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Generalidades

Generalidades

29
Mar24

Descomportamentos sociais


Vagueando

Quando assisto a pessoas a opinar nas televisões sobre o ambiente e a maldizer dos políticos, esperava encontra na rua comportamentos imaculados e de respeito pelo ambiente pelos outros.

Quando estas críticas merecem um remate tipo Chicuelina, ou seja - É o país que temos - quem as faz está a autoexcluir-se das responsabilidades do estado a que chegamos.

A foto de hoje, para responder ao desafio 1foto1texto de IMSilva, passa-se num supermercado Continente que aboliu as moedas de plástico em nome do ambiente e, para evitar que os seus clientes ficassem prejudicados ao não possuir uma moeda para usar o carrinho, removeu o dispositivo que obrigava a que fossem devidamente arrumados nos locais próprios para recuperar a moeda.

Blank 2 Grids Collage.png

O espetáculo visível na foto, foi imediato e está em crescendo. Não acredito que quem os abandona assim, estão por todo o lado no parque de estacionamento, não seja portador da mensagem – É o país que temos – para se referir à falta de medidas ambientais ou à falta de honestidade e ética dos políticos.  Mas acredito que devem ser pessoas do tipo, faz o que eu digo e não o que eu faço.

A pegada de carbono pode ter diminuído com a abolição das moedas de plástico do Continente, e as pegadas para arrumar o carrinho também, já a falta de respeito aumentou como se vê e se lamenta.

Lembram-se desta frase de Júlio César – Há nos confins da Ibéria um povo que não se governa nem se deixa governar?

É o país que temos,  teimamos em manter a tradição.

31
Jan24

As estações do desconforto


Vagueando

 

A resposta ao desafio 1foto1texto de hoje são várias fotos para um texto.

Saio de casa bem cedo, para um compromisso de saúde previamente agendado. Chove, o vento é forte, está frio, parece que devido às depressões Irene e Juan. Entro na Estação de comboios de Sintra mas é como se continuasse na rua.

O telhado deixa passar a água da chuva como se não existisse. É normal nas estações de comboio portuguesas, não protegerem os passageiros das intempéries. Não protegem porque estão degradadas, não protegem porque a CP ou a IP se estão marimbando para os seus clientes, não protegem porque a arquitetura que as concebeu privilegiou o design ou, eventualmente o ego do arquiteto em prejuízo do conforto do passageiro, em suma é normal achar-se que o clima em Portugal é quentinho e fofinho poupando-se dinheiro(o que não é necessariamente a mesma coisa de que evitar défices nos seus balanços) de as fazer confortáveis.

Para temperar o desconforto, a instalação sonora (talvez rouca da humidade no interior desta gare) cansada de anunciar os muitos atrasos da CP - só descansa em dias de greve informa que o (meu) comboio circula com um atraso de 12 minutos. Os relógios da estação, mostram horas diferentes e ambas erradas, manias, estão ali para enfeitar e não para informar, são apenas mais uma fonte de stress.

O comboio chega, sento-me (privilégio de quem entra na primeira estação) e sai com o atraso previsto, chegando a Lisboa, acumulando mais 10 minutos de atraso. Uma viagem de 40 minutos, demora mais 22 minutos que o previsto.

A Gare do Oriente, a estação ferroviária mais moderna e recente do país é o ex-libris da beleza máxima, conforto (muito abaixo do) mínimo, o oposto da Estação do Rossio, que conseguiu juntar antiguidade, beleza e conforto, uma autêntica raridade no panorama nacional.

Entro no Metro as passadeiras rolantes, que me poderiam fazer recuperar algum tempo, estão paradas. Deduzo, não existe nenhum aviso, que a paragem se deve a uma de duas coisas;

1- Zelar pela saúde dos utentes fazendo-nos caminhar, no meu caso em ritmo acelerado para recuperar os 20 minutos de atraso.

2- Zelar pelo ambiente, menos consumo de energia - supostamente - melhor ambiente. Ora não excluindo a hipótese de estarem avariadas, mais uma vez a falta de respeito pelo utente, avisos não há, nem sobre a eventual avaria, muito menos quando estará resolvida.

Se por hipótese for uma avaria, a IP teve conhecimento mas, não estará reparada porque a empresa encarregue da manutenção não tem as peças para substituir e não as tem porque a empresa fornecedora ainda não as enviou e esta não as enviou porque o transportador falhou e este último falhou por causa de qualquer coisa que não lhe é imputável.

Afinal estamos em Portugal, é normal não se considerar necessário vir a público dar qualquer explicação, a competência deste do assunto é sempre de outro qualquer, excepto, quando, por qualquer razão ou reestruturação, levada a cabo por qualquer governo, a competência que afinal era sua, lhe é retirada.

Aí sim, aparecem a defender a sua dama, mais que não seja, defendendo que o serviço público fica posto em causa com a tal transferência de competências de A para B.

Os websites destas empresas, donas das estações, da empresas encarregues da manutenção, das empresas que forneceram os equipamentos, apresentam-nos bem embrulhadas em marketing. Estão todas certificadas com as normas xpto qualquer coisa, são mais verdes que os lagartos, estão na rota da sustentabilidade e, imaginem, lá num cantinho qualquer, existem para nos servir.

Depois destas peripécias que não o são (estou a abusar do significado da palavra) porque isto é o dia a dia, saio do Metro e entro numa zona pedonal onde nem sequer deviam circular carros, eis que uns quantos estão lá parados.

Entro no estabelecimento de saúde, privado, para fazer o tal exame, um audiograma. Ouço mal mas vejo bem, não se pode ter tudo.

O sistema está em baixo (também acontece frequentemente) às vezes até para pagar se demora mais tempo do que na consulta ou no exame. Mesmo ouvindo mal vejo as filas e o desespero de alguns com pressa para se ir embora e não deixo escapar o comentário de um utente – O sistema de cobrança do estacionamento nunca vai abaixo e eu aqui a acumular mais uma conta, a de estacionamento, para pagar a conta do hospital.

Peço desculpa mas isto não é desculpável, mesmo que sirva de desculpa para descarregar a culpa neste, no anterior, no próximo governo ou nos políticos que os integram, integraram ou venham a integrar.

A culpa nos casos que relatei morre solteira todos os dias, porque a casam sempre com o governo, com os políticos, com isto é o país que temos, quando deveriam ser estas empresas a dar cara aos utentes.

E quanto aos carros mal estacionados o cidadão comum não se defenda a dizer que isto é uma bandalheira ou que a polícia não faz nada, a solução é não estacionar em cima do passeio, ponto!

Se o Polígrafo ler este post e for fazer a verificação do conteúdo, agora está na moda o “Fact Check” em vez de concluir por Falso, Verdadeiro, Verdadeiro mas ou Pimenta na língua, vai colocar mais uma hipótese que consiste em perguntar;

Quem é este gajo?

31
Out23

Percurso Ribeirinho de Loures


Vagueando

No passado dia 21 de Outubro decidi percorrer pela primeira vez, o novo passadiço que começa na nova ponte (sem nome) sobre o Rio Trancão e termina 6 km depois em Santa Iria. Foi com emoção que fiz este percurso de bicicleta porque foi a minha última volta neste meio de transporte.

Ontem dia 30 voltei a fazer o mesmo percurso mas agora a pé, com mais duas pessoas e fi-lo porque achei que vale a pena desfrutar de tanta beleza. O passadiço atrai pessoas ao rio, só é pena o barulho causado pelo trânsito na via rápida que circula ao lado, mas quanto a isso nada a fazer, a mobilidade não pode cingir-se apenas e só à mobilidade suave, (pelo menos no curto prazo) ao contrário do fundamentalismo climático nos querer convencer do contrário.

O passadiço merece ser visitado, percorrido, admirado e, acima de tudo, estimado e preservado.

Ora entre estes 11 dias, alguém se lembrou de lembrar a todos, como mostra a foto, da forma mais estúpida possível, que também já andou por lá.

Custa-me ver isto, porque afinal andamos sempre tão indignados com os gastos dos políticos e com todas as despesas públicas e depois há gente que destrói assim, sem qualquer justificação património pago por todos nós (bem, melhor dizendo, pago por todos aqueles que pagam impostos), demonstrando uma falta de respeito indescritível pelo que é público.

20231030_161127.jpg

 

Mais valia que não tivesse lá estado.

Se da primeira vez postei umas fotos, desta vez também não posso deixar de o fazer.

https://photos.app.goo.gl/f61eUynRjDLKLx4NA

 

24
Abr23

Os políticos são uns crápulas


Vagueando

Li por aí, o que não quer dizer que seja verdade, que alguns alimentos que iam beneficiar da taxa de IVA 0% subiram no dia anterior, mais do que o valor do IVA que ia deixar de ser aplicado no dia seguinte.

Também li por aí, o que não quer dizer que seja verdade que a redução do preço, se acontecesse era tão baixa que nem se sentia.

Mas já não li por aí, vi ontem, com os meus próprios olhos, o preço do gasóleo em dois postos de combustível, quando ia para abastecer o meu carro e a minha mulher me relembrou que hoje, Segunda-feira, o preço descia 3 cêntimos.

Ora depois de andar a ler por aí as manigâncias acima, fixei o preço nos dois postos de combustível que ficavam a caminho de casa. O Gasóleo Simples estava marcado a 1,469 e 1,576, respetivamente na Cepsa e Galp.

Hoje de manhã, quando lá voltei para abastecer, os preços eram respetivamente 1,449 e 1,586.

Ou seja na Cepsa tinha descido 2 cêntimos e na Galp tinha subido 1 cêntimo.

Os políticos são mesmo uns crápulas não são, já os empresários, nomeadamente a nossa Galp, é tudo gente séria.

E, curioso, ninguém se indigna e se o faz, obviamente é contra os políticos.

 

Actualizando o post em 01 de Maio de 2023

 

As fotos acima foram tiradas em 29 de Abril 2023  nos postos de abastecimento acima referidos
Entretanto, segundo as notícias; os combustívies baixavam esta Segunda Feira, dia 01 de Maio de 2023

 

Fotos dos mesmos postos de abastecimento no 

dia 01 de Maio de 2023

É só fazer as contas!

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