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Generalidades

Generalidades

10
Nov25

Sintra, não posso pedir mais


Vagueando

Que mais posso pedir depois de sair para uma volta a pé e me deparar com esta Sintra, brilhante, vibrante de cor,  suave de luz, com o Sol a despertar e sem a gente que ainda não despertou ou que está tão atarefada, que fica sem tempo para a contemplar.

Fracas as minhas palavras para beleza das imagens que vos deixo, AQUI pelo que as faço acompanhar com a força das palavras da poesia "Outono" de Miguel Torga.

20251109_162440.jpg

Outono

Tarde pintada
Por não sei que pintor.
Nunca vi tanta cor
Tão colorida!
Se é de morte ou de vida,
Não é comigo.
Eu, simplesmente, digo
Que há fantasia
Neste dia,
Que o mundo me parece
Vestido por ciganas adivinhas,
E que gosto de o ver, e me apetece
Ter folhas, como as vinhas.

31
Out25

Privilégios


Vagueando

Desafio Uma foto Um texto de IMSilva

Nestes dias de chuva, em que as nuvens descarregam o seu peso aquífero em cima do pelo dos que não se conseguem proteger, tento ver a parte positiva da coisa,  mais tarde, não me aborrecem com a seca.

De resto, a única coisa que não gosto no Outono e no Inverno é os dias curtos de luz e compridos de escuro.

20251027_161923.jpg

Gosto muito de Sol quando consigo estar à sombra de uma árvore, e  num fugaz momento desta semana, consegui, no meio deste alegado mau tempo (também não gosto do termo mau tempo) descobrir o Sol a brilhar numa rua de Sintra cujo acesso está vedado a quem tem propriedades na mesma.

E ainda dizem que o Sol quando nasce é para todos.

18
Set25

Inteligência rara


Vagueando

Desafio Uma Foto Um Texto de IMSilva

20250917_154946.jpg

Para o desafio de hoje trago uma papeleira inteligente. 

Uma papeleira inteligente tem, alegadamente, a faculdade de compreender e aprender, revela por isso inteligência (artificial), raciocina, planeia, aprende com a experiência e, concomitantemente, tem a capacidade de resolver problemas.

Eis o resumo das suas características:

  • São alimentadas a energia solar

Utilizam painéis solares para funcionar, o que as torna mais sustentáveis. 

  • Possuem um sistema de compactação

Mecanismo compacta o lixo, aumentando a sua capacidade de armazenamento. 

  • Possuem sensores e monitorização

Equipadas com sensores de nível de enchimento que enviam alertas em tempo real para as equipas de limpeza. 

  • Têm capacidade de redução de custos e eficiência

Otimizam as rotas de recolha, evitando recolhas desnecessárias e reduzindo custos. 

  • Melhoram a higiene urbana

Evitam o transbordo de lixo, mantendo a cidade mais limpa. 

Olhando para esta papeleira, não consegui concluir se é inexperiente e por isso ainda não tem a capacidade de resolver o problema bem visível na foto, se se trata de uma papeleira doente ou apenas de uma papeleira dotada de uma inteligência rara.

Admito que, eventualmente, tenham sido muitas as inteligências raras a usar o serviço da papeleira inteligente que, quem sabe por falta de Sol ficou cheia de stress, entrou em depressão e meteu baixa inteligente.

A outra hipótese, pode ter sido os sensores enviarem alertas para as equipas de limpeza que não deram conta do recado, por falta de Moedas no salário, devido à eficiência da redução de custos com o pessoal.

 

 

07
Ago25

Flores que não murcham


Vagueando

     Ao sol, sem água e, consequentemente sem necessidade de rega, estas flores, viçosas, coloridas, dão vida às ruas que torram sob o calor abrasador dos últimos dias. Nem mesmo o calor violentamente refletido pelo piso das ruas contra estas flores as incomoda, embora os que as visitam, sofram com esta calma (calor), mas se deliciem com a calma (tranquilidade) do Alentejo.

Falo do Redondo e da Festa das Ruas Floridas que decorre entre 2 e 10 de Agosto.

Estive por lá no passado dia 6 e gostei da ideia, da decoração e apreciei o esforço desta gente que se dá ao trabalho de fabricar uma quantidade gigantesca de flores e montar uma parafernália de equipamentos para as expor.

A beleza espalha-se pelas ruas que se percorrem lentamente, primeiro para apreciar, fotografar e embasbacar com o colorido, com a simetria e a alegria que é ver este feito e em segundo, porque o calor aconselha passos lentos e paragens para refrescar, assim como se fazia naquele campeonato do mundo de futebol para refrescar os jogadores devido ao calor, a que chamavam o “Cooling break”.

A única coisa que não gostei foi dos altifalantes espalhados pelas ruas para animar os visitantes com música e publicidade às empresas locais, gostaria mais do silêncio mas isso é um problema meu, sou um adepto de espaços silenciosos.

Cada rua exibia orgulhosamente um tema, achei que a nenhuma delas faltava qualidade de execução ainda que o colorido e a exuberância de algumas talvez chamassem mais à atenção do visitante. O meu gosto pessoal foi para a rua dos Espantalhos e do Legos.

A decoração da rua Manuel Joaquim da Silva, cujo tema era “Feito à mão”, transportou-me ao passado ao recordar-me uma modista de Sintra, Isilda Martins, já falecida e que conheci muito bem e sobre a qual já falei neste post, a propósito de queijadas, para de alguma forma a homenagear com algumas fotos desta rua que se relacionam com costura.

Isilda.jpg

Se tiverem disponibilidade, fica o convite, visitem a Vila do Redondo, no distrito de Évora, as flores esperam por si, viçosas e coloridas até ao próximo dia 10 de Agosto. Entretanto ficam aqui umas fotos das flores que não murcham.

Estou certo que não darão o vosso tempo por perdido e, se não quiseram perder um dia de praia, passem por lá durante a noite, é mais fresquinho e ainda contam com animação musical.

21
Jun25

A música fez nascer o Sol


Vagueando

 

No dia mais longo do ano, tocam-se loas ao Sol.

Em Sintra celebra-se o dia com música e esforço físico, uma vez que para chegar à “sala de espectáulos”, ao relento, é preciso caminhar e bem.

Este ano o Festival de SIntra tinha previsto que o concerto madrugador fosse no Santuário da Peninha. Contudo, a Depressão Martinho deixou a Serra de Sintra num estado tal, que ainda não foi possível repor as condições de segurança para os caminhantes.

Assim o percurso e o local do concerto foi alterado repetindo-se o do ano passado, ou seja, partiu do Largo D Fernando II até ao miradouro da Ermida de Stª Eufémia, onde decorreu o espectáculo.

O artista convidado foi Bruno Pernadas, cuja musica fez nascer o Sol em todo o seu esplendor, embalou os espectadores mas não os adormeceu ( o que até seria normal aquela hora), que se deixaram envolver nas melodias tão condizentes e terrivelmente atrativas com o nascer do Sol.

Até o nevoeiro, que aparecia esporadicamente à volta  da cruz situada no miradouro, impulsionado pelo vento fraco (fraco é o termo meteorológico, para quem lá esteve não era bem assim) parecia dançar, animado pelos acordes da guitarra de  Bruno Pernadas.

Podem ver e ouvir aqui.

https://studio.youtube.com/video/VvfcUdKktbU/edit

 

Como sempre, para quem não conseguiu ir, seja lá por que razão for, deixo umas fotos, para poderem apreciar a música em imagens.

BPB.jpg

 

Já agora, se alguém se sentir com coragem de ir a pé até ao local do concerto, ficam aqui as instruções.

Próximo do Largo D.Fernanado II, encontra a Rua Serpa Pinto. No início desta rua encontra o Restaurante Harkos à sua direita. Suba a rua, poucos metros acima encontra, do lado esquerdo, a Capela de S. Lázaro. Depois de  passar a Capela (junto a uma curva à direita) encontra uma passagem estreita à esquerda. Siga por essa passagem, tome atenção que uns metros adiante essa rua segue em frente mas é à direita ( em cotovelo) que deve virar. Sobe mais um pouco e encontra a Rua do Rio da Bica, onde deve virar à esquerda e continuar a subir.

Cerca de 300 metros depois, encontra à sua direita a Fonte do Rio da Bica e uma rua ingreme à direita, que deve subir. No final dessa subida, a rua estreita e entra num caminho de terra batida com árvores altas, que fazem túnel sobre o caminho. Esse caminho termina junto a um largo de empedrado onde se situa, à direita, um edifício acastelado, conhecido por Monte Sereno ou Castelo Gregório.

Seguindo essa estrada de empedrado, ligeiramente a descer, entronca-se na Calçada da Pena onde se deve virar à esquerda, continuando a subir.

Cerca de 200 metros à frente encontramos, do lado direito, um dos parques de estacionamento do Palácio da Pena fazendo aí a estrada uma curva à direita. É altura de largar esta Calçada e subir do lado esquerdo uma rampa muito ingreme, seguindo-a até ao final (cerca de 100 metros) , ou seja até encontrar uma nova rua, estreita. Nessa rua vira-se à esquerda (ligeiramente a descer) e, poucos metros à frente encontra umas escadas de madeira ao seu lado direito que deve subir.

No fim dessas escadas encontra o paraíso, o miradouro onde decorreu o espectáculo e a Ermida de Stª Eufémia.

O regresso ao ponto de partida é mais simples. Coloque-se de costas para a Ermida e siga a estrada que está à sua frente, sempre a descer até ao Largo D. Fernando II, ou seja, até ao ponto de partida.

Boa caminhada. 

20
Dez24

Coisas estranhas


Vagueando

Participação XIX, ano II, no desafio 1 foto 1 texto de IMSilva

Uma foto, um texto e porque não, uma foto, um texto e uma anedota?

20241215_180453.jpg

Dois indivíduos, provavelmente com um copito a mais, (acho que já não se pode dizer "bubedeira" porque também já não é politicamente correto) falavam na rua e discutiam sobre o que estavam a ver. O que estavam a ver era esta imagem.

 - Um dizia, olha que Sol tão lindo.

 - O outro dizia, olha que lua tão linda.

Repetiram isto até à exaustão, depois de cada um esgrimir argumentos que, supostamente, comprovava o que afirmavam.

Aproximou-se um outro indivíduo que ficou uma bocado a assistir à conversa sem dizer uma palavra.

Quando os outros dois se aperceberam da presença do terceiro, resolveram tirar a limpo quem tinha razão e perguntam-lhe;

 - Amigo diga-nos uma coisa aquilo que vê ali à frente é a Lua ou o Sol?

 - Desculpem, não sei, não sou deste bairro!

Eu que tirei a foto, confirmo - é um OVNI.

 

05
Dez24

Olhares


Vagueando

Participação XVII no Desafio 1 foto 1 texto de IM Silva

 

Blank 2 Grids Collage.png

Num dia de Sol, perdi a minha própria sombra, cheguei a duvidar que existisse. De repente, enquanto caminhava, a minha sombra deixou de me seguir. Voltava-me, rodopiava em busca dela mas não a encontrei.

Não era alucinação porque a sombra de todos os outros conseguia vê-la. Sentia-me fantasma, mas sentia-me, só não tinha prova da minha presença.

Tirei várias fotos, não sei onde, mas quando cheguei a casa fui revê-las, não existiam. 

Finalmente, cansado, muito cansado, adormeci.

Ao acordar peguei no telemóvel e estavam lá estas duas imagens, alguém me observou e fez desaparecer a minha sombra.

 

02
Ago24

Descer até ao Sol

Incio do Ano II - 1 Foto 1 Texto


Vagueando

Ano II - Espisódio 1

Hoje inicia-se a segunda temporada (Ano II) do desafio 1 foto 1 texto de IMSilva.

20240731_202638.jpg

Começo-o com uma foto de um local onde me aventurei a descer até ao Sol. A descer todos os Santos ajudam, mas creio que o início da descida era apelativo.

Desciam ou não?

Alentejo cujo fim não queremos encontrar

Gostamos de o percorrer e conhecer  gente

É tempo de ter tempo para o apreciar

Encontrar sabores, cheiros e cor quente

05
Mai24

Vagueando


Vagueando

A manhã de hoje apresentou-se sem Sol. O Sol gosta de Sintra mas esta vila faz questão de manter um contrato vitalício com as nuvens que, no estrito cumprimento do referido contrato, se cerram à volta desta vila e não o deixam passar.

Quem me dera que Sintra tivesse o mesmo contrato com o excesso de trânsito que, com Sol ou sem ele, invade todos os espaços, incluindo os passeios, fazendo parecer que aqui não existe lei, nem Código da Estrada, nem tão autoridade que o faça cumprir.

Para além de esconder o Sol as nuvens de hoje também trouxeram chuva abundante pelo que o meu passeio a pé, de manhã cedo por Sintra foi cancelado.

Em fevereiro de 2023 trouxe aqui uns Salpicos de Sintra, mas hoje impossibilitado - não será a palavra mais correta, só não fui porque quem anda à chuva molha-se e eu não gosto de caminhar com chuva - de vaguear por estes sítios decidi ficar em casa e fazer uma pesquisa de locais, mais ou menos fotogénicos, por onde já caminhei neste país.

Como já caminhei, ao longo dos últimos anos por muitos sítios, selecionei apenas fotos dos anos 2011 e 2012 , sendo certo que são todas em Portugal e maioritariamente tiradas enquanto caminhava por vilas e aldeias. Apenas uma ou duas foram tiradas numa deslocação para os Açores e  num voo de planador em Sintra.

Aqui fica o link para 94 fotos, esperando que gostem e que vos sirvam de incentivo a fazerem passeios pedestres.

https://photos.app.goo.gl/G8CqbTvEjoWo4rpo8

 

04
Jan24

O Sol quando nasce é para todos


Vagueando

Mais uma semana, mais uma participação neste desafio 1foto1texto IMSilva

20231230_081740.jpg

Deve ser da idade mas não tenho especial predileção por grafitis. Consigo, com esforço é certo, admitir que alguns, enfim, toleram-se e que muito poucos, podem ser vistos como arte.

Ainda assim, a minha foto desta semana , para o desafio acima é de um grafiti e porquê?

Porque o Sol quando nasce é mesmo para todos até para este grafiti que ficou, do meu ponto de vista, menos horrível com o banho de luz do sol nascente.

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