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Generalidades

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11
Out21

Gripe, essa coisa que tinha desaparecido


Vagueando

Antes de começar a espraiar-me, duas informações;

1 – Abaixo, em itálico, reproduzo (incluindo a cor vermelha)  um dos títulos em destaque  na primeira página do DN de hoje.

2 – Não li o artigo em causa, mas acho importante deixar o alerta.

Médicos alertam fim da máscara vai trazer mais gripes, infecções respiratórias e alergias. Aquilo que serviu de barreira contra a covid também evitou a transmissão de outras doenças, que agora deverão voltar ao normal. Nos meses frios de ano passado quase não houve gripes, mas no último inverno antes da pandemia matou mais de 3 mil pessoas.”

Espraiemo-nos então.

Sou asmático desde criança e ouvi, ao longo da minha vida, milhentas opiniões médicas sobre a postura que devia adoptar, para além da medicação que me era prescrita, para evitar ataques de asma.

A que mais gostava era que devia sair de Sintra, a humidade, o frio eram péssimos para a minha saúde. A outra que detestava ouvir , (porque a minha mãe acompanhava-me, obviamente, às consultas porque ser uma criança) era que devia andar sempre muito bem agasalhado no inverno, pelo que, embora magríssimo, parecia o boneco da Michelin tal a quantidade de roupa que envergava.

Ambas as doutas opinoões eram erradas ou então a minha asma é negacionista dos saberes das ciências médico-científicas.

A verdade é que os meus pais me levavam para a outra margem, onde moravam os meus tios era mais quentinho. Assim que lá chegava, tinha logo um ataque de asma. Quando me libertei da tirania da mãe, no que se refere ao vestuário, mesmo em Sintra e com frio, os ataques de asma eram raros,  porque usava pouca roupa, muito menos do que a aconselhada pelos médicos.

E ainda cá estou, mais de 50 anos depois, sem asma e sempre a viver em Sintra com o frio, chuva, muita humidade e nevoeiro.

Ora ao longo da minha vida, fui sempre ouvindo os médicos referir que era uma mariquice não ir trabalhar constipado ou até mesmo com gripe e, até ao meu empregador ou a outros, não se podia dizer que ficávamos em casa por causa de uma gripezinha (onde é que já ouvi isto).

O que nunca ouvi de qualquer médico, antes da pandemia, foi aconselhar os seus pacientes para usar máscara nos transportes, no trabalho, no café ou restaurante, quando, para não serem maricas, iam trabalhar com gripe.

Daí que este alerta, mal amanhado pelos médicos ou mal noticiado pelos jornalistas, que muitas vezes com a mentira também me enganam, me pareça, peço desculpa aos médicos, uma forma de se porem em bicos de pés e dizer, que eles é que são os presidentes da Junta (médica).

 

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