Inflação
Vagueando
Com ou sem o novo acordo ortográfico, esta é uma palavra que dói, em especial aos portugueses, habituados a conviver com ela no bolso e na carteira.
A par da convivência com a inflação, aparece ainda uma coisa pior, a explicação dada por especialistas para a justificar, tanto mais que essas teorias servem para explicar também a razão pela qual os ordenados não acompanham a subida da dita.
Mas pronto, estamos bem, a inflação já está abaixo dos 2% pelo que regressamos ao bom caminho.
Contudo, os bens alimentares, sem os quais ninguém sobrevive, subiram 7%, o seguro do meu automóvel subiu 22% e depois de refilar, fizeram uma atençãozinha e ficou-se nos 16% (O ACP falava num máximo de 10%) e agora acabo de ler hoje na primeira página do DN que os seguros vão subir para fazer face à possibilidade de catástrofes, se elas não ocorrerem, o que farão as companhias de seguros?
Isto é tudo compreensível ou não (não ou economista nem especialista). Contudo, o que não é compreensível é que a energia elétrica vá subir no mercado regulado 1% e a ERSE ainda justifica que é um valor abaixo da inflação e no mercado livre a subida rondará os 3,5%, valor influenciado pelas tarifas de acesso às redes.
Qualquer explicação serve para justificar a ida ao bolso dos portugueses.
Quando nos últimos anos, apesar da produção cada vez maior (segundo dizem) da produção eólica e solar, estávamos numa situação de seca, os aumentos eram justificados com a diminuição da produção hídrica por falta de água nas barragens, pelo que agora, com as barragens no máximo, não é que o preço volta a subir.
Querem lá ver que agora o aumento se justifica por ser água a mais.




