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Generalidades

Generalidades

16
Set23

Os Radares Salvam Vidas

O cumprimento do Código da Estrada também


Vagueando

Os novos radares estão a ser “vendidos” em campanha, sob o lema Os Radares Salvam Vidas.

Para já o que se notou foi aumento colossal de multas que, em tão pouco tempo, conseguiram emitir.

Se serão todas pagas ou não, isso é outra história.

Este aumento de multas deriva da tendência que os portugueses (ainda) têm para pisar com demasiada força o pedal do lado direito e também a falta de respeito que têm pela sinalização vertical (mesmo quando ela é clara e coerente) que proíbe a circulação acima do limite indicado pelo  Sinal C 13.

Não sou contra os novos radares e admito que com o tempo as multas vão chegar a casa, ao atingir a carteira dos incautos ou dos incumpridores, a redução da velocidade nos troços controlados pelos novos radares reduzirão a sinistralidade grave, não necessariamente o número dos acidentes.

O que lamento é que se combata a sinistralidade muito mais pelo lado da velocidade do que pelo controlo/fiscalização de manobras insanas em muitos outros locais, onde não existem câmaras nem fiscalização, sobre o mesmo problema.

Dou como exemplo dois semáforos ligados a radares, na EN9 localizados em ambos os sentidos, entre o entroncamento da Lagoa Azul e rotunda do Linhó e que se encontram ali montados há vários anos.

O limite de velocidade é de 50km/h, a estrada tem duas faixas de rodagem para cada lado, existem duas passadeiras de peões entre estes dois semáforos.

Recorrentemente, muitos automobilistas optam por não respeitar o limite de velocidade, nem tão pouco o sinal vermelho. Não existem câmaras, nunca vi ser feito ali qualquer tipo de fiscalização.

Neste sentido, gostaria de deixar as seguintes perguntas;

1. A instalação destes radares e semáforos neste local, obedeceu ao critério de redução de salvar vidas?

2. A instalação destes radares, ligados ao sistema de semáforos que obrigam o trânsito a parar quando o limite de velocidade foi ultrapassado, diminuiu a sinistralidade, ou seja, salvou vidas?

3. Na eventualidade de não ter sido reduzida a sinistralidade, que outras medidas foram tomadas para o efeito?

4. Sendo possível, do ponto de vista legal, fotografar veículos em excesso de velocidade, quer através de radares fixos, quer através de radares móveis, por que razão não se fotografa veículos em excesso de velocidade que, adicionalmente, desrespeitam a obrigatoriedade de parar no sinal vermelho?

A última questão que gostaria de colocar, voltando ao novos radares, nomeadamente no IC 19, a estrada que mais percorro, é se a par do novo sinal que informa a presença deste radar nesta via, não deveria ter existido o cuidado de substituir, rever toda a sinalização existente ao longo do seu percurso, tanto mais que existem sinais já queimados pelo Sol e pinturas no pavimento que estão erradas, como é o caso da pintura no entroncamento (sentido Sintra Lisboa) do Estado Maior da Força Aérea, conforme fotos e legendas abaixo?

Ou isso agora não interessa nada, porque já estamos a faturar?

Barcarena.jpg

O sinal assinalado a vermelho indica o quê? Faz sentido, colocar-se nova sinalização numa das vias mais movimentada do país e deixar chegar os sinais anteriores a este estado de degradação?

Alfragide.jpg

A linha contínua assinalada a azul está fora do local que deveria sinalizar, ou seja, impedir que alguem que circula nas faixas da esquerdo ou do meio, possa sair do IC 19. A saída que se vê na parte de baixo de foto, nem sequer tem este tipo de proteção uma vez que a linha contínua foi pintada já depois do entroncamento.

Quem fiscaliza estas situações?

 

12
Dez22

Radares de Lisboa


Vagueando

Ontem foi parangona na primeira página de um jornal, a notícia de que em apenas seis meses, 230 mil condutores foram apanhados em excesso de velocidade pelos radares instalados na cidade de Lisboa e que as multas renderam mais de 30 milhões de euros.

Sinceramente não sei qual era o objetivo da notícia, se demonstrar que somos aceleras e desrespeitadores, se demonstrar que o principal papel dos radares, consiste em arrecadar dinheiro.

Quando foi aprovada a sua instalação, presumo que o objetivo era reduzir a velocidade e, consequentemente, a sinistralidade. O processo terá sido alvo de estudos e de inúmeros pareceres e opiniões de pessoas credenciadas sobre a eficácia da sua utilização.

Contudo, as notícias difundidas sobre radares em Lisboa são de dois tipos. Ou como a que deu o mote ao início deste post ou sobre os locais onde estão instalados os radares.

Ora parece-me que o cerne da questão, não será nem uma coisa nem outra.

Devíamos centrar a nossa atenção em explicar a eficácia dos radares no que se refere à suposta diminuição do número de acidentes e sobre a alegada redução da gravidade dos mesmos. Infelizmente, nem os meios de comunicação social, nem as autoridades, nem as entidades que estudam os problemas da sinistralidade, estão interessados fazê-lo, o que, sinceramente, me custa muito a perceber.

Daí que fica a ideia, se calhar com razão, de que os radares, mais do que um instrumento destinado a garantir a segurança rodoviária, são um (bom) investimento para a coleta de multas.

18
Out21

Os novos radares


Vagueando

Os novos radares prometem revolucionar o panorama da repressão rodoviária nacional.

Estes novos radares são altamente tecnológicos, dispõem de capacidade para detetar não só o excesso de velocidade, como os condutores que ignoram o sinal vermelho ou não respeitam as marcas rodoviárias, nomeadamente a linha continua M1. Não contesto o controlo exercido sobre excesso de velocidade, é um problema grave, ainda que acredite não ser necessariamente o fator que mais contribui para o acidente, mas, sem dúvida, agrava seriamente as suas consequências.

Então porquê recorrer aos radares de controlo do excesso de velocidade;

• Intimida levando a que se circule de forma mais lenta, eventualmente sem diminuir o número de acidentes, mas minimizando o impacto dos ferimentos ou mortes nas estradas.

• Gera receita com poucos custos, não necessita de efetivos humanos na rua. O radar, regista, está certificado, pelo que serve de prova irrefutável, a expedição da multa é automática. Contestar uma multa do radar é tempo perdido, (daí que até o ex-juíz Rangel, tivesse um stock de marroquinos a quem imputava as suas infrações de excesso de velocidade).

• É uma forma rápida e simples de resolver algumas investigações de acidentes, mesmo que não se recorra às centralinas dos veículos envolvidos, para verificar se estavam, na altura do acidente, em excesso de velocidade ou não (não me estou a referir ao acidente que envolveu o carro do ministro Eduardo Cabrita)

• Ajuda a desresponsabilizar o Estado e as entidades que têm a responsabilidade de zelar pelo bom estado e qualidade da sinalização das estradas, bem como pela sua boa conservação.

Estes radares, detetam quem trava antes de o passar, cumprindo assim o limite estabelecido, e acelera de imediato, deitando por terra o objetivo de tornar a estrada mais segura para todos. Contudo, uma das muitas falhas da sinalização em Portugal, é não se assinalar o fim dos limites impostos, pelo que, quem acelera logo a seguir, se tiver possibilidades de contestar uma multa em tribunal, veremos o que prevalece, se a eficácia do radar ou a eficácia da justiça, caso não se vislumbre onde acaba o fim do limite imposto antes do radar.

Estranho que não se utilize a sua capacidade total, para punir quem não respeita o sinal vermelho nem as linhas contínuas M1, situação que provoca bastantes acidentes e alguns com gravidade. Quem anda na estrada assiste diariamente a manobras arrepiantes sem qualquer respeito pelos sinais vermelhos e/ou as linhas contínuas M1.

Parece-me muito mais grave um condutor que circule sempre dentro dos limites de velocidade, não seja apanhado pelo radar quando não respeita a paragem no sinal vermelho, nem a obrigatoriedade de não pisar as linhas contínuas e que por isso, só seja punido se algum agente da autoridade o veja, decida pará-lo e lhe aplique a multa, o que nem sempre acontece.

Não percebo que se invista tanto neste tipo de radares sem aproveitar todas as suas capacidades e que os mesmos não tenham ainda mais valências, como por exemplo a medição da velocidade excessiva, as mudanças de direção não sinalizadas, o desrespeito pela manutenção das distâncias de segurança, nomeadamente na presença de chuva e nevoeiro, sendo que neste último caso deveriam também assinalar os condutores que, ao arrepio do preconizado no Código da Estrada, circulam de luzes apagadas.

Em Portugal morre-se demais nas estradas e creio que não é o excesso de velocidade que provoca a maioria dos acidentes.

Lamento que nenhuma das televisões a operar em Portugal dedique um programa semanal sobre segurança na condução, embora existam vários sobre automóveis, as suas características e equipamento opcional.

Não percebo a falta de interesse, das autoridades, das seguradoras, das marcas automóveis a operar em Portugal, das Escolas de Condução, das televisões em montar um programa destes. Seria interessante que as Televisões divulgassem os erros mais crassos (sejam negligentes ou conscientes) dos condutores, que se entrevistasse pessoas que estiveram envolvidas em acidentes e se fizesse a reconstituição de acidentes mais graves para que se percebesse as suas causas, demonstrando que com outra postura, nomeadamente condução defensiva, com o cumprimento das regras, os mesmos não ocorriam.

Existiu na RTP, entre 1965 e 1974, um programa que abordava esta temática, chamava-se Sangue na Estrada e era apresentado por Filipe Nogueira.

Mantendo Portugal uma estatística dramática de sinistralidade nas estradas, não se percebe que durante quase 50 anos ninguém se interesse por este assunto nas televisões.

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