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Generalidades

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06
Nov20

A calçada e a esquina


Vagueando

P4140149 (3).JPG

20201103_150931.jpg

 

Serpenteio pela calçada assim como uma cobra

A pedra é fria para o meu corpo já tão cansado

Busco o Sol que aquela esquina tem de sobra

Estou ainda longe, ofegante, mas determinado

 

Sei que sou capaz, estico-me mais para lá chegar

A beleza não pode fugir assim, sem que se veja

Não, não paro, parar é morrer, vou ter de saltar

Aquele Sol conforta a minha alma que, feliz festeja

 

Rastejo, farejo como um cão o odor do Outono

Uma nuvem chega, faz sombra, tolda-me a retina

Pensei que o Sol tinha ido procurar outro trono

Mas não, ainda há por ali, uma réstia de luz tão fina

 

Sol, não te vás já, este é mesmo o teu lugar

A pedra polida voltou a brilhar com a tua luz

As folhas caídas, andam por aqui a saltitar

Tenho muita inveja delas, tudo isto me seduz

 

Levo comigo o meu cão reaprendi com ele a ouvir

Vê-me como salvador mas é o que ele é para mim

Cheguei, outra sombra também, Sol tinhas de sumir

Enraiveci-me contigo, voltarei de novo, não é o fim

 

Não pode ser fim, porque a vida resiste mesmo que não pareça.

Fica latente, como a semente que sente a terra, a chuva e o sol, noite e dia, até que desponta, desabrocha, cresce e descobre, que nasceu no meio de tanta gente descrente, por causa de uma pandemia.

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