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Generalidades

Generalidades

24
Abr24

Este número foi Visado pela Censura


Vagueando

Daqui a poucas horas transitaremos de regime, assim como se fosse uma passagem de ano, estamos em contagem decrescente para a entrada da revolução.

Vamos celebrar os 50 anos da revolução de Abril, é já a seguir, após um curto intervalo para os habituais compromissos comerciais.

VISADO PELA CENSURA.jpg

 

Por isso trago aqui um recorte do Jornal de Sintra de 29/10/1950 que, por acaso, liga com um dos post’s que publiquei em 2022, que foi o que me deu maior prazer em escrever , o Jardim da Vigia.

A homenagem que a CMSintra previa fazer à Condessa de Seisal era mais que justa, uma vez que foi ela que cedeu o espaço onde hoje existe um dos mais belos miradouros de Sintra.

Mas o recorte tem a particularidade de, em simultâneo, informar que aquela Edição havia sido Visado pela Censura.

Daí que a minha homenagem à Revolução, por também ter acabado com a CENSURA, só pode resumir-se numa palavra.

LIBERDADE

19
Abr24

O País do Cuspo


Vagueando

Em Fevereiro li um post da autora Sónia Quental, que foi dado à estampa com o título “Filosofia do Lixo”.

A questão do lixo nas ruas, que acaba depositado no mar ou a entupir sarjetas e ribeiros constitui um tema que me revolta, porque o lixo não nasce, nem se deposita sozinho nas ruas, é depositado por pessoas que, recorrentemente, falam dos seus direitos nos quais, obviamente, não está incluído o de largar lixo nas ruas.

Aliás, já que estamos a celebrar os 50 anos do 25 de Abril, lembro-me bem dos tempos do PREC e da selvajaria dos direitos, que deu origem à frase que mais gosto para definir a liberdade e, consequentemente, os direitos; “A nossa liberdade termina onde começa a de todos os outros”.

Coisa mais simples não há, desde que, obviamente, haja bom senso e respeito.

Curiosamente, talvez até esteja enganado, quiçá por algum erro de paralaxe, a geração mais qualificada de sempre, não parece ter concluído com sucesso as áreas curriculares, respeitantes à educação e ao bom senso. Talvez faltem às aulas de Educação para a Cidadania ou estas áreas não se aprendam lá ou simplesmente não queiram saber.

Na “Filosofia do lixo", faz-se referência a Theodore Dalrymple que em Inglaterra tem publicado vários artigos sobre o lixo e que num deles e numa só frase, resume o comportamento dos seus cidadãos; Britons now drop litter as cows defecate in fields, or snails leave a trail of slime. (Os britânicos agora largam o lixo tal como as vacas defecam nos campos, ou os caracóis deixam um rasto de ranho por onde passam).

A comparação não sei se peca por defeito ou por excesso, mas perceciono que possa corresponder à realidade.

Numa troca de comentários com a autora do post, aborda-se também a questão de cuspir para o chão e que tal ato nem sequer provém da população mais velha e sem instrução, mas também a população mais jovem que anda na escola.

20240417_113742.jpg

Perante esta situação, como sou dado a fazer pesquisas, descobri recentemente no jornal local Ecos de Sintra, edição 202 de 20/09/1939, ou seja há 84 anos atrás, um artigo de opinião com o título “O País do Cuspo”. Neste artigo - ver foto acima - que tal como  o Brandy Constantino", mostra que a fama vem de longe, aborda-se a falta de educação e de respeito pela saúde pública, quando se cospe para o chão.

Depois de tanto tempo, não há dúvidas que quem cospe para o chão, ainda tem muito que aprender, sobre saúde, educação, direitos e liberdades, não sei é se ainda vai a tempo.

25
Abr23

O 25 de Abril foi o pretexto


Vagueando

Nunca fui muito dado a participar em manifestações, jornadas de protesto, arruadas, políticas, ambientais, defesas disto e daquilo.

Os festejos do 25 de Abril não são exceção, ainda que reconheça a importância da data e o significado muito positivo que teve no País, nomeadamente ao nível da liberdade,  um bem tão precioso como a nossa saúde.

Contudo, hoje fui ver o espetáculo“País de Abril”, muito intimista, no pequeno Auditório do Centro Cultural Olga Cadaval em Sintra. Fui por uma frase que constava na apresentação do espectáculo e que reproduzo abaixo;

“A história de um País, pelas palavras dos que fizeram história e derrubaram uma ditadura com a ajuda de uma pena e uma guitarra.”

Fiquei rendido à qualidade do mesmo, muito por culpa dos intervenientes, o ator, neste caso, declamador João de Carvalho, música por Bruno Ribeiro (Voz), Ricardo Gama (Guitarra Portuguesa) e João Correia (Guitarra Clássica).

A dado momento, cantou-se a Pedra Filosofal , cheguei a casa cheio de vontade de mostrar a minha pedra filosofal.

20230425_190032.jpg

Está de parabéns a Câmara Municipal de Sintra, nomeadamente a sua Diretora Cultural, Drª Ana Alcântara, pela realização deste excelente evento.

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