Eu cá não sou de intrigas mas!
Vagueando
Hoje vivemos sobre intenso bombardeamento mediático, quer através dos meios tradicionais, televisões, rádios e jornais, intensificado nas redes sociais em que especialistas não só bombardeiam com mais intensidade, como criticam quem não ignora as bombas lançadas.
Uma das áreas em que isso acontece é o tema ambiente/alterações climáticas.
Declaro desde já compreendo a necessidade de defender o planeta, afinal é a nossa casa comum, ele é bondoso e não nos cobra renda mensal mas, de tempos a tempos, irrita-se e faz-nos pagar caro a nossa presença. Contudo, tenho dúvidas se tudo o que os estudos indicam, nomeadamente o nosso estilo de vida, é a única causa das alterações climáticas e se abdicarmos desse estilo de vida, resolvemos o problema.
Partindo do pressuposto que sim, o nosso estilo de vida é a causa do problema, a ciência e a tecnologia tem vindo a desenvolver esforços para reduzir o seu impacto. Não obstante, se o está a fazer, não está a resultar ou ainda piora a situação, razão pela qual tenho dúvidas sobre se esse esforço é eficaz ou se é atirar areia para os olhos.
Ao longo da minha vida tenho vários exemplos de que a inovação para resolver problemas de consumo de energia e desperdício de componentes, a maior parte não reciclada, está em contraciclo com o que se aperegoa.
Deixo apenas um.
Como resido em Sintra a humidade faz parte da minha casa, em especial no Inverno, daí que tenha sempre pelo menos dois desumidificadores ligados.

Em Janeiro de 1994, comprei um na Tele- Sintra (loja que já não existe) hoje é um notário privado, de uma marca portuguesa "FNAC", não tem nada a ver com as lojas de hoje, era sim a Fábrica Nacional de Ar Condicionado. Como se pode ver pela venda a Dinheiro na foto, custou-me 41.500$00, ou seja pouco mais do que 200 uros atualmente. O Manual de Instruções (capa também visível na foto), era publicado em língua, portuguesa, francesa e inglesa, formato A4, parecia uma fotocópia do original. Tudo muito simples, um botão de ligar e desligar o aparelho, um balde para recolha de água e uma luzinha que fica vermelha quando o balde está cheio, deixando o mesmo de funcionar, para evitar derramamento de água em casa.
Curiosamente ou não, continua a fazer o seu trabalho e nunca avariou.
De lá para cá, já comprei mais 7, de valor sempre superior a 200 euros. Apenas dois (recentes) estão a trabalhar e um deles já não faz algumas funções.
Mandei reparar três, as reparações foram sempre mal feitas, as deficiências mantinham-se não obstante as ter pago.
O problema destes novos aparelhos são dois;
1 - Como se produzem muitos modelos, as peças de reposição na maioria das vezes já não existem quando avariam, modelos descontinuados, pelo que a solução é enviá-los para o lixo.
2 - As avarias ocorreram sempre nos componentes electrónicos (coisa que o da FNAC não usa) que estão lá para garantir a eficiência energética, para aquecer o aparelho quando está frio, para assegurar isto aquilo, ou seja, coisas que não damos por elas e/ou não temos como confirmar se produzem o efeito anunciado.
Já ouviram falar de obsolescência programada, a estratégia comercial para conceber produtos com duração limitada, ficando obsoletos e por isso temos que comprar novos?
Não sei se é verdade, mas a ser, é uma das causas para o enorme aumento de resíduos eletrónicos.
Para quem não sabe todos os desumidificadores possuem um motor elétrico com uma turbina (normalmente de plástico) para fazer a circulação de ar. Se existissem apenas dois ou três modelos de motores e turbinas era fácil aproveita-los mesmo para a aparelhos novos porque é material que dura muito e sem avarias, como são todos diferentes vão para o lixo o que é um desperdício.
Dai que me pareça que o marketing e as suas estratégias façam mais pelos lucros do que pelo ambiente. Não obstante o marketing já pegou na palavra da moda "Sustentável" e usa-a estrategicamente para continuar a vender e a lucrar.


