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Generalidades

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03
Dez25

Pelos caminhos do silêncio


Vagueando

 Caminhar, mesmo que seja repetir os mesmos trilhos, oferece-nos sempre uma perspectiva diferente, por duas razões.

A primeira é a luz com que a natureza nos brinda, difusa, forte, suave, agressiva, baixa alta, altera as tonalidades das cores que se espelham em nosso redor, em suma torna o mesmo sítio, a mesma árvore, a mesma vegetação totalmente diferente.

A segunda é a nossa postura perante o caminho, umas vezes mais atento, outras mais distraído, umas vezes sozinho, outras de companhia, a paisagem confunde-nos saudavelmente iludindo o esforço que por vezes fazemos para chegar a determinado local.

Caminhar por Sintra, mesmo no Verão, não é o mesmo que caminhar descontraidamente à beira-mar, com os pezinhos na areia.

É, para usar uma só palavra – Sublime.

Hoje regressei aos caminhos que apelido do silêncio, onde a natureza abafa até o som das minhas pegadas e onde os restantes sons silenciosos da floresta, impedem a chegada do ruído, aquele que também sendo som é irritante e stressante.

Mesmo que muitos se aventurem por estes espaços, nunca temos a ilusão de esmagamento ou sufoco humano.

6.jpg

 

Começo cedo, aqui no Jardim da Vigia, quando o Sol ainda se apresenta tímido e baixo alcançando apenas o Palácio o Castelo, lá em cima na Serra, para onde vou e de onde regresso menos cansado do que quando iniciei a caminhada.

Este rejuvenescimento não é o mistério da fé, nem tão pouco mistério nenhum, é o benefício de mergulhar na natureza e gozar o seu silêncio.

Se quiserem dar uma volta pelos caminhos do silêncio podem fazê-lo AQUI

22
Fev23

Salpicos de Sintra


Vagueando

Se conhece Sintra, se não conhece Sintra ou se pensa que conhece Sintra, observe a ponte abaixo.

Esta foto não é em Sintra é o engodo para vir até Sintra.

Atravesse-a e vem na boa direção a Sintra.

PB161894.jpg

As fotos que junto no link abaixo, essas sim, são todas em Sintra e resultam de uma compilação que fui fazendo ao longo do tempo em que comecei a ter tempo para observar Sintra.

São fotos obtidas durante as minhas caminhadas por esta bela Vila, muitas vezes com a minha "cãopanhia".

Caminhar permite ter tempo para ver e observar, só assim conseguimos captar na nossa mente imagens que de outra forma nos escapariam. Muitas destas fotos só foram possíveis naquele momento, naquele minuto, naquele segundo, naquela exata fração de tempo e essa oportunidade escapa a quem não tem tempo e, sem tempo, não se consegue estar atento.

No auge da pandemia foi possível caminhar nos sítios mais turísticos de Sintra - onde normalmente se aglomeram muito mais pessoas que o espaço disponível – sem ver ninguém, nem sequer um veículo motorizado.

O silêncio, ainda que preenchido por sons que já não estava habituado a ouvir naqueles locais, como o sacudir das folhas impulsionadas pela brisa ou o chilrear dos pássaros e sentir o cheiro da terra e das plantas sem o odor fedorento da queima de combustível, chegou a ser assustador.

A sensação de estar sozinho em Sintra e no Mundo, com muito tempo, foi uma experiência estranha, aterradora até.

Contudo, hoje ao rever estas fotos percebo a felicidade que tive em dispor deste tempo, de tanta beleza, de silêncio, de tranquilidade e de calma só para mim.

A história, certamente melhor do que eu, arranjará uma forma de explicar que no meio da desgraça que foram as muitas mortes causadas pela doença e dos enormes desafios que colocou aos sistemas político e de saúde, a oportunidade que nos foi dada de observar o nosso espaço de outra forma.

Muitas vezes cheguei a duvidar que estivesse vivo e que não estava louco tendo recuado tanto no tempo, até ao tempo de ainda não existirmos.

Boa viagem pelas fotos que já inclui algumas do regresso à normalidade.

https://photos.app.goo.gl/C3PRQ5rWeP4DNJyQA

 

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