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Generalidades

Generalidades

01
Dez23

O Natal faz-se caminhando


Vagueando

 

Nota prévia - Este conto de Natal reúne ficção com realidade. Comecemos pela ficção - Todas as frases com link, correspondem a um autor da comunidade de blogs da Sapo e do livro Contos de Natal, editado em Novembro de 2022, pelo que fiz questão de usar uma frase de cada um deles neste conto. Não encontrei o link para os contos de Alice Vieira e Zé Onofre, mas identifiquei as suas frases em itálico e com as notas 1 e 2 . Daí que a fição dos contos de Natal do ano passado, tenha acabado por me ajudar a ficcionar o meu conto de Natal deste ano.

A realidade - Todos os nomes das ruas e das casas são verídicos e são visíveis neste passeio e as fases da Lua referidas ocorrem nas datas indicadas. As ruínas da antiga Igreja de S. Pedro de Canaferrim existem junto ao Castelo dos Mouros. O passeio pedestre entre Mafra e Sintra é real, pode ser realizado por quem tiver pernas e ânimo, já o percorri várias vezes e passa pelas localidades mencionadas no conto, sendo que todo o seu percurso é maioritariamente feito fora das estradas alcatroadas. Só a partir da frase no conto - “À entrada de Sintra”é que deixa de corresponder ao percurso real, mas pode ser realizado (fica o desafio para a comunidade de bloguers da Sapo, fazê-lo a partir da Rua das Terras do Burro). Contudo, no mapa que anexo em foto, está assinalado o desvio que permite fazer o caminho do conto até à antiga Igreja de S. Pedro de Canaferrim.

SM.jpg

20231112_182629.jpg

Mapa do percurso e do desvio (a vermelho) , bem como uma foto tirada da Rua Albino josé Batista onde é visível o convento de Mafra, é o pontinho mais brilhante da lado esquerdo da foto, na linha do horizonte.

António, Teresa e a sua filha adolescente, Mariana, falavam entre si e comentavam, mais um ano, mais um Natal. Este deveria ser especial, mas Mariana desde que cresceu deixou de ter tempo para essas futilidades,. Deixara de acreditar no Pai Natal, dizendo - a magia dissipou-se e não consigo que se instale.

Contudo, os pais sonhavam com um Natal em Belém. Eles adoram livros e tinham comprado vários para pesquisar tudo sobre essa viagem. Quando se levantou essa possibilidade Mariana não ficou muito entusiasmada, contudo depois dos seus pais lhe explicarem a importância que Belém tinha no Natal, os seus olhos brilhavam como duas estrelas de Natal.

As guerras, justificadas tantas vezes pela adoração (fanática) a diferentes deuses, estragou-lhes os planos e, pior do que isso, acrescentaram mais um conflitos ao Mundo numa antítese ao que deve ser o espirito de Natal.

Assim resolveram fazer algo de diferente, para celebrar o Natal. Personificar os três Reis Magos recriando um percurso real, para entregarem uma prenda simbólica de paz, carinho e amor ao próximo. Restava encontrar o sítio, sendo certo que tinha que ser simbólico, porque não, onde vários deuses já se tinham cruzado e ali mesmo deveriam ter feito as pazes e encontrado o perdão.

O Natal, não é as pessoas desejarem muita paz aos outros?

Por mais que procurassem, não encontravam nada que os satisfizesse. O caminho parecia cada vez mais sem volta, mas recusavam-se a desistir, a família estava habituada a fazer longas caminhadas, devagar e em silêncio. Mariana, no final do dia, já em pleno Outono, foi à janela da sua casa em Mafra e surpreendeu-se com a serra de Sintra, iluminada por uma Lua Cheia fortíssima que lhe realçava a silhueta.

Não é por acaso que a serra é conhecida por Monte da Lua.

Era para ali que iriam fazer a entrega do seu amor e carinho, ali no Monte da Lua. A estrela Polar que guiou os Reis Magos, seria substituída pela Lua que os guiaria até à serra e lhes iluminaria o caminho. O Pai, antes de recusar a ideia, foi consultar as fases da Lua e reparou que a 20 de Dezembro estariam em Quarto Crescente e a 24 em Crescente Gibosa, sendo a Lua Cheia a 27, que coincidência maravilhosa. Nem o nevoeiro típico de Sintra se atreveria a estragar tão nobre propósito.

A ideia foi aprovada por unanimidade, embora soubessem que de Mafra a Sintra, são 28 km, por estradas longas, mais curtas, a subir até provocar vertigens e a descer ao ponto de sufocar, isto não seria o problema, mas sim o estímulo.

Por outro lado, recordavam-se do Natal em que tinham ficado enclausurados obrigatoriamente em casa, naquele tempo viviam-se receios de um terrível micróbio que tinha mudado a forma de viver de todos, em todo o mundo, pelo que este percurso seria também uma homenagem à libertação.

Eram duas horas da tarde, o sol não aquecia, parecia que as estrelas estavam contra, mas tinha chegado o dia da partida. Munidos de uns cajados de madeira, iniciaram a caminhada.

À medida que iam atravessando as aldeias, foram-se deparando com as entradas das portas onde eram colocadas pinhas e azevinhos tornando as aldeias ainda mais belas do que eram no resto do ano. Trajavam roupas normais mas eram alvo de observação dos aldeãos que os cumprimentavam com reverência e lhes desejavam boa viagem, como se adivinhassem ao que iam e o que representavam.

De repente…e sem saber porquê alguém se aproximou de Mariana e disse-lhe; Espalha essa prenda por todos por favor. Mariana surpreendida com o inusitado momento, afinal não tinham contado a ninguém ao que iam, resolveu apenas sorrir, deixei-o pensar assim.

Depois de descerem ao Carvalhal e subirem de novo em direção a Odrinhas, a noite começava a cair e as luzes coloridas alegravam as ruas, já no alto da longa e ingreme subida, repararam no espectáculo, graças à luz que todas as janelas com uma simples vela tinha criado. Afinal anoitecia cedo no monte, até porque nesta altura do ano os dias são muito pequenos pelo que a vista era deslumbrante.

À entrada de Sintra, seguiram por uma vereda, sempre a subir até que chegam à Rua das Terras do Burro e entroncam no Alto da Bonita, daqui já avistam de perto o Monte da Lua. Avançam em sua direção pela Rua Albino José Batista a partir da qual se avista Mafra e até as ilhas Berlengas em dias cuja visibilidade anuncia chuva e que desemboca no Miradouro da Vigia. Deste local, avista-se todo o Monte da Lua e esta exibia-se com orgulho. O Monte da Lua agrega três montes, em cujos topos repousam o Castelo Gregório, também conhecido por Monte Sereno, o Palácio da Pena e o Castelo dos Mouros.

Agora que estamos no Natal, toda a vista deste miradouro, parece um autêntico presépio. Cintilam as luzes da Igreja de Stª Maria, do casario da rua da Trindade e da Calçada dos Clérigos, ao lado esquerdo as da Casa do Cipreste do arquiteto Raul Lino e um pouco mais acima, à esquerda, um dos mais belos Chalets de Sintra, o Chalet do Roseiral. O Plátano plantado na caldeira principal do miradouro, agora despido de folhagem, não tem frio e abana ligeiramente ao sabor da brisa e a energia da sua seiva já trabalha na roupagem para próxima campanha Primavera-Verão, saúda tão ilustres visitantes, vergando-se perante tão grandioso cenário.

Descem as Escadinhas da Vigia e sobem as dos Clérigos, entram na Calçada com o mesmo nome, onde do lado direito existe uma gruta, a Mariana espanta-se ao ver lá dentro um vulto que personificava o Pai Natal, esperou que o pai ou mãe tivessem visto mas não.

Continuaram a subir pela calçada, a Igreja de Santa Maria está a sua esquerda, mais à frente entram na Rampa do Castelo e que rampa, não perdem o fôlego, continuam escadaria acima.

A Mariana um pouco confusa diz que voltou a acreditar na existência do Pai Natal. Os pais, reiteram a sua convicção de que o Pai Natal não existe. Mariana pergunta então quem era aquele que estava na gruta?(1)

Bem falamos nisso mais tarde, agora temos que chegar ao cimo.

Antes de chegarem ao Castelo encontraram as ruínas da Igreja de S.Pedro de Canaferrim que, com a fixação das populações cristãs no Castelo dos Mouros, o Bairro Islâmico foi desaparecendo e deu lugar a uma vila medieval, cuja ocupação se estendeu até ao século XV, altura a partir da qual foi sendo progressivamente abandonada uma vez que, pacificados os conflitos entre mouros e cristãos, as populações já não necessitavam de se abrigar junto da fortificação. Integrava essa vila medieval a Igreja de São Pedro de Canaferrim, construída entre as duas cinturas de muralhas.

Foi aqui neste local onde existem as ruínas da Igreja de S. Pedro de Canaferrim onde crentes em duas religiões diferentes se combateram, que António, Teresa e Mariana, vieram deixar a sua prenda, de valor incalculável, o seu amor, carinho e paz natalícia, na noite de Natal e de Lua Cheia.

Este é o caminho para um futuro de paz.

Regressaram a casa, transportados por um amigo, que, devido ao frio tinha ligado a chauffage do carro. António disse-lhe logo, onde já se tinha visto os pequenos aparelhos dominarem o mundo e substituírem o calor de um abraço, desliga isso e venha daí esse abraço.

Chegados a casa juntaram-se à mesa onde a família os esperava para cear, ouviu-se uma gargalhada geral que animou toda a casa, em vésperas de Natal. Afinal, o Natal era isso mesmo juntar pessoas e coisas a momentos.

Pouco tempo depois Mariana pediu licença e levantou-se, não regressando à mesa. A sua mãe preocupada, levantou-se e foi até ao seu quarto e, incrédula viu o Pai Natal sentado na cama da Mariana, contava-lhe uma história.

No dia seguinte, os pais voltaram à questão do pai natal na gruta e a Mariana só lhes disse, as coisas aconteceram como deveriam ter acontecido (2) e que ficaria com esta história para contar aos filhos, que começaria assim; Houve um Natal em que não conseguimos resistir à curiosidade.

 

15
Dez22

Depois de "Aquele Abraço de Gilberto Gil", Aquele encontro


Vagueando

Depois de Aquele abraço de Gilberto Gil, aquele encontro dos bloggers Sapo.

Aquele encontro não foi de Natal, mas teve espírito natalício.

Aquele encontro não reunia famílias, na medida em que ninguém era parente de ninguém, mas reuniu uma família de desconhecidos para se conhecerem.

Aquele encontro não era para celebrar o Natal, mas tinha tudo a ver com o Natal.

Aquele encontro não foi na véspera, nem no dia de Natal, mas foi no mês do Natal.

Aquele encontro não foi na Lapónia, na casa do Pai Natal, mas foi na vila da Ericeira, cuja história remonta a 1.000 A.C.

Aquele encontro não teve árvore de Natal, nem presépio, mas tinha muitas árvores de Natal e presépios escondidos.

Aquele encontro não foi uma ceia de Natal mas, ainda assim, houve repasto.

Aquele encontro foi o juntar de várias Greenideas, ( Natal também é musgo e o musgo é verde) juntou pessoas, Entre Pessoas e Coisas da Vida, em que se olhou para Os Lados AB do Natal, com a beleza de gozar a Liberdade aos 42 e com tanta boa disposição constatou-se que, Com um Sorriso Chegas ao Infinito.

Naquele encontro, falou-se sobre Generalidades, sobre Contos por Contar , e sobre Folhas ao Luar que saltavam com o movimento dos Pássaros sem Poiso , foi uma bela antecipação da celebração de Natal e de contos de Natal, escritos a várias mãos, espelhando várias sensibilidades, cheios de imaginação dos bloggers Sapo e, imaginem, compilados em livro, sim num livro, daqueles de papel, com uma capa a cores, desenhada pela mão quem embala a  Cor da Escrita  .

Foi um (encontro) um Natal, onde recebi uma prenda que, depois de lida, foi guardada na minha estante, devidamente aconchegada ao lado do livro de contos de Natal do ano passado, mas este com sabor a tesouro, pelo valor especial que lhe foi adicionado, os autógrafos de todos os autores/participantes neste evento.

Nunca me passou pela cabeça, nem sequer em sonhos de Natal, que um dia estaria presente, ainda por cima como autor, no lançamento de um livro de contos de Natal e muito menos contar com a presença da consagrada escritora Alice Vieira, que também participou no livro e abrilhantou o encontro.

Ainda não tenho netos, para ler contos de Natal, mas quando os tiver, será este conto do encontro de Natal, o primeiro que contarei ao meu neto ou à minha neta, dizendo-lhe que, tal como era uso no meu tempo, o Natal é quando nós quisermos, desde que o espírito natalício esteja presente, como foi o caso.

Este é o meu conto de Natal para este ano, porque representa a prenda que nunca recebi, o sonho que nunca sonhei, mas que doravante sonharei.

Este encontro mágico foi na Ericeira, a Vila azul do mar, do céu, da cor que ornamenta muros e casas, da cor da tranquilidade, da harmonia, da serenidade.

Para dar  cor, corpo, voz e um cheirinho a Natal, a este conto, sei que ele agora vai agora juntar-se a todos os outros, que estão a ser escritos pelo bloggers Sapo, na Casa do Pai Natal.

Lá chegado, os duendes cheios de alegria e energia, vão proceder à sua organização, tratar do prefácio, juntar-lhe uma capa e fazer com que cheguem à gráfica.

Depois os duendes tratarão de todo a logística para organizar um novo encontro.

Os Reis Magos transportarão os livros até  ao próximo encontro, onde serão recebidos (os Reis e os livros) com carinho e alegria.

Como a família Sapo que esteve reuinda na Biblioteca da Ericeira já foi aqui devidamente exibida, partilho (no link abaixo) as imagens do meu sonho, que nunca sonhei, mas que captei com  a ajuda de uma lente.

https://photos.app.goo.gl/qLtJ4arvQVjfbr98A

Depois deste encontro, aquele (meu) abraço para todos vós .

Vagueando

23
Dez19

O meu conto de Natal


Vagueando

Nem sei se vos conte! Havia estrelas no céu, estrelado portanto e luar, aluado portanto. A Lua que não tem luz, quis demonstrar às estrelas que, mesmo sem luz, ainda que com a ajuda de Apu Inti, Deus do Sol para os Incas, também brilha, ou seja, faz um brilharete.

Os habitantes inter-galácticos aproveitaram esta combinação luminosa, para em nome da poupança e das alterações meteorológicas do espaço sideral, não usar as artificiais iluminações de Natal.

As estrelas, por unanimidade, uniram-se em figuras natalícias, misturaram os seus gases originando brilhos de várias cores e tons de rara e estonteante beleza, só comparável às cores dos anéis de Saturno.

Não houve concurso púbico inter-estelar para gerar esta empatia e consenso, apenas e só uma participação colectiva, regida pelas melhores práticas que uma sociedade em paz e harmonia pode adoptar. Parece que os parlamentos terrestres de todo o mundo já pediram cópia destas melhores práticas, as quais envergonham a sociedade terrestre, que se obriga a criar códigos de ética e/ou de conduta.

Os corpos celestes esmeraram-se e arrasaram, até os terrestres estavam ao mesmo tempo maravilhados e assustados com aquelas formações estelares, porque inclusive a sua via láctea estava mais brilhante do que nunca e tão geometricamente organizada e colorida que havia quem dissesse que era o fim do Mundo.

Alguns defendiam mesmo que a previsão apocalíptica do fim do mundo, anunciado para 2000, estava completamente errada, porque a combinação certa seria a junção de dois, dois, ou seja, 2020!

O Pai Natal, acossado na Terra com os direitos dos animais, aproveitou o facto de neste planeta andarem todos desorientados com esta grandiosa e inesperada iluminação natalícia, (os serviços secretos mundiais andavam numa roda viva a desconfiar uns dos outros) para se apropriar de um satélite de espionagem (mais rápido e furtivo, as alfandegas não conseguem cobrar impostos sobre as prendas) e usá-lo por controlo remoto, disponibilizado pela app “Natal para Apressados” para fazer a distribuição dos presentes, encomendados (quiçá merecidos) online, of course.

Entretanto as renas estavam tristes porque não se podiam reformar, nem podiam requerer o subsídio de desemprego. É que o Pai Natal não as tinha despedido, apenas as tinha posto em lockout.

No meio disto tudo, o Menino Jesus estava para nascer e como a mãe, Maria, tinha ido a Belém, cidade com muita afluência turística nesta época, deparou-se com o caos nos hospitais e com as estalagens completas. Desesperada informou um dos estalajadeiros que estava grávida e prestes a ter a criança. Foi-lhe oferecido um cantinho no estábulo da estalagem, onde foi colocada, numa manjedoura, palha biológica muito fina e fofinha, para deitar o menino. A esposa do estalajadeiro ofereceu os seus préstimos a Maria e em troca esta comprometeu-se a não informar a ASAE, que andava muito activa na sua missão fiscalizadora, que tinha sido alojada no estábulo, ainda por cima sem direito a Pequeno Almoço.

O estalajadeiro mandou ainda o seu filho levar todos os animais para o estábulo do tio, porque a AdAdBeG-Associação dos Amigos dos Bichos em Geral -, não queriam que estes ficassem traumatizados ao assistirem ao parto de Maria e também porque o burro tinhas as marcas de uma canga, usada para o atrelar à nora e andar à roda até ficar à nora ou tirar água durante a noite (que também era proibido, o burro não podia ser usado para trabalhar) para o serviço da estalagem.

Lá está, a AdAdBeG, é uma associação de defesa dos animais, cujos pareceres e deliberações não são vinculativos, vive da carolice dos seus associados, tem muito mais poder que a ASAE e daí a preocupação.

Por sua vez os Reis Magos tiveram também alguns problemas logísticos para chegar até ao Menino Jesus.

Primeiro, porque alguém os avisou que as suas vestes eram compostas por cores que sugeriam estarem conotadas com pessoas do sexo masculino, dai que à última hora resolveram fazer algumas alterações adoptando cores misóginas, para não ferir susceptibilidades e não transmitir ao Menino Jesus nenhum laivo que o pudesse vir a tornar, no futuro, um machista. Segundo, porque os camelos não possuíam o boletim de vacinação em dia, bem como foi preciso esperar pelo resultado de uma providência cautelar interposta pela AdC - Amigos dos Camelos - que não queriam que estes fossem utilizados para o transporte de prendas e ainda porque se suspeitava que os dromedários não tinham armazenado água suficiente para a jornada e sabia-se que não existia nenhum oásis de serviço pelo caminho (férias natalícias oblige). Tudo se resolveu a contento, com excepção das exigências da AdC, e os Reis Magos lá se fizeram ao caminho. Por último, ainda que os Reis Magos, fossem isso mesmo, magos, palavra que na altura não tinha nenhuma conotação com o significado que lhe atribuímos hoje, mas sim porque a designação significava que se tratava de pessoas reconhecidas pelos seus conhecimentos científicos, em especial na área de astronomia, de nada lhes valeu.

É que a estrela que lhe servia de guia, tinha-se juntado à formação de estrelas que polvilhava o céu na iluminação de Natal inter-galáctica e lá foi a orientação para o galheiro e, por azar, nenhum deles tinha GPS que já existiam na época, mas ainda não eram um sucesso porque os satélites que lhes emitem o sinal ainda não tinham sido enviados para o espaço.

Ao que se sabe, os governadores do espaço andavam numa guerra de tarifas comerciais com os terrestres e as naves carregadas com os satélites aguardavam que o Natal lhe trouxesse a necessária autorização para entrar em órbita.

 

Este foi o meu primeiro post como resposta ao desafio proposto pela Isabel, o meu conto de Natal. Não sei se é um conto, se conta par alguma coisa ou se fazemos a conta depois do Natal. Contudo, a todos o Um Bom Natal.

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