Sem palavras minhas
Vagueando
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Infelizmente a palavra vítima, está e não deveria, em especial em sociedades ditas civilizadas, muito ligada a fenómenos alarmantes de mulheres sujeitas a violência doméstica mas também aqueles (onde se incluem também mulheres) que são traficados para trabalho ilegal e exploração sexual.
Por outro lado, estas vítimas, têm sempre grandes dificuldades em deixar de o ser mesmo que, por via legal, lhe seja atribuído este estatuto e proteção.
Assim o grande problema é deixar de ser vítima e seguir com uma vida normal.
A violência doméstica sobre mulheres está e muito bem, constantemente a ser lembrada, sendo raro o dia, infelizmente, em que em Portugal não aparecem notícias sobre mulheres agredidas e mortas por quem as devia amar e respeitar e com a agravante de que o problema não se cinge aos extratos mais pobres da população; É sim transversal à sociedade.
Contudo, quando as vítimas são homens o caso muda de figura.
Primeiro, porque existe a ideia (errada) de que o homem, pode e deve pregar um bom par de estalos na mulher e corrigir, com violência, a violência de que está a ser alvo.
Segundo, porque nalguns casos em que juízes decidem a favor do homem, em crimes de violência doméstica (não me interessa agora saber se bem se mal) a mulher (assumindo-se como elo mais frágil) cria uma corrente (na comunicação social e redes sociais) capazes de transformar a Justiça num alvo a abater.
Terceiro, porque quando a vítima é homem, tem dificuldade em provar a sua inocência e preservar a sua sanidade mental, desde logo porque em caso de queixa se vê confrontado com um certo ar de gozo com que a mesma é recebida pelas autoridades e também porque a mulher, nestes casos é uma manipuladora exímia, conseguindo passar a imagem dissimulada em público de casal perfeito, tornando-se numa assassina de carácter em casa.
Ora por tal facto, parece-me que, salvo melhor opinião, uma vez que se uma mulher chega à presidência de qualquer coisa, quer ser tratada como presidenta em vez de presidente eu proponho que a par da APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, seja criada um outra APAV – Associação Portuguesa de Apoio ao “Vítimo”.
Se as agressões físicas deixam marcas bem visíveis, causam sofrimento e dor nas vítimas, que servem de prova perante a justiça e aos olhos da sociedade, as agressões psicológicas e os assassinatos de carácter provocados pela mulher deixam marcas invisíveis, ficam bem lá no interior do corpo, no mais profundo íntimo, criando uma realidade virtual, completamente distorcida da realidade.
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Desafio 1 foto 1 texto de IMSilva
Para hoje um texto e quatro fotos, o tema assim o exige.
E se o calor que várias fontes emanam, de forma natural ou artificial, constituísse uma boa desculpa para que o calor humano fosse a fonte principal de harmonia, de paz e tranquilidade, no Mundo?
Utopia? Talvez!
Assim para este desafio, trago três fotos para representar o Calor, a Harmonia e a Paz e uma, cuja representatividade fica ao critério de que ler.
A primeiro a foto, uma fonte de calor tão agradável no Outono e Inverno,que circula pelas nossas ruas contribuindo para a nossa alegria e conforto, pelo menos para o nosso sabor.

Como a pirâmide de Maslov nos explica, à medida que as nossas necessidades básicas vão sendo satisfeitas, tentamos alcançar outras que, não sendo necessárias para a nossa sobrevivência, acabam por contribuir para ela, na medida em que nos torna mais felizes, surgindo os momentos de harmonia e paz que represento com a segunda foto.

Por fim em paz podemos usufruir da tranquilidade esse bem que tanto contribui para a nossa estabilidade emocional e não encontro nada que nos dê mais tranquilidade que a água, o espelho da nossa tranquilidade.

E por fim, para o que o leitor entender representar e eventualmente me quiser informar, a última foto.

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É Natal e dia de desafio 1 foto 1 texto de IMSilva e não sei, pelo menos até agora altura em que escrevo, se vou arranjar foto para isto, que talvez possa ser um conto de Natal.
Não sei se é da minha idade ou da velhice do Natal, mas estou sem pachorra para aturar a sua transformação.
A mensagem passou de amor ao próximo para amor ao dinheiro do próximo.
Promoções, iluminações, pechinchas, Black Friday, oportunidades, descontos, música (cantas bem mas não me alegras), vendas online, vende-se tudo (alegadamente) ao desbarato, parece aquelas feiras em que o pregão passou da voz rouca e forte para a potência do megafone, embora a tanga seja a mesma.
Pedrito ainda não percebia o alcance das mensagens, nem o engodo, mas para ele significavam querer muito ter……,tudo e mais alguma coisa.
No meio da azáfama natalícia, os pais tentavam explicar-lhe que o Pai Natal não conseguia dar tudo ao Pedrito, afinal existiam outros meninos que apenas tinha pedido uma coisa ao Pai Natal e ele, coitado, também já velho, bem como as renas e o trenó, não conseguiam trazer tudo.
O Pedrito, pequenito mas bem informado, (não sabia o que eram fake news) acreditava em tudo, para ter tudo e mais alguma coisa. Segundo ele, os seus seguidores e amigos online, o Pai Natal tinha que se actualizar, usar as novas tecnologias, usar as plataformas de mulas expresso para fazer as entregas atempadas de tudo a todos.
Onde é que já se viu um velho, a fazer entregas, a carregar prendas e a deixá-las na chaminé? A chaminé é coisa que já nem existe ou existe mas é um tubinho fininho por onde um exaustor (Classe A++++ para ser ambientalmente sustentável), expele os fumos da cozinha e agora a malta quase nem cozinha, recebe a comida em casa.
E isto é a realidade, não é falso, aliás está confirmado pelo fact check).
O velho de barbas brancas só tem que dar a cara nas acções de marketing, no You tube e Instagram, contratar um grupo de tarefeiros para assegurar o sucesso da logística e fazer o Natal Great Again, mas com outro élan.
Reciclar o antigo Natal, talvez seja a definição mais adequada e ambientalmente mais sustentável, sim senhor mas com recurso às melhores práticas e sempre, mesmo que de forma fingida e falsa, com mensagens de amor e solidariedade, só para não se perder o espírito e a confraternização familiar com sorrisos amarelos à mistura.
Não é preciso juntar a família em casa, pode ser no hotel, mesmo que longe de casa, com tudo incluído, obviamente as prendas também, quem não pode ir (ou não quer ir) pode sempre juntar-se por vídeo conferência no Whats App e brindar na mesma.
Estão a ver a importância de uma boa logística de distribuição e da necessidade de recorrer a uma empresa de trabalho temporário de fornecimento de mulas expresso sazonais, para assegurar o pico de distribuição de prendas na noite de 24.
Os pais estavam horrorizados com a lógica do Pedrito e até lhe diziam que quando tinham a mesma idade do que ele, essa ideia seria motivo de gozação, e que na época era apelidada de lógica da batata.
O Pedrito chamou-lhes cotas, que não percebiam nada de nada e que agora o que estava a dar era querer tudo e mais alguma coisa, que se lixe o resto.
Os pais, chamaram-no à razão e disseram-lhe; Filho, está na hora de aprenderes que ninguém dá nada a ninguém.

Olhei para o céu com a sua luz natural mas que até me pareceu falsa, tudo já é falso, mas é Natal.
Verdade?
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Mais uma Sexta Feira, mais uma resposta ao desafio - 1 foto 1 texto de IMSilva

Folhas antes verdes de juventude, jazem agora no chão e num canto de uma esquina, onde se amontoaram depois de varridas durantes várias horas pelo vento.
Já não contam histórias nem se sentem presas à vida, deixaram-se cair do seu suporte, para ganhar estas cores suaves e cativantes.
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Caminhar, mesmo que seja repetir os mesmos trilhos, oferece-nos sempre uma perspectiva diferente, por duas razões.
A primeira é a luz com que a natureza nos brinda, difusa, forte, suave, agressiva, baixa alta, altera as tonalidades das cores que se espelham em nosso redor, em suma torna o mesmo sítio, a mesma árvore, a mesma vegetação totalmente diferente.
A segunda é a nossa postura perante o caminho, umas vezes mais atento, outras mais distraído, umas vezes sozinho, outras de companhia, a paisagem confunde-nos saudavelmente iludindo o esforço que por vezes fazemos para chegar a determinado local.
Caminhar por Sintra, mesmo no Verão, não é o mesmo que caminhar descontraidamente à beira-mar, com os pezinhos na areia.
É, para usar uma só palavra – Sublime.
Hoje regressei aos caminhos que apelido do silêncio, onde a natureza abafa até o som das minhas pegadas e onde os restantes sons silenciosos da floresta, impedem a chegada do ruído, aquele que também sendo som é irritante e stressante.
Mesmo que muitos se aventurem por estes espaços, nunca temos a ilusão de esmagamento ou sufoco humano.

Começo cedo, aqui no Jardim da Vigia, quando o Sol ainda se apresenta tímido e baixo alcançando apenas o Palácio o Castelo, lá em cima na Serra, para onde vou e de onde regresso menos cansado do que quando iniciei a caminhada.
Este rejuvenescimento não é o mistério da fé, nem tão pouco mistério nenhum, é o benefício de mergulhar na natureza e gozar o seu silêncio.
Se quiserem dar uma volta pelos caminhos do silêncio podem fazê-lo AQUI
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Vivemos tempos absurdos, diria mesmo insanos, onde se faz notícias verdadeiras e falsas para as audiências, são elas que mandam, porque são elas que ditam o que é correto ou não falar-se.
Noticia-se para aquilo que as audiências querem ouvir, não necessariamente sobre o que faz sentido dar a conhecer.
Ontem faleceram em dois despistes, oito jovens, em Lisboa e na Barragem do Cabril, seis deles seguiam no mesmo carro, com lotação para cinco.
Foi notícia ontem, será notícia hoje nos jornais diários mas amanhã tudo estará esquecido, menos para as famílias e amigos que continuarão infelizmente, a suportar a sua dor pela vida fora.
O nascimento de um bebé numa ambulância, é notícia, alimenta debates nos media, na Assembleia, pede-se a cabeça da ministra, falam os médicos, falam os sindicados dos médicos e dos enfermeiros, fala a ministra, fala o Governo, insistem o jornalistas, repisam as redes sociais e trata-se, não de uma morte, de um nascimento, numa ambulância, em ambiente controlado e minimamente seguro.
Sobre a morte de oito jovens, não aparece a Autoridade para a Segurança Rodoviária, não aparece a Câmara Municipal de Lisboa e as Infraestruturas de Portugal, não aparecem os especialistas em sinistralidade rodoviária (existem?), não aparecem comentadores, não questionam os jornalistas, não fala a Associação Cidadãos Auto Mobilizados (como fizeram no caso do acidente que envolveu o ex ministro Eduardo Cabrita), não repisam as redes sociais para se saber porque se morre tanto nas estradas portuguesas.
Caramba, é preciso Gritar, não se pode fazer nada?
Jornais e televisões, exibem regularmente programas sobre automóveis, sobre as suas características, conforto, equipamentos, potência, preços, acessórios mas nenhum tem um espaço, por mais pequeno que seja para analisar acidentes e falar sobre segurança rodoviária. Quando falam de segurança é sempre na perspectiva do que o automóvel oferece a este nível e já e muita coisa, mas jamais sobre a condução, as atitudes dos condutores, nem sobre os estado das vias, sobre a sinalização, sobre a fiscalização.
Também em Agosto deste ano, morreram seis pessoas em Castro Verde, numa colisão frontal, em Junho de 2018 morreram seis pessoas num acidente no IC1 na zona da Marateca, em Setembro de 2018 morreram mais seis pessoas noutro acidente no IC8 próximo de Pombal, um dos veículos envolvidos tinha sido fiscalizado pela GNR pouco tempo antes.
Contudo, ao longo dos anos o grande tema jornalístico dos últimos anos relativamente à segurança rodoviária foi ao acidente que envolveu o ex ministro da Administração Interna, como se este país fosse, a exemplo do que é a nível mundial em termos de criminalidade, e o motorista e o ex ministro, fossem os únicos mal comportados nas estradas portuguesas.
Parece que a sociedade aceita como normal que se morra assim, às meias dúzias na estradas portuguesas.
É a vida, porque sim, “prontos”!
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