Sem palavras minhas
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Desafio Uma foto Um texto de IMSilva

No meio deste temporal, que tem trazido chuva e vento por todo o lado, uma garça resolveu aproveitar uma pequena trégua e voar até às proximidades da minha janela. Por mero acaso estava a olhar para a rua e apercebo-me do seu voo (que já não consegui captar), pego no telemóvel e sai a foto.
Não vale nada em termos de qualidade, mas vale pelo momento, que foi breve, muito breve e por depois de ter olhado para a foto, verificar que aquele pedaço de árvore parece um dragão.
E assim nasceu o título deste post.
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Desafio Uma foto Um texto de IMSilva
Nestes dias de chuva, em que as nuvens descarregam o seu peso aquífero em cima do pelo dos que não se conseguem proteger, tento ver a parte positiva da coisa, mais tarde, não me aborrecem com a seca.
De resto, a única coisa que não gosto no Outono e no Inverno é os dias curtos de luz e compridos de escuro.

Gosto muito de Sol quando consigo estar à sombra de uma árvore, e num fugaz momento desta semana, consegui, no meio deste alegado mau tempo (também não gosto do termo mau tempo) descobrir o Sol a brilhar numa rua de Sintra cujo acesso está vedado a quem tem propriedades na mesma.
E ainda dizem que o Sol quando nasce é para todos.
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Desafio 1 foto 1 texto de IMSilva

Ajoelhei-me no chão à procura do título que me fugiu ou escapuliu-se entre os dedos, não sei por falta de destreza destes ou se por ousadia, quiçá rebeldia do dito.
Vasculhei o chão com os dedos, no mais profundo silêncio, por respeito ao local e com medo que ele, assustado, fugisse ou usasse as suas capacidades camaleónicas e se fundisse nesta mistura de terra, folhas e gravetos e agora com um título escondido ou perdido quem sabe.
Esperei, já deitado porque sabia que a espera seria longa e se a noite caísse nunca mais o veria.
Acabei por perdê-lo!
E agora não posso revelá-lo à sua revelia, sem o seu consentimento e porque jamais conseguiria, sem ele estar presente, de transmitir o seu sentimento profundo e a sua forma peculiar em aguçar o apetite do leitor.
Em jeito de apelo; Título se reconheceres este local, contacta-me que eu coloco-te no teu devido lugar, ali em cima para brilhares e cumprires com orgulho, com a tua mestria, a tua função; Mereces ser lido, seres admirado, apreciado, aplaudido, reconhecido, porque és belo.
Esqueci-me do teu nome, mas não me esqueci de ti, como poderia esquecer a tua importância para esta minha foto.
Ainda pensei arranjar outro título, até me deram sugestões e indicaram-me um local onde podemos adoptar títulos perdidos, rejeitados, sem dono.
Contudo, sabendo que és demasiado rebelde e ousado para ires ou te deixar ir parar à Instituição de Apoio aos Títulos Abandonados, não fui procurar o eventual teu substituto.
Ainda agora fiquei sem ti e já tenho saudade.
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Participação XVI no Desafio 1 foto 1 texto de IM Silva
Um desafio nunca vem só e no seguimento da Participação XV, na semana passada O Prazer de um café com boa vista que esteve em destaque na Sapo, recebi um comentário de "sos". que consisitiu no seguinte;
pois, tá bem, mas reconhecerá que seria mais interessante (ainda ) se elogiasse a chavena de vidro atraves da qual via num sei que .
Um "desafio" e agora até é o momento (inverno ): junte a par as duas chavenas e veja qual fumega mais ?
Daía que a foto de hoje para além de responder ao desafio de IMSilva - 1 foto 1 texto, cumpre o desafio de "sos" e a minha promessa de juntar as duas chávenas, para ver qual delas fumegava mais. Acho que nem Pinheiro de Azevedo acreditaria nisto, porque no seu tempo, era só fumaça!

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Sintra já foi descrita por poetas e artistas ao longo dos anos, já foi habitada por árabes, reis e rainhas, serviu de lugar de repouso à nobreza espantados pela sua beleza e frescura, que se mantem pese embora o fenómeno do aquecimento global.
Adormecer em Sintra e acordar em Sintra como turista é estimulante, agradável, poético, mágico, único. Adormecer e acordar em Sintra como residente é tão grandioso e majestoso que as palavras, as imagens ou mesmo um filme, não têm o poder explicar.
Os residentes mais antigos, como é o meu caso, guardam muitas imagens desta paisagem, que se perdem para o mundo à medida que estes vão partindo.
Tendo consciência de todas as limitações impostas à conservação de tanto património (fotográfico) que se guarda na memória, e que não é possível mostrar, recorri a algumas imagens que fui registando e guardando em fotografia.
Estas fotos são o resultado do privilégio de viver em Sintra, ser apaixonado pela paisagem e pelo legado que esta vila carrega.
Ser residente em Sintra é ser resiliente, ao frio, à chuva ao nevoeiro, à humidade e, simultâneamente, muito sensível a tudo a que, todos os dias, Sintra nos oferece. As imagens que podem ver no link abaixo, não se revelam numa única visita ou passagem por Sintra, por que é necessário estar no local certo e na hora certa e deixar que a metereologia daquele dia nos supreenda.
Não me centrei nos monumentos, porque esses são conhecidos e são dados a ver consistentemente e são constantemente idolatrados pela história, pela poesia, pela arte, pela pintura, pelas lendas.
Optei pelas ruas, pelas casas, pela luz, pela tranquilidade das primeiras horas da manhã e espero deixar ao leitor, melhor ao observador, uma vontade de vir até Sintra, em especial aqueles que já visitaram os seus monumentos, possam voltar e deambular por estes locais, de preferência a pé.
Este é o segundo álbum que edito aqui na Sapo, o primeiro foram os Salpicos de Sintra.
Não vou dizer que este é o melhor lugar do mundo para se viver, nem tão pouco que é o mais belo mas, parafraseando uma bloguer da Sapo, "Não me canso disto" porque ainda não conheci outro lugar que me tentasse a mudar de casa.
Ah e já me esquecia esta é a minha participação desta semana para o desafio1foto1texto de IMSilva
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Hoje, embora o post seja meu, muito pouco do seu conteúdo se deve a mim.
A ideia de o escrever não foi minha, mas teve origem no desafio 1foto1texto de IMSilva.

'«As armas e os barões assinalados,
Que da ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca de antes navegados,
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram;»'
O texto (legenda) não é meu, é do nosso grande poeta Luís Vaz de Camões.
A ideia de legendar a foto acima, recorrendo ao poeta, também não é minha mas sim de outro bloguer que acompanho - Cheia - que tem vindo a divulgar e muito bem, no seu blogue Sociedade Perfeita, excertos dos Lusíadas.
Por último sendo a foto minha, a praia retratada, pequena de mais para abarcar a descrição – A Ocidental Praia Lusitana, também não é minha, não é de ninguém, é de todos nós. Os 600km de praias são, afinal, a ocidental praia lusitana.

Dada a envolvência e tudo o que está em causa, achei por bem, juntar outra foto que tendo a ver com o mar e com a navegação marítima, não era possível ver na época dos Descobrimentos – Um dos vários faróis que iluminam os 600 km da Ocidental Praia Lusitana
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