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Generalidades

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25
Jan26

Eu cá não sou de intrigas mas!


Vagueando

Hoje vivemos sobre intenso bombardeamento mediático, quer através dos meios tradicionais, televisões, rádios e jornais, intensificado nas redes sociais em que especialistas não só bombardeiam com mais intensidade, como criticam quem não ignora as bombas lançadas.

Uma das áreas em que isso acontece é o tema ambiente/alterações climáticas.

Declaro desde já compreendo a necessidade de defender o planeta, afinal é a nossa casa comum, ele é bondoso e não nos cobra renda mensal mas, de tempos a tempos, irrita-se e faz-nos pagar caro a nossa presença. Contudo, tenho dúvidas se tudo o que os estudos indicam, nomeadamente o nosso estilo de vida, é a única causa das alterações climáticas e se abdicarmos desse estilo de vida, resolvemos o problema.

Partindo do pressuposto que sim, o nosso estilo de vida é a causa do problema, a ciência e a tecnologia tem vindo a desenvolver esforços para reduzir o seu impacto. Não obstante, se o está a fazer, não está a resultar ou ainda piora a situação, razão pela qual tenho dúvidas sobre se esse esforço é eficaz ou se é atirar areia para os olhos.

Ao longo da minha vida tenho vários exemplos de que a inovação para resolver problemas de consumo de energia e desperdício de componentes, a maior parte não reciclada, está em contraciclo com o que se aperegoa.

Deixo apenas um.

Como resido em Sintra a humidade faz parte da minha casa, em especial no Inverno, daí que tenha sempre pelo menos dois desumidificadores ligados.

20260125_110204.jpg

Em Janeiro de 1994, comprei um na Tele- Sintra (loja que já não existe) hoje é um notário privado, de uma marca portuguesa "FNAC", não tem nada a ver com as lojas de hoje, era sim a Fábrica Nacional de Ar Condicionado. Como se pode ver pela venda a Dinheiro na foto, custou-me 41.500$00, ou seja pouco mais do que 200 uros atualmente. O Manual de Instruções (capa também visível na foto), era publicado em língua, portuguesa, francesa e inglesa, formato A4, parecia uma fotocópia do original. Tudo muito simples, um botão de ligar e desligar o aparelho, um balde para recolha de água e uma luzinha que fica vermelha quando o balde está cheio, deixando o mesmo de funcionar, para evitar derramamento de água em casa.

Curiosamente ou não, continua a fazer o seu trabalho e nunca avariou.

De lá para cá, já comprei mais 7, de valor sempre superior a 200 euros. Apenas dois (recentes) estão a trabalhar e um deles já não faz algumas funções.

Mandei reparar três, as reparações foram sempre mal feitas, as deficiências mantinham-se não obstante as ter pago.

 

 

O problema destes novos aparelhos são dois;

1 - Como se produzem muitos modelos, as peças de reposição na maioria das vezes já não existem quando avariam, modelos descontinuados, pelo que a solução é enviá-los para o lixo.

2 - As avarias ocorreram sempre nos componentes electrónicos (coisa que o da FNAC não usa) que estão lá para garantir a eficiência energética, para aquecer o aparelho quando está frio, para assegurar isto aquilo, ou seja, coisas que não damos por elas e/ou não temos como confirmar se produzem o efeito anunciado.

Já ouviram falar de obsolescência programada, a estratégia comercial para conceber produtos com duração limitada, ficando obsoletos e por isso temos que comprar novos?

Não sei se é verdade, mas a ser, é uma das causas para o enorme aumento de resíduos eletrónicos.

Para quem não sabe todos os desumidificadores possuem um motor elétrico com uma turbina (normalmente de plástico) para fazer a circulação de ar. Se existissem apenas dois ou três modelos de motores e turbinas era fácil aproveita-los mesmo para a aparelhos novos porque é material que dura muito e sem avarias, como são todos diferentes vão para o lixo o que é um desperdício.

Dai que me pareça que o marketing e as suas estratégias façam mais pelos lucros do que pelo ambiente. Não obstante o marketing já pegou na palavra da moda "Sustentável" e usa-a estrategicamente para continuar a vender e a lucrar.

20
Jan26

Muros e musgos de Sintra


Vagueando

Sintra é a minha casa desde que nasci e confesso que não gosto de ver por aqui muros pintados, por duas razões;

1 – Porque não há cor como a cor da natureza e a pintura, por melhor que seja, acaba por sucumbir à humidade, à chuva e a tudo o que estes dois eventos climáticos potenciam e bem - fazer crescer o verde da erva, dos fetos, dos musgos.

2 - Tentar vencer esta realidade é gastar dinheiro em tinta que polui e a (suposta) beleza dura pouco. Os meus muros são de cimento e polvilhados a terra o que ainda ajuda mais ao crescimento do musgo que lhes acrescenta beleza natural, com cores que não se conseguem obter por via da pintura, poupando dinheiro e não expulsando a natureza da nossa porta.

Como o inverno tem sido abundante em chuva e a humidade da serra é uma constante, andei por aí a vaguear pelas ruas, só para fotografar muros e musgos.

Gostei do resultado que compilei num álbum que partilho, basta clicar neste link de  Musgos e muros de Sintra.

Boa viagem e agasalhem-se porque a voltinha foi realizada com muito frio e humidade.

20
Jun24

Sintra vista por um residente


Vagueando

 

Blank 10 Grids Collage.png

Sintra já foi descrita por poetas e artistas ao longo dos anos, já foi habitada por árabes, reis e rainhas, serviu de lugar de repouso à nobreza espantados pela sua beleza e frescura, que se mantem pese embora o fenómeno do aquecimento global.

Adormecer em Sintra e acordar em Sintra como turista é estimulante, agradável, poético, mágico, único. Adormecer e acordar em Sintra como residente é tão grandioso e majestoso que as palavras, as imagens ou mesmo um filme, não têm o poder explicar.

Os residentes mais antigos, como é o meu caso, guardam muitas imagens desta paisagem, que se perdem para o mundo à medida que estes vão partindo.

Tendo consciência de todas as limitações impostas à conservação de tanto património (fotográfico) que se guarda na memória, e que não é possível mostrar, recorri a algumas imagens que fui registando e guardando em fotografia.

Estas fotos são o resultado do privilégio de viver em Sintra, ser apaixonado pela paisagem e pelo legado que esta vila carrega.

Ser residente em Sintra é ser resiliente, ao frio, à chuva ao nevoeiro, à humidade e, simultâneamente, muito sensível a tudo a que, todos os dias, Sintra nos oferece. As  imagens que podem ver no link abaixo, não se revelam numa única visita ou passagem por Sintra,  por que é necessário estar no local certo e na hora certa e deixar que a metereologia daquele dia nos supreenda.

Link para as fotos

Não me centrei nos monumentos, porque esses são conhecidos e são dados a ver consistentemente e são constantemente idolatrados pela história, pela poesia, pela arte, pela pintura, pelas lendas.

Optei pelas ruas, pelas casas, pela luz, pela tranquilidade das primeiras horas da manhã e espero deixar ao leitor, melhor ao observador, uma vontade de vir até Sintra, em especial aqueles que já visitaram os seus monumentos, possam voltar e deambular por estes locais, de preferência a pé.

Este é o segundo álbum que edito aqui na Sapo, o primeiro foram os Salpicos de Sintra.

Não vou dizer que este é o melhor lugar do mundo para se viver, nem tão pouco que é o mais belo mas, parafraseando uma bloguer da Sapo, "Não me canso disto" porque ainda não conheci outro lugar que me tentasse a mudar de casa.

Ah e já me esquecia esta é a minha participação desta semana para o desafio1foto1texto de IMSilva

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