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Generalidades

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20
Jan26

Muros e musgos de Sintra


Vagueando

Sintra é a minha casa desde que nasci e confesso que não gosto de ver por aqui muros pintados, por duas razões;

1 – Porque não há cor como a cor da natureza e a pintura, por melhor que seja, acaba por sucumbir à humidade, à chuva e a tudo o que estes dois eventos climáticos potenciam e bem - fazer crescer o verde da erva, dos fetos, dos musgos.

2 - Tentar vencer esta realidade é gastar dinheiro em tinta que polui e a (suposta) beleza dura pouco. Os meus muros são de cimento e polvilhados a terra o que ainda ajuda mais ao crescimento do musgo que lhes acrescenta beleza natural, com cores que não se conseguem obter por via da pintura, poupando dinheiro e não expulsando a natureza da nossa porta.

Como o inverno tem sido abundante em chuva e a humidade da serra é uma constante, andei por aí a vaguear pelas ruas, só para fotografar muros e musgos.

Gostei do resultado que compilei num álbum que partilho, basta clicar neste link de  Musgos e muros de Sintra.

Boa viagem e agasalhem-se porque a voltinha foi realizada com muito frio e humidade.

12
Set25

Lixo


Vagueando

Desafio Uma Foto Um Texto de IMSilva

 

Aquilo que alguns designam por Arte Urbana, na maioria das vezes, não gosto, costumo até utilizar uma frase bem portuguesa para avaliar o que vejo, borrou a pintura toda.

Reconheço que alguma desta arte, pouca, é realmente um exercício artístico e fascina-me nestes poucos casos, a capacidade para gerir um espaço enorme, dando-lhe perspectiva e um ajuste assombroso à realidade sem perder a noção de escala.

Assim de repente lembro-me de Bordalo II e Bansky, cujas obras embelezam, às vezes com mensagens duras, as cidades onde elas são dadas a ver ao público.

Esta semana quando passeava a pé por Lisboa, deparei-me com esta magnífica pintura de Mariana Santos, que representa a forma como era feito o comércio nos anos 50 em Lisboa.

20250909_121012.jpg

 

Não merecia estar pejada de lixo na sua base, sendo que desta vez a pintura não foi borrada, mas o lixo lixa tudo, lixou-me a foto e não devia estar ali, porque nem existe contentor próximo.

Não, a culpa não é dos serviços de limpeza da cidade é de quem, ilegalmente, ali vai depositar sacos e sacos de lixo.

Se quiserem ver esta magnífica pintura, originalmente sem lixo, sigam este link da Galeria de Arte Urbana no Instagram.

Actualização em 16/09/2025 - Uma verdadeira obra de arte esta de Vile em Monção, podem vê-la em Monção ou aqui.

04
Set25

Uma Família Disfuncional


Vagueando

Desafio Uma Foto Um Texto de IMSilva

20250903_211916.jpg

 

Quando me desloco para o Sotavento Algarvio, por norma, saio da Auto Estrada em Aljustrel para almoçar no restaurante Fio D'Azeite no Lam Hotel Villa Aljustrel.

Foi o que fiz esta semana.

A ideia não é fazer publicidade ao hotel ou ao restaurante, mas apenas informar que é possível viajar de forma tranquila e relaxada, sem dar importânca ao tempo. Bem sei que a minha qualidade de reformado me permite desligar-me do tempo, sendo certo que este não se desilga de mim, lembrando-me constantemente que o meu tempo, no planeta está preste a esgotar-se. 

Porquê a pressa então?

Contudo, não foram as qualidades gastronómicas (que existem neste restaurante) que me levaram a escrever hoje.

O que me inspirou para este post foi o facto de ter encontrado, justamente neste restaurante, uma família disfuncional.

Aguradava eu pelo o almoço quando reparo numa familia com duas filhas, uma a rondar os 12 anos e outra ali pelos 7 anos. Nenhuma delas, nem a família exibiam telemóveis, os pais conversavam e as filhas tinham na mão, imaginem o desaforo, livros. A mais velha lia com atenção, concentradíssima, a mais nova lia e escrevia, sendo que, com regularidade consultava a mãe.

Mais tarde chegaram mais duas famílias, que também não exibiram telemóveis, cada uma com o seu menor e eis que estes jovens se dedicaram à pintura de livros com lápis de cor.

Daí que a minha foto de hoje seja dedicada à leitura, onde um leitor que desconheço (mas que não é identificável) mas que fotografei recentemente, simbiliza o acto de ler, ao fazê-lo de noite, na rua, servindo-se da iluminação pública, sentado num banco público.

Pura paixão, disfuncional.

 

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