espelham em nosso redor, em suma torna o mesmo sítio, a mesma árvore, a mesma vegetação totalmente diferente.
A segunda é a nossa postura perante o caminho, umas vezes mais atento, outras mais distraído, umas vezes sozinho, outras de companhia, a paisagem confunde-nos saudavelmente iludindo o esforço que por vezes fazemos para chegar a determinado local.
Caminhar por Sintra, mesmo no Verão, não é o mesmo que caminhar descontraidamente à beira-mar, com os pezinhos na areia.
É, para usar uma só palavra – Sublime.
Hoje regressei aos caminhos que apelido do silêncio, onde a natureza abafa até o som das minhas pegadas e onde os restantes sons silenciosos da floresta, impedem a chegada do ruído, aquele que também sendo som é irritante e stressante.
Mesmo que muitos se aventurem por estes espaços, nunca temos a ilusão de esmagamento ou sufoco humano.

Começo cedo, aqui no Jardim da Vigia, quando o Sol ainda se apresenta tímido e baixo alcançando apenas o Palácio o Castelo, lá em cima na Serra, para onde vou e de onde regresso menos cansado do que quando iniciei a caminhada.
Este rejuvenescimento não é o mistério da fé, nem tão pouco mistério nenhum, é o benefício de mergulhar na natureza e gozar o seu silêncio.
Se quiserem dar uma volta pelos caminhos do silêncio podem fazê-lo AQUI


