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Generalidades

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15
Ago21

A mudança do espectáculo deplorável e anárquico


Vagueando

 

Nasci no mesmo ano que a RTP. Neste sentido, cresci a ver crescer antenas agarradas às chaminés das casas e no cimo dos prédios.

Primeiro VHF para ver o único canal, a preto e branco e mais tarde de UHF, para ver o segundo canal, ainda e também a preto e branco.

Com a chegada da TV por cabo as antenas deixaram de ser necessárias. Contudo, a TV por Cabo não chegava a todo o lado. Assim foram-se montando, ao lado das antigas antenas, umas parabólicas que começaram a dar um ar de que andávamos todos à procura de um sinal de vida extra terrestre.

Sempre na vanguarda da inovação e da modernidade, o País começou-se a preocupar-se com a retirada das velhas antenas de TV e com  a montagem das novas parabólicas, para evitar a poluição visual.

Estávamos em 1989 quando se publicou o Dec. Lei 122/89 sobre a “Disciplina a instalação de antenas colectivas de recepção de radiodifusão sonora e televisiva” Como se depreende do um excerto abaixo deste Decreto Lei, já havia sido publicado um anterior que, curiosamente, mas não surpreendentemente, não produziu os efeitos desejado pela letra de lei.

Na verdade, os objectivos visados pelo Decreto n.º 41486 não foram atingidos, uma vez que não se evitou a proliferação de antenas de recepção, das quais a maior parte instaladas sem obediência mínima aos princípios estabelecidos, dando origem ao espectáculo deplorável e anárquico que hoje se pode observar em quase todos os telhados dos prédios dos grandes centros habitacionais.

Bom, mas a coisa lá foi e hoje o espectáculo deplorável e anárquico dos telhados dos prédios cheios de antenas é coisa do passado.

Missão cumprida!

O caos das antenas até era compreensível, porque se tratava de pessoas singulares que queriam ter acesso à televisão e, muitas vezes, eram as próprias que instalavam as suas  antenas.

Com advento da TV por Cabo o assunto ficou a cargo de empresas, altamente tecnológicas, inovadoras, focadas no cliente, apostadas na prestação de um serviço de excelência, de acordo com as melhoras práticas de mercado e de segurança e no estrito cumprimento da lei.

Recordo-me, em Setembro de 2018, o presidente da Altice, em nome da segurança de pessoas e bens, referia que a Vodafone estava a aceder de forma ilegítima aos seus postes e nada garantia que esses acessos, que não sabiam se era feitos ou não por um técnicos credenciados, podiam sobrecarregar esse poste com mais cabos e que as tensões provocadas por esse aumento, poderia levar à queda do poste. E acrescentava que, obviamente, a Altice estava a tomar medidas junto das autoridades competentes para, não só fazer valer aquilo que era de lei e que lhe era devido, mas também para garantir a segurança e a integridade das pessoas que circulam na via pública, junto dos postes espalhados por todo o país.

Sucede que o espectáculo deplorável e anárquico, pese embora a conversa do presidente da Altice, mudou-se das telhados para os postes.

Cada vez que olho para um poste de cabos de telecomunicações pergunto-me o porquê de tanta desarrumação e tanta anarquia e pergunto-me também se isto é que é inovação, sustentabilidade, segurança no trabalho e se as imagens dos postos que podem ver acima fazem parte do ADN destas empresas.

Não sei se existe, nem me dei ao trabalho de procurar, alguma lei que regule a montagem de cabos nos postes, mas se existe, o que está a acontecer é o seguinte; •

  • Ninguém está a respeitar a lei. 
  • Estarão à espera de uma nova lei para, aí sim, cumpri-la.
  • Ninguém fiscaliza. 
  • As alegadas medidas que a Altice tomou em 2018, não serviram para coisa nenhuma

A acescer a esta anarquia, juntou-se outra que tem a ver com a vegetação (que não sei porquê) ninguém corta nem apara, o que aumenta a carga sobre os postes, com a tensão criadas pelas ramagens da vegetação. 

Todos os postes fotografados estão em Sintra e, nenhum deles, está a mais de um 1km do centro histórico desta vila, Património Mundial.

Se isto é assim por aqui, o que não se passará de pior pelo país.

Mas que bandalheira. 

10
Jul21

A Propósito de Motas


Vagueando

Generalizou-se a ideia de que conduzir uma mota, sendo símbolo de liberdade, mas já não de cabelos ao vento, porque entretanto se ganhou consiciência de necessidade (obrigatoriedade) de usar capacete para protecção do motociclista, se pode "ultrapassar", nalgumas cabeças até legalmente, algumas regras do Código da Estrada.

Tendo conduzido várias motas, sem nunca ter sido dono de nenhuma, gostaria de deixar aqui um exemplo do perigo de contornar algumas regras do Código da Estrada.

Há pouco tempo circulava a pé numa avenida, com três faixas de rodagem para cada lado e com semáforos. Aguardava pelo sinal verde para peões, mas como o trânsito estava parado e existia um polícia no local este decidiu mandar parar o trânsito que gozava se sinal verde e mandar avançar os peões.

Um motociclista, guiando-se pelo sinal verde, não tendo visto o polícia seguia no meio de duas filas de trânsito a uma velocidade desproporcionada à situação com se estava a deparar e quase me atropelou na passadeira. O acidente só não aconteceu porque me apercebi da sua vinda mas, ainda assim, pensei que iria parar.

Não obstante vir em contravenção com o estipulado no Código da Estrada, insultou-me sem se aperceber da presença do agente de autoridade que o mandou encostar imediatamente.

Não sei o que se passou a seguir, porque fui à minha vida, mas constato que frequentemente, os motociclistas usam o seu conceito de liberdade (quiçá um pouco egoísta) para ignorar o Código da Estrada, até naquilo que mais os desprotege, nomeadamente quando realizam ultrapassagens em zonas onde a sinalização o proibe e o mais puro bom senso desaconselha e isso, muitas vezes, dá mau resultado.

Como dizia António Variações, quando a cabeça não tem juízo o corpo é que paga.

 

14
Nov20

Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada


Vagueando

Domingo, 15 de Novembro, dia mundial em memória das vítimas na Estrada.

Numa altura em que se fala de mortes todos os dias, por causa de uma pandemia, à qual não podemos fugir e sobre a qual toda a gente opina como se tivesse uma receita comprovada ao longo do tempo, para evitar a contaminação, pouca gente se interessa sobre estas mortes, embora a sinistralidade rodoviária seja estuda há muito tempo.

Não faz parte, das redes sociais, não faz parte das notícias diárias a não ser para anunciar, com histeria, algum acidente mais grave. Esta mortes não interessam às televisões nem aos jornais da especialidade embora, estes dois últimos meios de comunicação tenham programas e tiragens semanais sobre o desporto automóvel, sobre novos carros, sobre carros clássicos, mas nada, com a mesma intensidade e destaque, sobre como conduzir em segurança.

Cada vez que se fala de acidentes, destaca-se a velocidade excessiva ou acima dos limites legais, como a causa. Contudo, a velocidade excessiva ou acima dos limites legais, nem sempre são a causa, contribuem decisivamente, para um agravamento das consequências.

Ao assinalar-se este dia, destacando-se as 6.880 vítimas mortais, nos últimos 10 anos devido a acidentes na estrada, não se fugiu à regra. A PSP referiu que uma das principais causas da sinistralidade rodoviária é a velocidade excessiva, altamente potenciadora de ferimentos e danos graves.

A sinistralidade rodoviária nem sempre decorre da velocidade excessiva mas potencia a possibilidade de ocorrência de ferimentos e danos graves.

E, neste sentido, vejo muitos controlos de velocidade, gasta-se muitos fundos na aquisição de dispositivos de controlo de velocidade e frequentemente ouve-se nas rádios e televisões a necessidade de intensificar a fiscalização do controlo da velocidade em locais propensos a acidentes de viação.

A primeira coisa que faz sentido é perceber a razão pela qual num determinado local ocorrem mais acidentes e, não se pode concluir que decorrem só porque circula em excesso de velocidade, porque, se isso acontece é porque a via está mal desenhada, não está devidamente sinalizada, não tem condições para suportar todo o tráfego que nela circula, serve de trânsito a peões sem condições adequadas para os mesmos circularem, é usada para estacionamento que reduz a faixa de rodagem, etc.

Já não é a primeira vez que vejo, em zonas industriais, veículos pesados a fazer cargas e descargas nas vias de acesso, algumas com duas faixas de rodagem, sendo que uma delas fica ocupada com estas operações. Como é possível, nos dias de hoje, projetar-se zonas industriais onde as empresas residentes , não dispõem de espaço para que as suas mercadorias possam ser carregadas dentro das suas instalações?

Por outro lado, cada vez mais se descura infrações frequentemente cometidas, por exemplo não sinalizar as mudanças de direção, que provocam acidentes e constrangimentos importantes na fluidez do tráfego.

Quem nunca ficou à espera num entroncamento ou rotunda, bastante movimentada, para entrar numa via e, alguém resolve sair dela sem sinalizar essa manobra, deixando-nos desesperados, porque perdemos uma oportunidade de entrar. Alguém tem uma ideia da dimensão dos engarrafamentos que provoca com este comportamento?

Outra coisa que não percebo é que quando há nevoeiro, não há autoridades nas estradas e são muitos os automobilistas que insistem em circular de luzes desligadas nestas condições, sendo certo que ocorrem, frequentemente, acidentes nestas condições alguns de gravidade elevada.

 Porque os acidentes mais graves não são reconstituídos nas Televisões de modo a explicar o que o provocou, e que medidas podiam ter evitado esse acidente. Na National Geographic, analisa-se os acidentes aéreos e explica-se o que correu mal e o que foi feito para que o acidente não se repita.

Será assim tão difícil as marcas, as televisões, as seguradoras, as autoridades, os jornais da especialidade, os pilotos do desporto automóvel, unirem-se e arranjar fundos para colocar no ar um programa semanal sobre segurança na condução, passar exemplos de transgressões, de más condutas, de reconstituição de acidentes, para servir de exemplo e de modelo para que tal não se repetisse?

Deixo aqui a minha sugestão.

08
Mar20

Covid 19


Vagueando

Como nunca tive um post destacado e como a SAPO diz que são muito sensíveis à tag chocolate, hoje vou apostar, no Covid 19.

Para não enganar ninguém, excepto a equipa da Sapo responsável pelos destaques, começo por dizer que, não sou médico, não sou especialista em nenhuma área da saúde, nem sou delegado de propaganda médica.

Como tal estou à vontade para falar do Covid 19, sem tabus, apenas e só ao abrigo da liberdade de expressão, que é uma coisa muito bonita.

Mas no início deste post disse que ia apostar no Covid 19, não necessariamente falar do dito vírus. Vamos então descomplicar.

Vou falar no impacto do vírus, curiosamente, não na saúde pública mas apenas e só no comportamento das pessoas. Não sei se a comunicação social está a dramatizar em demasia ou se autoridades sanitárias estão a facilitar demais. O que sei é que perante uma aparente ameaça colectiva, a que se pode chamar epidemia, os mercados, que estão sempre ávidos da desregulamentação e da mínima intervenção do Estado nos seus negócios, nestes casos, dão logo sinal de que é preciso o Estado intervir.

E esta intervenção passa, obviamente, por uma injeção, não para vacinar o sector privado contra este tipo de peditório, mas sim para uma injeção de capital, ou seja, quando se trata de uma injeção da capital do Estado, ninguém foge com o rabinho à seringa.

Depois vem o comportamento do povo, civilizado bem certo. Por exemplo os australianos, apenas e só porque registaram cerca de 40 casos numa população de 24 milhões de habitantes, açambarcaram todo o papel higiénico que estava á venda.

Neste caso, a questão não foi fugir com o rabinho à seringa mas sim o medo de não ter com que limpar o rabinho. Também nas discussões sobre o Brexit dizia-se que o Reino Unido não tinha reservas de papel higiénico e que depois de mandar a economia pela sanita, não havia papel para limpar.

Do rabinho à face, foi um pulinho, afinal o que pode vir a faltar são máscaras.

O povo parece que também começou a açambarcar máscaras, gel de limpeza de mãos, frascos de álcool tudo em nome da higiene das mãos, sem qualquer sinal de pânico, mas com grande sentido de oportunidade empresarial e de inovação e colocou à venda no OLX a preços estratosféricos.

Isto tudo para concluir que, quando uma sociedade moderna, evoluída, composta por pessoas com os maiores níveis de educação (académica para que não haja confusões) de sempre, com o apoio dos melhores algoritmos e prestes a alcançar a inteligência artificial total, perante um mísero vírus, comporta-se de forma absolutamente selvagem.

Outra coisa não era de esperar, uma vez que em tempos de normalidade, paz e segurança, há por aí umas almas que adoptam as melhores práticas para assegurar o seu conforto, que consiste em estacionar num lugar reservado a pessoas portadoras de deficiência física.

A deficiência mental intencional está, afinal e infelizmente, sempre presente, quer quando há crise, quer quando não há.

Não há nada a fazer.

Apenas para voltar ao chocolate, falei com o meu médico e ele disse-me que se tiver gripe, variante Covid 19 ou não, posso beber uma chávena de chocolate quente com a medicação.

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