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Generalidades

Generalidades

08
Jan26

A beleza não pode ser morte


Vagueando

 Desafio 1 foto 1 texto de IMSilva

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As estradas são vida , são movimento, são beleza, são arte, são vias de comunicação, são criadoras de humanidade, são comércio, eliminam barreiras, são sinónimos de mobilidade, são infinitas aos nossos olhos e à nossa capacidade de as percorrer na sua totalidade.

Lamento que as tenhamos transformado em morte e em feridos, ao mesmo tempo que nos indignamos por uma só morte, todos os dias, nas televisões e jornais, porque o socorro não chegou a tempo, alegando ser culpa do do Estado, do ministro, do hospital, do médico.

De quem é a culpa de todas as mortes que ocorreram o ano passado nas estradas portuguesas?

25
Set25

Tudo está bem, mesmo que não acabe bem


Vagueando

Se há realidade que os portugueses conhecem bem é são os Espaços Comerciais das Grandes Superfícies, não só porque existem por todo o lado, mas também porque os usam diariamente para compras e para o passeio habitual em família, em especial aos fins-de-semana.

O que me traz aqui hoje não são estes espaços de lazer, de compras e de convívio, mas sim os seus parques de estacionamento.

É na utilização desta facilidade gratuita, com muitos lugares disponíveis, normalmente com espaço suficiente para estacionar qualquer veículo ligeiro, que vem ao de cima a forma como os portugueses demonstram a maior falta de respeito pelas regras de estacionamento, de segurança e de respeito para com todos os outros utilizadores destes espaços. Não está em causa apenas o incumprimento do Código da Estrada, naquilo que são as regras de estacionamento, mas sim a uma falta de respeito enorme por todos os outros utentes, nomeadamente para com os mais idosos, com crianças de colo e particularmente, para com os que, infelizmente, têm mobilidade reduzida.

É comum assistirmos ao estacionamento de veículos em lugares destinados a pessoas idosas, com crianças de colo e verificar que nenhum dos seus ocupantes pertencem a estas categorias ou, muito pior estacionar num lugar reservado a pessoas com deficiência, sem que sejam portadores do cartão obrigatório que dá acesso as estes lugares o que, para além da multa, constitui uma infração grave e retira dois pontos da carta de condução.

Mas há mais.

Mesmo com lugares de parqueamento disponíveis, estacionar fora dos lugares devidamente marcados, por exemplo ocupando parte da via destinada a assegurar a circulação de veículos dentro destes parques também é comum, mesmo que lá esteja de forma bem evidente a proibição de estacionar, quer através da sinalização vertical, quer através da pintura do pavimento.

Nada disto parece preocupar, os que não cumprem, mas também os cumprem. Afinal, todos eles, por força destes abusos ficam sujeitos a paragens desnecessárias e, essencialmente, todos os que frequentam e trabalham nestes espaços vêm a sua segurança reduzida.

Em suma, gostamos da bandalheira, embora andemos sempre a gritar que isto e aquilo deveria ser crime, em especial se for contra a figuras públicas.

Nas diversas conversas que tenho tido com funcionários destes espaços, fiquei a saber que existem regulamentos destinados a prevenir estes abusos e que alegadamente são cumpridos mas que, objectivamente, não servem para nada.

Limitam-se a colocar uns avisos a informar o condutor que o veículo está mal estacionado (eu pessoalmente nunca vi nenhum carro com estes avisos) mas não existe mais nada que possam fazer, nem estes espaços, possuem um sistema sonoro que permita alertar o condutor para retirar o carro do local onde se encontra.

Por outro lado, as competências destes espaços, também não permitem que possam, por sua iniciativa rebocar estes veículos (que seria a forma mais justa de resolver este problema) e as autoridades também não têm competência para fiscalizar, multar e rebocar, uma vez que se trata de um espaço privado.

Perfeito, não se passa nada, é a vida!

Em suma, todos os planos de segurança que foram aprovados antes do espaço abrir, estão de acordo (presumo) com os regulamentos de segurança previstos na lei, estes espaços transferiram para os seus regulamentos internos os procedimentos a adoptar e adoptam-nos e por fim, as autoridades estão a cumprir com a lei, que não lhes permite actuar, nestas situações em espaço privado.

Contudo, em caso de incumprimento, ninguém pode fazer nada, há que aguentar.

E assim acontece (era o nome do programa de Carlos Pinto Coelho na RTP de 1994 a 2003) neste país em que tudo está bem, de acordo com a lei e com as melhores práticas, mesmo que não se cumpra nada.

A culpa, também pode morrer solteira quando é o cidadão comum a não cumprir com os seus deveres.

Estranha forma de vida!

05
Out23

E a culpa é de .....?


Vagueando

A sociedade de hoje encontra sempre um culpado para tudo.

Há uns bons anos a sociedade tinha dificuldade em dirimir conflitos. Resolveu a questão com uma coisa a que veio a chamar “Justiça”para encontrar e condenar os culpados.

Entretanto, esquecida a história da Justiça que, temos que assumir teve muito mais sucesso e cometeu muito menos erros do que justiça popular, entrámos na era em que os julgamentos, antes de chegaram aos Tribunais, são feitos com espetáculo gratuito (não há almoços grátis onde é que já ouvi isto?), na praça pública liderada pelos jornais e redes sociais.

Ora o povo ou seja a sociedade, com ou sem justiça, sempre disse que de Espanha nem bons ventos nem bons casamentos, exceto, nos combustíveis.

Pois é, por culpa do governo, deste ou dos outros, o interior foi sendo abandonado (ah se em vez do interior se se tivessem abandonado uns animais, a coisa já tinha piado mais fino) criando os chamados custos da interioridade.

Incluem-se nestes custos, a deslocação com portagens quanto se viaja por auto-estrada, a inexistência de comboios, e a falta de políticas e de infra estruturas que fixem pessoas no interior.

Enquanto as soluções não chegam e as hipóteses de usar Super Cola 3 nos sapatos dos residentes, fixando-os de vez, só ainda não foram avante por falta de orçamento para comprar a cola e para pagar às equipas que iriam aplica a cola, parece que o governo de Espanha tem vindo a mitigar estes custos, ao fornecer combustível e gaz muito mais barato, ali mesmo ao lado do interior.

Afinal de Espanha não vêm bons ventos nem bons casamentos mas vamos lá nós atestar o carrito e de caminho trazemos o gaz. Isto foi um aparte.

No passado dia 24 de Setembro, decidi comprovar esta teoria viajando até Espanha.

Abasteci o meu carro com Diesel Optima da Cepsa em Sintra ao preço por litro € 1,828 e, no mesmo dia, noutro posto Cepsa em Espanha, o mesmo Diesel custou € 1,829.

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Ora toma!

Não sei os espanhóis me identificaram como não sendo residente no interior, se a publicidade dos combustíveis mais baratos é enganosa ou se afinal é o mercado a funcionar.

De regresso a Portugal, no dia 28 de Setembro, escaldado pela experiência do dia 24, afinal à primeira todos caem à segunda só cai quem quer, resolvi adiar o abastecimento de combustível para o nosso país.

Parecia uma decisão sensata, a partir de dia 25 o preço deste combustível, segundo o mercado desceria 2 cêntimos e a partir do dia 26 entrava em vigor a redução do IVA sobre os combustíveis o que implicava uma redução de mais 2 cêntimos.

Abasteço então na Cepsa, em Cinfães, no dia 28 e paguei pelo mesmo tipo de combustível €1.938, litro.

Entre o preço pago em 24 de Setembro (Domingo) e o preço pago em 28de Setembro (Quinta), uma descida de 4 cêntimos por litro transformou-se numa subida de 11 cêntimos. (1.938 – 1.828= 11)

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Ora toma! Já não se pode confiar, nos governos de Portugal e Espanha, no mercado, nos revendedores.

A culpa é então de quem?

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