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Generalidades

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22
Abr22

Dia da Libertação


Vagueando

20220422_183550.jpg

 

Caiu a obrigatoriedade de se usar máscaras.

Já podemos sorrir, cumprimentar, falar, comunicar mesmo calados.

O nosso rosto voltou a ter o importante papel que sempre teve e que consiste em reconhecer-nos uns aos outros, sorrirmos uns para os outros.

Ainda me lembro dos confinamentos, do medo e das portas fechadas (ver aqui https://classeaparte.blogs.sapo.pt/as-portas-15637) sem que aparecesse alguém com vontade de as abrir ou fechar.

Portanto, desculpem a repetição, hoje é dia de celebrar a Liberdade.

Liberdade para respirar não é assim uma coisa de somenos importância. Afinal durante a pandemia o medo não era sair à rua, o medo era de respirar. E isto de deixar de respirar não é bem a mesma coisa do que decidir parar de fumar.

Com a máscara respirávamos em modo de segurança e, mesmo assim, durante a pandemia, vi muita gente a passear nos trilhos da Serra de Sintra com a máscara posta e, quando se cruzavam comigo em vez de inspirarem com convicção, ficavam convictos de que respirar podia fazer muito mal à saúde.

Permitam-me pois celebrar este dia como o Dia da Libertação, porque na minha voltinha pedestre de fim de tarde, até a Natureza nos brindou com as cores da foto acima.

Espero que o PCP não considere um insulto que eu, cidadão anónimo, independente, na medida em que não sou, nem nunca fui filiado em nenhum partido, ter decidido, sem lhe pedir licença, que hoje é dia de Liberdade e um dia a festejar.

26
Mar20

Confinamento


Vagueando

20200319_103320.jpg

O confinamento tem destas coisas.

Incomoda-me o silêncio que me chega das ruas, incomoda-me a distância social, incomoda-me ver o tempo com outro ritmo, demasiado lento, tristonho, insosso, incomoda-me não ouvir os risos e os gritos de alegria das crianças, incomoda-me ver portas fechadas, trancadas, a sete chaves como diz o povo, incomoda-me ver as calçadas descalças de gente, incomoda-me saber que há gente a sofrer por ter que tomar decisões dramáticas sobre gente que também sofre, incomoda-me estarmos todos tão perto, cada um dentro do seu andar e ao mesmo tempo tão longe, incomoda-me ver gente a trabalhar duramente para que possamos estar em casa, incomoda-me não saber nada sobre o vírus, incomoda-me saber que tanta gente saiba tudo sobre o vírus e não saiba como impedir que nos contagie, incomoda-me ter que ter tantos cuidados e, mesmo assim, saber que podem ser tão poucos. 

Tudo me incomoda.

No meio de tanto incómodo, necessitei deslocar-me a uma clínica veterinária para comprar um medicamento para o meu cão, dei de caras com o anúncio acima e fiquei incomodado.

Afinal com tanta inovação, tanta ciência, tanta inteligência artificial, tanto conhecimento cientifico, tanta certeza, tanta vida, tanto bem estar que já se falava que a imortalidade estava aí, eis senão quando, descobrimos que andávamos entretidos com bolos de aniversário para cães.

 

 

 

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