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Generalidades

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08
Mar20

Covid 19


Vagueando

Como nunca tive um post destacado e como a SAPO diz que são muito sensíveis à tag chocolate, hoje vou apostar, no Covid 19.

Para não enganar ninguém, excepto a equipa da Sapo responsável pelos destaques, começo por dizer que, não sou médico, não sou especialista em nenhuma área da saúde, nem sou delegado de propaganda médica.

Como tal estou à vontade para falar do Covid 19, sem tabus, apenas e só ao abrigo da liberdade de expressão, que é uma coisa muito bonita.

Mas no início deste post disse que ia apostar no Covid 19, não necessariamente falar do dito vírus. Vamos então descomplicar.

Vou falar no impacto do vírus, curiosamente, não na saúde pública mas apenas e só no comportamento das pessoas. Não sei se a comunicação social está a dramatizar em demasia ou se autoridades sanitárias estão a facilitar demais. O que sei é que perante uma aparente ameaça colectiva, a que se pode chamar epidemia, os mercados, que estão sempre ávidos da desregulamentação e da mínima intervenção do Estado nos seus negócios, nestes casos, dão logo sinal de que é preciso o Estado intervir.

E esta intervenção passa, obviamente, por uma injeção, não para vacinar o sector privado contra este tipo de peditório, mas sim para uma injeção de capital, ou seja, quando se trata de uma injeção da capital do Estado, ninguém foge com o rabinho à seringa.

Depois vem o comportamento do povo, civilizado bem certo. Por exemplo os australianos, apenas e só porque registaram cerca de 40 casos numa população de 24 milhões de habitantes, açambarcaram todo o papel higiénico que estava á venda.

Neste caso, a questão não foi fugir com o rabinho à seringa mas sim o medo de não ter com que limpar o rabinho. Também nas discussões sobre o Brexit dizia-se que o Reino Unido não tinha reservas de papel higiénico e que depois de mandar a economia pela sanita, não havia papel para limpar.

Do rabinho à face, foi um pulinho, afinal o que pode vir a faltar são máscaras.

O povo parece que também começou a açambarcar máscaras, gel de limpeza de mãos, frascos de álcool tudo em nome da higiene das mãos, sem qualquer sinal de pânico, mas com grande sentido de oportunidade empresarial e de inovação e colocou à venda no OLX a preços estratosféricos.

Isto tudo para concluir que, quando uma sociedade moderna, evoluída, composta por pessoas com os maiores níveis de educação (académica para que não haja confusões) de sempre, com o apoio dos melhores algoritmos e prestes a alcançar a inteligência artificial total, perante um mísero vírus, comporta-se de forma absolutamente selvagem.

Outra coisa não era de esperar, uma vez que em tempos de normalidade, paz e segurança, há por aí umas almas que adoptam as melhores práticas para assegurar o seu conforto, que consiste em estacionar num lugar reservado a pessoas portadoras de deficiência física.

A deficiência mental intencional está, afinal e infelizmente, sempre presente, quer quando há crise, quer quando não há.

Não há nada a fazer.

Apenas para voltar ao chocolate, falei com o meu médico e ele disse-me que se tiver gripe, variante Covid 19 ou não, posso beber uma chávena de chocolate quente com a medicação.

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