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Generalidades

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16
Jan26

A crise na habitação da escrita


Vagueando

 A juntar à crise da habitação em Portugal, rebentou recentemente – na SAPO – a crise da habitação onde estava alojada a minha escrita e a de muitos outros.

A Sapo Blogs vai fechar (agora diz-se descontinuada) no final de junho do corrente ano, não vai para obras, nem indemniza os inquilinos da escrita (em abono da verdade também não pagavam renda, mas foram um polo de dinamização do portal).

Quem não se puser a pau com o conteúdo do seu blog, alojado nesta casa da escrita, perderá todo o seu espólio mesmo que a casa não vá abaixo ou se venha a transformar num Alojamento Local para as redes sociais, que estão fartas de ser nómadas digitais e querem assentar nalgum lugar.

Não me indigno, de indignação está o mundo cheio, como o inferno está cheio de boas intenções, mas tenho pena ver a casa da escrita desaparecer, destronada pela velocidade e alcance das redes sociais que trituram tudo à sua volta.

Faz-me lembrar o processo dos grandes centros comerciais que quando começaram em Portugal, foram matando todos os negócios de bairro que, a par do turismo desenfreado, contribuíram para desalojar (se calhar é melhor ler-se expulsar) as pessoas que neles viviam.

É o rolo compressor do progresso que se constrói destruindo.

Já lá diz uma das leis fundamentais da Física - a Lei da Impenetrabilidade da Matéria – um corpo não pode ocupar o mesmo lugar no espaço que outro corpo ao mesmo tempo , só confirma que o espaço dos gananciosos é pequeno e fechado a sete chaves.

É por isso que a riqueza não ocupa o mesmo espaço da pobreza, não há partilha, há divisão clara.

Parece que estou a chorar sobre leite derramado, mas não estou, nem sequer ainda decidi se vou ocupar outro espaço para guardar a minha escrita. Para já, segui o conselho da Sapo Blogs e pedi para descarregar os meus conteúdos (são quase oito anos a vaguear por aqui) e vou aguardar.

Afinal não sou escritor nem profissional da escrita, não tenho nenhuma obrigação nesta área, nem nenhum compromisso com ninguém, mas gostei de partilhar aqui algumas opiniões e prazeres da vida com quem me quisesse ler.

O curioso no meio desta velocidade estonteante de mudança que nos enrola como se fossemos arrastados por um tornado, por uma cheia, deslizamento de terras ou avalanche é que temos uma certeza comprovada ao longo de séculos; o papel, os livros, as fotos impressas, são o suporte duradouro mais fiável, desde que bem guardados e hoje conhecemos e dominamos bem as técnicas de conservação deste tipo de documentos.

20260116_150529.jpg

Uma página do Foral de Sintra

A comprova-lo está o documento que hoje tive a oportunidade contemplar – O Foral de Sintra – com 511 anos, foi exibido apenas hoje e pela primeira vez nos Paços do Concelho no edifício da Câmara Municipal de Sintra é um exemplo vivo do que afirmei acima.

Quanto às novas tecnologias de armazenamento, sendo um leigo, a minha experiência com as mesmas diz-me que de um momento para o outro o nosso suporte de armazenamento estoira a uma velocidade superior a qualquer publicação nas redes sociais e a sua eventual, repito eventual recuperação, custa os olhos da cara e mesmo que aceitemos esse custo, os resultados não são garantidos.

O segredo é a redundância, que também é cara e trabalhosa de manter.

Vai daí, não sei por onde vou, só sei que não vou pelos caminhos das redes sociais.

De qualquer modo, obrigado Sapo Blogs pelos anos em que estivemos juntos

04
Set25

Uma Família Disfuncional


Vagueando

Desafio Uma Foto Um Texto de IMSilva

20250903_211916.jpg

 

Quando me desloco para o Sotavento Algarvio, por norma, saio da Auto Estrada em Aljustrel para almoçar no restaurante Fio D'Azeite no Lam Hotel Villa Aljustrel.

Foi o que fiz esta semana.

A ideia não é fazer publicidade ao hotel ou ao restaurante, mas apenas informar que é possível viajar de forma tranquila e relaxada, sem dar importânca ao tempo. Bem sei que a minha qualidade de reformado me permite desligar-me do tempo, sendo certo que este não se desilga de mim, lembrando-me constantemente que o meu tempo, no planeta está preste a esgotar-se. 

Porquê a pressa então?

Contudo, não foram as qualidades gastronómicas (que existem neste restaurante) que me levaram a escrever hoje.

O que me inspirou para este post foi o facto de ter encontrado, justamente neste restaurante, uma família disfuncional.

Aguradava eu pelo o almoço quando reparo numa familia com duas filhas, uma a rondar os 12 anos e outra ali pelos 7 anos. Nenhuma delas, nem a família exibiam telemóveis, os pais conversavam e as filhas tinham na mão, imaginem o desaforo, livros. A mais velha lia com atenção, concentradíssima, a mais nova lia e escrevia, sendo que, com regularidade consultava a mãe.

Mais tarde chegaram mais duas famílias, que também não exibiram telemóveis, cada uma com o seu menor e eis que estes jovens se dedicaram à pintura de livros com lápis de cor.

Daí que a minha foto de hoje seja dedicada à leitura, onde um leitor que desconheço (mas que não é identificável) mas que fotografei recentemente, simbiliza o acto de ler, ao fazê-lo de noite, na rua, servindo-se da iluminação pública, sentado num banco público.

Pura paixão, disfuncional.

 

25
Ago23

Bilioteca Municipal de Sintra

1 foto 1 texto


Vagueando

 

Biblioteca (2).jpg

Fonte de inspiração, fotogénica, guardiã de textos, promotora de encontros, ideias e partilhas, arquivo de conhecimento, de sabedoria e história, armazém de letras ordenadas e catalogadas em livros, conservadora de datas, efemérides, acontecimentos, porta de entrada e de saída de ideais de vária índole, políticos, religiosos, ambientais só para nomear alguns, templo de muitas realidades passadas, casa de liberdade, em que se entra porque quer e se sai melhor do que se lá chegou e a querer voltar de livre espontânea vontade.

E, no meio de tanta coisa boa, conseguem descobrir na foto um sinaleiro azul sob fundo branco, que vos faz sinal de paragem?

Se a resposta for sim, mas também se for não ou quiçá nim, é mesmo necessário parar à entrada, à saída ou se achar melhor numa pausa qualquer, para provar uma bela queijada de Sintra no café de apoio a este edifício o qual, por sinal, tem uma bela esplanada, com melhor vista e ainda, totalmente grátis um excelente jardim para passear.

Como a ideia do desafio 1foto 1 texto de IMSilva é publicar apenas uma foto e um texto, deixo, para aqueles mais curiosos e pacientes um link para  mais fotos  desta bela biblioteca.

https://photos.app.goo.gl/regtoemr1TUX5YQq9

 

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