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Generalidades

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19
Dez25

Quando a vítima é o “vítimo”


Vagueando

Infelizmente a palavra vítima, está e não deveria, em especial em sociedades ditas civilizadas, muito ligada a fenómenos alarmantes de mulheres sujeitas a violência doméstica mas também aqueles (onde se incluem também mulheres) que são traficados para trabalho ilegal e exploração sexual.

Por outro lado, estas vítimas, têm sempre grandes dificuldades em deixar de o ser mesmo que, por via legal, lhe seja atribuído este estatuto e proteção.

Assim o grande problema é deixar de ser vítima e seguir com uma vida normal.

A violência doméstica sobre mulheres está e muito bem, constantemente a ser lembrada, sendo raro o dia, infelizmente, em que em Portugal não aparecem notícias sobre mulheres agredidas e mortas por quem as devia amar e respeitar e com a agravante de que o problema não se cinge aos extratos mais pobres da população; É sim transversal à sociedade.

Contudo, quando as vítimas são homens o caso muda de figura.

Primeiro, porque existe a ideia (errada) de que o homem, pode e deve pregar um bom par de estalos na mulher e corrigir, com violência, a violência de que está a ser alvo.

Segundo, porque nalguns casos em que juízes decidem a favor do homem, em crimes de violência doméstica (não me interessa agora saber se bem se mal) a mulher (assumindo-se como elo mais frágil) cria uma corrente (na comunicação social e redes sociais) capazes de transformar a Justiça num alvo a abater.

Terceiro, porque quando a vítima é homem, tem dificuldade em provar a sua inocência e preservar a sua sanidade mental, desde logo porque em caso de queixa se vê confrontado com um certo ar de gozo com que a mesma é recebida pelas autoridades e também porque a mulher, nestes casos é uma manipuladora exímia, conseguindo passar a imagem dissimulada em público de casal perfeito, tornando-se numa assassina de carácter em casa.

Ora por tal facto, parece-me que, salvo melhor opinião, uma vez que se uma mulher chega à presidência de qualquer coisa, quer ser tratada como presidenta em vez de presidente eu proponho que a par da APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, seja criada um outra APAV – Associação Portuguesa de Apoio ao “Vítimo”.

Se as agressões físicas deixam marcas bem visíveis, causam sofrimento e dor nas vítimas, que servem de prova perante a justiça e aos olhos da sociedade, as agressões psicológicas e os assassinatos de carácter provocados pela mulher deixam marcas invisíveis, ficam bem lá no interior do corpo, no mais profundo íntimo, criando uma realidade virtual, completamente distorcida da realidade.

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