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Generalidades

Generalidades

18
Fev26

Inflação


Vagueando

Com ou sem o novo acordo ortográfico, esta é uma palavra que dói, em especial aos portugueses, habituados a conviver com ela no bolso e na carteira.

A par da convivência com a inflação, aparece ainda uma coisa pior, a explicação dada por especialistas para a justificar, tanto mais que essas teorias servem para explicar também a razão pela qual os ordenados não acompanham a subida da dita.

Mas pronto, estamos bem, a inflação já está abaixo dos 2% pelo que regressamos ao bom caminho.

Contudo, os bens alimentares, sem os quais ninguém sobrevive, subiram 7%, o seguro do meu automóvel subiu 22% e depois de refilar, fizeram uma atençãozinha e ficou-se nos 16% (O ACP falava num máximo de 10%) e agora acabo de ler hoje na primeira página do DN que os seguros vão subir para fazer face à possibilidade de catástrofes, se elas não ocorrerem, o que farão as companhias de seguros?

Isto é tudo compreensível ou não (não ou economista nem especialista). Contudo, o que não é compreensível é que a energia elétrica vá subir no mercado regulado 1% e a ERSE ainda justifica que é um valor abaixo da inflação e no mercado livre a subida rondará os 3,5%, valor influenciado pelas tarifas de acesso às redes.

Qualquer explicação serve para justificar a ida ao bolso dos portugueses.

Quando nos últimos anos, apesar da produção cada vez maior (segundo dizem) da produção eólica e solar, estávamos numa situação de seca, os aumentos eram justificados com a diminuição da produção hídrica por falta de água nas barragens, pelo que agora, com as barragens no máximo, não é que o preço volta a subir.

Querem lá ver que agora o aumento se justifica por ser água a mais.

06
Fev26

SIRESP


Vagueando

Desafio uma foto um texto de IMSilva

Cada vez que o país se vê a braços com uma emergência mais séria vem à baila o SIRESP e, desta vez, em que nos vimos mergulhados num comboio de tempestades, em que a chuva e o vento nos têm fustigado de forma brutal, a fazer fé nas notícias, o SIRESP voltou a falhar.

Não sei se destas alegadas falhas, o socorro foi posto em causa, ou seja, se tivesse funcionado teria mudado para melhor alguma coisa e se teria evitado feridos ou mortes.

Ontem um amigo enviou-me a foto abaixo em que a sigla SIRESP foi adulterada passando assim a significar o contrário do seu objectivo inicial. Para lá da imaginação no aproveitamento da sigla, parece-me evidente que está muito longe de corresponder à verdade.

Siresp.jpeg

 

Por norma acredito na boa fé de quem no Estado toma decisões que impactam com a vida e segurança dos cidadãos, lembrando que este sistema começou a ser implementado de forma gratuita pouco antes do Euro 2004, e teve luz verde para avançar em 2025 com o governo liderado por Santana Lopes.

Passaram vinte anos, acredito ser tempo mais do que suficiente para se ter o sistema implementado, testado, auditado, revisto, corrigido, tanto mais que daí para cá, já tivemos 5 primeiro ministros e onze ministros da Administração Interna.

Então o que falha, porque falha o SIRESP?

É esta pergunta que os portugueses fazem e gostariam de ver respondida. Esqueçam lá os esquemas políticos, a corrupção, as nomeações de amigos de A ou B, os contratos etc.

As falhas têm que ser concretas e explicadas do ponto de vista técnico, com dados credíveis e reais, não com opiniões e, concluindo se as falhas colocaram em risco as missões, se poderiam ter sido evitadas à luz do conhecimento e tecnologia atual.

Paralelamente gostaria que fosse demonstrado aos portugueses como funcionam estas redes nos outros países europeus, que falhas apresentaram e como foram corrigidas.

Desconheço se existe uma rede integrada europeia de resposta a catástrofes mas se não existe, porque não investir numa em vez de cada país montar a sua?

 

04
Fev26

Help Flash versus triângulo de pré-sinalização


Vagueando

HF.png

TPS.jpg

 

A tecnologia LED Light Emitting Diodes veio revolucionar os sistemas de iluminação, tornando-os mais eficientes, mais potentes, mais pequenos, permitindo várias combinações de cor no mesmo LED.

Estas características transformaram os sistemas de iluminação muito pequenos, leves e de baixo consumo. Um bom exemplo são as pequenas lanternas que os ciclistas usam à frente e atrás nas suas bicicletas tornando-os bem visíveis a grandes distâncias.

Uma empresa espanhola resolveu inovar os conceitos de segurança quando um automobilista se vê forçado a imobilizar o seu veículo. Em caso de imobilização de um veículo o condutor está obrigado a vestir um colete refletor, pegar no triângulo de Pré-Sinalização e coloca-lo a uma distância de 30 metros ou superior se as condições de visibilidade assim o determinarem.

Este procedimento para além de moroso, obriga o condutor a sair do carro e percorrer pelo menos 60 metros para colocar o triângulo e regressar ao carro, o que em tempo de chuva, escuridão ou mau piso da berma não é tarefa fácil.

Com a Help Flash, não é necessário sair do carro, basta colocar a mesma no tejadilho do carro que a mesma é acionada automaticamente, sendo visível a grande distância.

A partir de Janeiro de 2026 Espanha aboliu o uso do triângulo, sendo substituído por esta lâmpada Help Flash. Algumas destas lâmpadas transmitem automaticamente a posição do veículo situação bastante útil em caso de avaria ou acidente.

Em Portugal a mesma pode ser usada sem receio de estar a transgredir alguma norma do Código da Estrada, mas continua a ser exigido do triângulo e o colete refletor.

A posição portuguesa parece-me correta, uma vez que a Help Flash é muito eficaz mas pode não o ser nas seguintes condições;

  1. No caso de um veículo ficar imobilizado logo a seguir a uma curva a visibilidade será muito reduzida com a Help Flash, pelo que se justifica colocar o triângulo antes da curva, situação aliás que está prevista no número 3 do artigo 88º do CE.
  2. Pode dar-se o caso, (seguramente que vai acontecer e muito) de a pilha da Help Flash, depois de muito tempo sem uso, estar gasta ou até se ter deteriorado, inutilizando assim o dispositivo.
  3. Podem existir obstáculos naturais que impeçam a visão atempada da Halp Flash, por exemplo arbusto que pendem para a via pública, ramagens, painéis publicitários, etc.

Neste sentido, a par do uso desta Help Flash que considero um contributo importante para a segurança rodoviária em caso de imobilização do veículo, muito útil até para motociclistas (que não dispõem de triângulo) porque se transporta facilmente, deve ser complementado com o uso do triângulo.

Se se tornar obrigatório o uso da Help Flash, esta deve ser verificada quando os veículos forem sujeitas às inspeções periódicas obrigatórias, para garantir que estão a operacionais, sendo motivo de chumbo do veículo se a mesma não funcionar.

 

 

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