Sintra, não posso pedir mais
Vagueando
Que mais posso pedir depois de sair para uma volta a pé e me deparar com esta Sintra, brilhante, vibrante de cor, suave de luz, com o Sol a despertar e sem a gente que ainda não despertou ou que está tão atarefada, que fica sem tempo para a contemplar.
Fracas as minhas palavras para beleza das imagens que vos deixo, AQUI pelo que as faço acompanhar com a força das palavras da poesia "Outono" de Miguel Torga.

Outono
Tarde pintada
Por não sei que pintor.
Nunca vi tanta cor
Tão colorida!
Se é de morte ou de vida,
Não é comigo.
Eu, simplesmente, digo
Que há fantasia
Neste dia,
Que o mundo me parece
Vestido por ciganas adivinhas,
E que gosto de o ver, e me apetece
Ter folhas, como as vinhas.

