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Generalidades

Generalidades

20
Jan26

Muros e musgos de Sintra


Vagueando

Sintra é a minha casa desde que nasci e confesso que não gosto de ver por aqui muros pintados, por duas razões;

1 – Porque não há cor como a cor da natureza e a pintura, por melhor que seja, acaba por sucumbir à humidade, à chuva e a tudo o que estes dois eventos climáticos potenciam e bem - fazer crescer o verde da erva, dos fetos, dos musgos.

2 - Tentar vencer esta realidade é gastar dinheiro em tinta que polui e a (suposta) beleza dura pouco. Os meus muros são de cimento e polvilhados a terra o que ainda ajuda mais ao crescimento do musgo que lhes acrescenta beleza natural, com cores que não se conseguem obter por via da pintura, poupando dinheiro e não expulsando a natureza da nossa porta.

Como o inverno tem sido abundante em chuva e a humidade da serra é uma constante, andei por aí a vaguear pelas ruas, só para fotografar muros e musgos.

Gostei do resultado que compilei num álbum que partilho, basta clicar neste link de  Musgos e muros de Sintra.

Boa viagem e agasalhem-se porque a voltinha foi realizada com muito frio e humidade.

22
Set25

Comecei no Verão e acabei no Outono


Vagueando

Alerta não CM!

São 18h:15 m, do dia 22/09/2025, ainda é Verão mas está frio, que se sente de forma vigorosa à boleia do vento. Se um abanico dá muito jeito nos dias de maior calma no Verão, já o vento de Verão de hoje, faz-nos abanar de frio.

Esquisitices do clima ou, como agora é usual dizer-se, são as consequências das alterações climáticas.

Contudo, alguém tem que ser culpado deste estado do tempo, afinal não podemos andar à procura da culpa de outros, doa a quem doer e quando a culpa é nossa, ai, ai que não pode ser, sacode-se a água do capote.

É preciso coerência.

Quando culpa morre solteira, com ou sem justiça, inventam-se culpados, fervem-nos em lume brando ou atiram-nos para dentro do caldeirão de azeite a ferver. Raramente, porque the show must go on e dentro do caldeirão o actor morre de imediato,  acabando-se a telenovela.

Vem este alerta a propósito de tentar agarrar o Verão antes que se vá embora e poder assim culpá-lo pelo vendaval e pelo frio de hoje. Se já está a preparar a fuga é porque é culpado, afinal quem não deve não teme.

Ainda assim se não for possível caçá-lo, faça-se uma espera ao Outono, já sabem que ele vai chegar às 19h e 16m. Basta esperar por ele, e perguntar-lhe porque se dá ao trabalho de servir de testa de ferro ao Verão, tomando o seu lugar, em suma, ajudando-o na fuga e, isso é grave, quiçá crime.

Entretanto, as autoridades não fizeram caso deste meu alerta público, estive aqui a seguir isto tudo em direto da minha webcam, já passa das 19h e 20m assisti à fuga do Verão e à entrada do Outono, sem qualquer controlo do SEF ou lá de quem é que agora está a fazer este trabalho.

Resta-me publicar aqui em baixo uma prova de que o Verão se foi embora e a luz do Outono entrou rapidamente e desenhou a foto abaixo.

Chegou, cheio de beleza, só para disfarçar e ninguém dar por ele.

20250922_0835151.jpg

 

13
Dez24

Boas Festas


Vagueando

Participação XVIII, Ano II do Desafio 1 foto 1 texto de IMSilva

BFFS.png

 

 

Enquando vagueava pela rua solarenga mas muito fria, deparo-me com uma saudação de Boas Festas, brilhante com um amarelo que irradiava calor. 

Fotografo a pensar no desafio de hoje, o Boas Festas era apropriado.

Eis que, acabo de fotografar desiludo-me com o Fora de Serviço. Será que depois de dar as Boas Festas, desistiu de nos transportar. Também já não queria ir a lado nenhum, apenas e só fugir do frio, a pé para aquecer.

Oh Carris Metropolitana, tu baralhas-me!

 

 

23
Jun24

De manhã só é bom é na caminha

Isso era dates!


Vagueando

Na véspera coloquei o despertador para as 4h porque, embora me levante todos os dias muito cedo, isto não é hora para acordar, muito menos para nos levantarmos.

Não falhou, às 4h tocou e levantei-me, sem dores, sem refilanços, nem remorsos de ter dado este trabalho ao despertador. Comi uma sandocha, bebi um café e saí de casa, a pé.

Pode parecer estranho, mas a ideia era fazer uma caminhada, sempre a subir, de uma cota de 270 m para a cota de 470 m, isto num percurso de 2km, mas pronto era isto.

O objectivo da caminhada era ver o nascer do Sol em Santa Eufémia - Sintra, mais uma coisa estranha porque a Serra de Sintra de manhã, o que é bom (para aSerra bem entendido) é o nevoeiro e as nuvens.

Esquisito? Sim, mas vão ver que primeiro estranha-se depois entranha-se.

É que para além de ver nascer o Sol, existiam ainda mais dois incentivos – Era o dia mais longo do ano, seria um desperdício não aproveitar a luz do dia de início até ao fim, que alegria, que o digam os nórdicos que vivem acima do Circulo Polar Ártico e não é que em Santa Eufémia, iria ocorrer um concerto ao ar livre, às 6h, no âmbito do Festival de Sintra.

21-06_05H00.jpg

Para alimentar a estranheza da coisa, a primeira coisa que os quatro violoncelistas, Gonçalo Lélis, Hugo Paiva, Marco Pereira e Martin Henneken disseram, foi que se era estranho para nós estarmos ali, na rua (por acaso não estava muito frio, mais uma coisa estranha), para ver um concerto, imaginem para nós.

Desconfio que eles de manhã, também se sentem bem é na caminha.

Resta-me afirmar que ouvir violoncelo, a 470 m de altura, ao ar-livre, em Santa Eufémia, num local com uma vista fabulosa, conhecido das lendas das crónicas das cruzadas como sendo um local ondas as águas teriam poderes curativos, na falta dela – atualmente – o poder curativo veio do silêncio e do som dos violoncelos.

Fiquei como novo, até fiz pouco dos meus 67 anos e à tarde fui para mais um espetáculo em Sintra, o Eletro-Vinho, uma matiné de música, Teatro e Prova de Vinhos que nos envolve na história do eléctrico de Sintra, do vinho de Colares, das cepas Malvasia e Ramisco, Bulhão Pato, Alfredo Keil, Eça de Queiroz e os Saloios e onde a prova de vinhos é à prova de qualquer mau gosto.

Como sempre, não podiam faltar as fotos que, por estranho que pareça, fazem parte da minha forma de estar e de mostrar o que eu vejo e que todos viram, de certeza absoluta, de uma forma diferente. Se quiserem dar uma vista de olhos a este dia de festa, podem fazê-lo aqui

18
Jun24

Concertos improváveis


Vagueando

20240615_125452.jpg

 

Tempos houve em que se caminhava por necessidade, não existiam transportes coletivos ou veículos particulares, as vias de comunicação eram escassas. As primeiras vias de comunicação com que tomei contacto foram as veredas, no Algarve, pela mão, melhor pela pegada do meu avô.

Nessa altura caminhar servia para abrir o apetite, hoje, dizem, serve para regular (leia-se diminuir) o apetite. Caminha-se ainda, talvez na maior parte das vezes, o estritamente necessário quando, não sendo possível estacionar mesmo à porta do local para onde queremos ir, estacionamos no passeio (sem pilaretes) mais perto e fazemos o trajeto a pé pela estrada.

Ciente das dificuldades em estacionar o carro em Sintra, porque não existem lugares e os passeios estão pejados de pilaretes, a organização do Festival desta vila resolveu e muito bem, começar a organizar uma coisa que dá pelo nome de caminhada concerto.

E é disso que venho falar hoje.

Já o ano passado tinha feito uma e gostei, este ano repeti a dose. Depois dos tempos houve em que se caminhava por necessidade, caminhamos hoje porque se ouve música e da boa.

O percurso deste ano, em pleno centro histórico de Sintra, começou junto ao Paço, seguiu pelas ruas que ladeiam Quintas bem importantes de Sintra, “dos Castanhaes”, “dos Mouros”, “dos Alfinetes”, “do Castanheiro” e desembocamos junto ao Palácio da Regaleira e daí seguimos até ao Mont Fleuri.

Para trás tinha ficado uma subida que não sendo íngreme, foi o suficiente para um aquecimento razoável ainda que se tenha feito uma paragem para reagrupamento dos caminhantes e/ou dos espectadores.

Chegados ao Jardim Panorâmico do Mont Fleuri, fomos recebidos por uma nortada fresca que deitou por terra todo o aquecimento acumulado na subida. Valeu o Concerto de piano por Tomás Wallenstein que nos aqueceu a alma. Gostei do gosto do pianista, pela escolha do alinhamento musical com que nos brindou, fica aqui apenas um exemplo

Quando me falam em aquecimento global e sinto este fresquinho de Sintra até fico todo arrepiado.

Deixou umas quantas fotos do concerto deste ano.

16
Fev24

Nota muito curta


Vagueando

Ainda há pouco tempo andava eu  a vaguear pelas Estações do Desconforto, eis que descubro aqui na Sapo uma notícia que se relaciona com o tema.

Projeto de renovação da Gare do Oriente para a alta velocidade vai custar 8,5 milhões

A dado passo, nesta notícia, - finalmente - diz-se; 

Segundo os mesmos documentos, as duas novas plataformas de passageiros devem possuir 420 metros úteis de comprimento e 760 milímetros de altura”e, dado que a IP assume que “as barreiras corta-vento existentes da estação ferroviária, localizadas no topo das fachadas nascente e poente, não garantem o conforto dos passageiros nem a proteção necessária à intempérie”, “deve ser prevista a alteração/revisão da solução arquitetónica das barreiras novas e existentes”.

Espero que o ajuste direto, porque tem que ser, de 8.5 mil milhões de euros seja suficiente para acabar com o frio, a chuva e o vento dentro daquela estação, é o mínimo dos mínimos.

Nota da nota - O bold e o sublinhado é meu.

31
Jan24

As estações do desconforto


Vagueando

 

A resposta ao desafio 1foto1texto de hoje são várias fotos para um texto.

Saio de casa bem cedo, para um compromisso de saúde previamente agendado. Chove, o vento é forte, está frio, parece que devido às depressões Irene e Juan. Entro na Estação de comboios de Sintra mas é como se continuasse na rua.

O telhado deixa passar a água da chuva como se não existisse. É normal nas estações de comboio portuguesas, não protegerem os passageiros das intempéries. Não protegem porque estão degradadas, não protegem porque a CP ou a IP se estão marimbando para os seus clientes, não protegem porque a arquitetura que as concebeu privilegiou o design ou, eventualmente o ego do arquiteto em prejuízo do conforto do passageiro, em suma é normal achar-se que o clima em Portugal é quentinho e fofinho poupando-se dinheiro(o que não é necessariamente a mesma coisa de que evitar défices nos seus balanços) de as fazer confortáveis.

Para temperar o desconforto, a instalação sonora (talvez rouca da humidade no interior desta gare) cansada de anunciar os muitos atrasos da CP - só descansa em dias de greve informa que o (meu) comboio circula com um atraso de 12 minutos. Os relógios da estação, mostram horas diferentes e ambas erradas, manias, estão ali para enfeitar e não para informar, são apenas mais uma fonte de stress.

O comboio chega, sento-me (privilégio de quem entra na primeira estação) e sai com o atraso previsto, chegando a Lisboa, acumulando mais 10 minutos de atraso. Uma viagem de 40 minutos, demora mais 22 minutos que o previsto.

A Gare do Oriente, a estação ferroviária mais moderna e recente do país é o ex-libris da beleza máxima, conforto (muito abaixo do) mínimo, o oposto da Estação do Rossio, que conseguiu juntar antiguidade, beleza e conforto, uma autêntica raridade no panorama nacional.

Entro no Metro as passadeiras rolantes, que me poderiam fazer recuperar algum tempo, estão paradas. Deduzo, não existe nenhum aviso, que a paragem se deve a uma de duas coisas;

1- Zelar pela saúde dos utentes fazendo-nos caminhar, no meu caso em ritmo acelerado para recuperar os 20 minutos de atraso.

2- Zelar pelo ambiente, menos consumo de energia - supostamente - melhor ambiente. Ora não excluindo a hipótese de estarem avariadas, mais uma vez a falta de respeito pelo utente, avisos não há, nem sobre a eventual avaria, muito menos quando estará resolvida.

Se por hipótese for uma avaria, a IP teve conhecimento mas, não estará reparada porque a empresa encarregue da manutenção não tem as peças para substituir e não as tem porque a empresa fornecedora ainda não as enviou e esta não as enviou porque o transportador falhou e este último falhou por causa de qualquer coisa que não lhe é imputável.

Afinal estamos em Portugal, é normal não se considerar necessário vir a público dar qualquer explicação, a competência deste do assunto é sempre de outro qualquer, excepto, quando, por qualquer razão ou reestruturação, levada a cabo por qualquer governo, a competência que afinal era sua, lhe é retirada.

Aí sim, aparecem a defender a sua dama, mais que não seja, defendendo que o serviço público fica posto em causa com a tal transferência de competências de A para B.

Os websites destas empresas, donas das estações, da empresas encarregues da manutenção, das empresas que forneceram os equipamentos, apresentam-nos bem embrulhadas em marketing. Estão todas certificadas com as normas xpto qualquer coisa, são mais verdes que os lagartos, estão na rota da sustentabilidade e, imaginem, lá num cantinho qualquer, existem para nos servir.

Depois destas peripécias que não o são (estou a abusar do significado da palavra) porque isto é o dia a dia, saio do Metro e entro numa zona pedonal onde nem sequer deviam circular carros, eis que uns quantos estão lá parados.

Entro no estabelecimento de saúde, privado, para fazer o tal exame, um audiograma. Ouço mal mas vejo bem, não se pode ter tudo.

O sistema está em baixo (também acontece frequentemente) às vezes até para pagar se demora mais tempo do que na consulta ou no exame. Mesmo ouvindo mal vejo as filas e o desespero de alguns com pressa para se ir embora e não deixo escapar o comentário de um utente – O sistema de cobrança do estacionamento nunca vai abaixo e eu aqui a acumular mais uma conta, a de estacionamento, para pagar a conta do hospital.

Peço desculpa mas isto não é desculpável, mesmo que sirva de desculpa para descarregar a culpa neste, no anterior, no próximo governo ou nos políticos que os integram, integraram ou venham a integrar.

A culpa nos casos que relatei morre solteira todos os dias, porque a casam sempre com o governo, com os políticos, com isto é o país que temos, quando deveriam ser estas empresas a dar cara aos utentes.

E quanto aos carros mal estacionados o cidadão comum não se defenda a dizer que isto é uma bandalheira ou que a polícia não faz nada, a solução é não estacionar em cima do passeio, ponto!

Se o Polígrafo ler este post e for fazer a verificação do conteúdo, agora está na moda o “Fact Check” em vez de concluir por Falso, Verdadeiro, Verdadeiro mas ou Pimenta na língua, vai colocar mais uma hipótese que consiste em perguntar;

Quem é este gajo?

23
Nov23

O conciliador amigo


Vagueando

Este é mais um post dedicado ao Desafio 1 foto 1 texto

20231118_152919.jpg

As cores não mentem, era um dia frio. Contudo, o ambiente era de tensão e quente. Um casal desavindo tinha a relação por um fio. Competia-me a mim, como amigo, reacender a paixão ardente.

Convidei-os, cheguei cedo, achei este local adequado. Sentei-me, observei as cadeiras onde os iria sentar, gostei do que vi. Chegaram, cumprimentaram-me sem sorrir, o ar estava pesado. Senti-me mal ao vê-los com aquele aspeto, quase morri.

Recordei-lhes os tempos passados, que foram tão felizes. Para eles, para os seus amigos e em especial para mim. Concordaram, olharam-se de novo, pareceram ter ganho novas raízes. Propus um brinde, festejámos com 3 copos de vinho tinto, voltou o amor e o rancor tinha chegado ao fim.

Foto – Adega Mãe – Torres Vedras

12
Set23

Chapéus há muitos

De chuva é que não


Vagueando

20230904_160326.jpg

 

Há dias assim.

Vamos equipados para a praia, procuramos uma zona para colocar o chapéu-de-sol, procuramos o Sol e descobrimos a chuva.

Fico furioso, procuro um culpado para vir destilar a minha raiva para as redes sociais e vou ao site do IPMA. Azar previam chuva e logo para a hora em que cheguei.

Tenho que arranjar um bode expiatório, a culpa não pode ser do S.Pedro, eis que me deparo com a placa da foto acima.

Procuro por toda a praia pela zona de chapéus-de-chuva, ao fim de 3kms percorridos debaixo de chuva, não encontro.

Vou ter com o nadador salvador, foto abaixo, pergunto-lhe pela zona de chapéus de chuva, recebo (debaixo de chuva) uma resposta seca, não há. Insisto. Não há amigo, vá lá falar com o homem dos toldos, ele é que tem a concessão da praia.

E não é que fui.

Disse-me exatamente o mesmo e antes que eu perguntasse, adiantou - também não alugo chapéus-de-chuva.

Como é que isto é possível? Cambada de desorganizados.

20230904_155811.jpg

 

08
Nov22

Gare do Oriente


Vagueando

Os pilares escorrem água em quantidades inimagináveis, os bancos estão todos encharcados

Sou passageiro regular nos comboios, gosto deste meio de transporte por várias razões. É nostálgico, é seguro, podemos movimentar-nos dentro das carruagens, consegue-se ler tranquilamente (ainda que agora, sem perceber porquê, as pessoas atendem os telemóveis em alta voz e isso irrita-me, perturba-me o sossego e a leitura).

Já tinha usado a Gare do Oriente algumas vezes mas sempre com bom tempo. Contudo, hoje estava um dia chuvoso, percebi como uma estação moderna, de grande importância na linha mais movimentada do país e na ligação entre Lisboa e Porto pode ser tão desconfortável, mal concebida e péssimamente mantida.

Está em causa uma das estações ferroviárias mais importante do país, usada por passageiros tão diferentes, desde o profissional que se desloca em trabalho, ao turista nacional e estrangeiro e ainda por famílias.

Pois esta estação, deixa entrar o vento e chuva, tornando impossível aguardar na gare pelo comboio num dia como hoje. Pode ser bonita (já nem é muito pela falta de conservação a que tem sido votada), mas caramba quem concebeu e aprovou a construção desta estação de comboios alguma vez pensou no conforto dos passageiros e na funcionalidade da mesma?

Nas gares centrais, supostamente protegidas da chuva, porque as coberturas abragem uma área maior, estas são tão altas que deixam que o vento transporte a chuva  para o seu interior. Pior são as coberturas terem aberturas, buracos, falta de isolamento, seja lá o que for, deixarem entrar a chuva por todo o lado, pingando em cima dos poucos bancos existentes, porquê tão poucos bancos para as pessoas se sentarem?

Numa altura em que se pede às pessoas para usar o comboio, quer por questões ambientais, quer por razões económicas ditadas pelo preço dos combustíveis, esta estação tem todos os ingredientes para fazer fugir qualquer passageiro. Pela minha parte fiquei avisado e só se for de todo impossível evitá-la não me apanham lá mais em dias de chuva. As coberturas dos acessos ao Centro Vasco da Gama e os que seguem até às paragens de autocarros deixam a chuva entrar, mais uma vez não se vê manutenção, as escadas tornam-se um perigo porque estão molhadas.

Não sei se foi por ter ficado tão defraudado, que até reparei que as plataformas de acesso ao comboio são demasiadamente baixas (relativamamente a outras estações que conheço na Grande Lisboa) face aos estribos dos comboios, dificultando a entrada e saída de pessoas mais idosas.

Sinceramente num país onde a poucos metros de distância se realiza uma Web Summit, onde circulam milhões para projectos que a maioria das pessoas não entende para que servem (se é que servem para alguma coisa para além de dar dinheiro a ganhar a poucos e acabar com mais uns empregos), se fala à boca cheia de Unicórnios (que a maioria das pessoas também não sabe o que é) não consigo conceber que aquela estação tenha sido concebida na era moderna, na modernidade que foi a Expo 98.

Simplesmente deplorável.

 

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