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Generalidades

Generalidades

31
Mai24

Passear à beira-mar num país à beira-mar plantado


Vagueando

Há caminhos por onde seguimos com prazer e queremos que não terminem para nos levarem a lugares que desconhecemos ou conhecendo-os, queremos repetir.

Há pouco tempo resolvi fazer um passeio à beira mar, o que num país à beira mar plantado não é de estranhar, estranho é ver poucos ou nenhuns portugueses a usá-los, sobre o qual tinha boas referências paisagísticas e que não conhecia, o trilho do Vale de Centeanes.

O trilho percorre a costa algarvia entre a praia da Marinha e a praia do Vale de Centeanes, num percurso com cerca de 7km, passando rentinho ao farol de Alfanzina e é de uma beleza estonteante pelo que o desafio 1foto1texto de IMSilva de hoje é de uma foto deste passeio e que espelha bem a beleza do local.

20240521_133049.jpg

Contudo, não quero privar-vos desta maravilha, em especial para quem não conhece o local, pelo que junto outras fotos no link abaixo.

Vale de Centeannes

30
Mai24

Des(a)fiando Contos


Vagueando

20240530_121627.jpg

 

 

Quando me inciei nesta coisa dos blogs nunca me passou pela cabeça escrever o que já escrevi, até um dia em que publico um conto de Natal e recebo uma mensagem a perguntar-me se me importava que o conto fosse reunido num livro.

Ok, vamos a isso.

E assim pela primeira vez na vida, há sempre uma primeira vez para tudo, um conto (não contem a ninguém) meu foi compilado em livro.

Mais tarde, um segundo livro seria editado só que desta vez, os autores foram chamados a comparecer numa cerimónia na Ericeira, onde se conheceram, cara a cara, face to face para parecer modernaço.

E assim fiquei a conhecer pessoalmente alguns dos criadores de textos que aparecem aqui pelo Sapo blogs. Foi interessante, afinal a sociedade só ganha com isso, empatia, cooperação, amizade, nascem destes encontros, ainda que informais e sem direito a notícias em jornais.

Uma das pessoas que conheci foi o José da Xã que por coincidência privou com o filho de um médico, muito estimado em Sintra,  e com o qual tive consultas em criança,  (um dia destes dedico-lhe um post) e cujo nome serviu de toponímia à rua onde resido.

Este mundo é mesmo muito pequeno.

Ora o José da Xã resolveu lançar mais um livro e brindou-me com a oferta de um exemplar o que agradeço desde já e voltarei aqui para tecer os meus comentários quando o ler.

Fica feita a minha homenagem e agradecimento pelo livro Des(a)fiando Contos, com um grande abraço ao autor.

24
Mai24

Estou na Lua


Vagueando

Isto dos desafios não é tarefa fácil, digo eu. Com as devida proporções, com este desafio 1foto1texto de IMSilva, sinto-me como um colunista ou jornalista que está obrigado a escrever uma crónica semanal e que tem que lidar com a falta de ideias ou de inspiração.

Hoje decidi aproveitar o desafio para vir até aqui despejar uma foto e pronto, siga a marinha ou tudo como dantes quartel general em Abrantes.

Como a foto  foi obtida, esta semana ali para as bandas do Algarve, onde uma bloguer muita activa aqui na Sapo, a MJP, estou de certa forma também a homenageá-la,  até porque costuma publicar fotos que ligam, com poesia e música, sempre tudo bem combinado.

Então fica aqui a foto e a música, para dizer que Estou na Lua com os pés assentes na Praia da Rocha.

20240521_212425.jpg

18
Mai24

Sempre a subir na Vida


Vagueando

Ontem esbarrei nesta noticia “Lembra-se quando João Garcia subiu ao Evereste?”

Fui ler, pois é faz hoje 18 de Maio, 25 anos que o nosso maior alpinista, pagou bem caro o enorme feito de ter subido ao cume do Evereste.

Não foi o feito de João Garcia ter subido ao pico mais elevado da terra, com 8.848 metros que me levou a escrever este pequeno texto, foi o pretexto para falar de outras escaladas, a da vida, que todos, mesmo sem sermos alpinistas praticamos.

Desde que nascemos que vamos escalando a nossa idade, até a um cume que desconhecemos (felizmente).

Ora no dia 18 de Maio de 1999 enquanto João Garcia concluia a sua subida ao cume do Everest estava eu a festejar a chegada ao cume de 42 anos de idade.

Entretanto, como o dia 18 de Maio também é o dia dos Museus, aqui estou a festejar por ter chegado, 25 anos depois, a peça museológica.

João Garcia continua a escalar montanhas e simultâneamente a escalar o cume da idade, tem hoje menos 10 anos do que eu e mesmo sendo a sua especialidade alpinismo, por mais que se esforce nunca me vai apanhar nesta escalada.

Movido pela curiosidade masculina, fui à pesa de duas figuras internacionais que tivessem nascido também a 18 de Maio.

Encontrei vários e escolhi dois.

  • Um porque representa um sentimento de paz e concórdia, Karol Wojytla – Papa João Paulo II, nascido ao 18 de Maio de 1920 e que me acompanhou durante 48 anos na escalada da vida.

 

  • O outro porque representa um pacifista, filósofo, pensador – Bertrand Russel com quem partilhei durante 13 anos a escalada da vida.

 

Achei que a melhor forma de comemorar o facto de há 67 anos estar a subir na vida e de 25 anos depois ter chagado a peça museológica, era relembrar o feito de João Garcia e trazer até aqui três frases de João Paulo II e de Bertrand Russel.

João Paulo II

A violência destrói o que ela pretende defender: a dignidade da vida, a liberdade do ser humano. ...

A loucura de Deus é muito mais bonita que a sabedoria do homem. ...

A paz exige quatro condições essenciais: verdade, justiça, amor e liberdade. ...

Bertrand Russell

Muitos homens cometem o erro de substituir o conhecimento pela afirmação de que é verdade aquilo que eles desejam.

A estupidez coloca-se na primeira fila para ser vista; a inteligência coloca-se na rectaguarda para ver.

Se a raça humana sobreviveu, foi graças à ineficiência.

A escalada para o cume, cota 68, já começou e para que conste, já subi ao Pico a montanha portuguesa mais alta.

16
Mai24

A Coisa


Vagueando

Hoje, ao contrário do que é habitual, para participar neste desafio 1foto1texto de IMSilva, não peguei numa foto, contemplei-a  para ela e acrescentei umas frases.

Hoje, enquanto aguardava por uma consulta, resolvi divagar pela mente e apelar-lhe que me inspirasse sobre qualquer coisa, obrigando-me depois a encontrar uma foto no meu arquivo que servisse para ilustrar o texto.

O brainstorming demorou o seu tempo, cheguei a ver a coisa a ficar preta, ou seja, nem a inspiração chegava, nem a consulta se chegava a frente. Talvez a demora da consulta tivesse a ver com o facto de ter chegado uma hora antes da hora marcada, coisas de distraído para não lhe chamar outra coisa. Afinal se há coisas pelas quais ainda tenho respeito é de não chamar burro a ninguém e achei que não seria agora a altura de alterar a regra apenas para me penalizar, pelo que distraído soou-me bem.

Já começava a não dizer coisa com coisa, até que descobri que o tema que a minha mente queria ver tratado e para o qual me estava a dar inspiração e que ainda não tinha percebido – distraído novamente – era sobre a coisa.

Ora como todos sabemos, as coisas não são como são, mas sim como a gente as vê.

Estão mesmo a ver a coisa, onde vou arranjar uma foto que ilustre a coisa? Ou melhor, quem a observar sinta que está a ver a coisa?

Não estava a ver, pelo que resolvi adiar este tema para a semana mas lembrei-me; Coisa adiada não está acabada e segui com a coisa. Afinal há gostos para cada coisa pelo que alguma coisa (a foto) hei-de arranjar.

Continuei a divagar e à espera que me chamassem para a consulta.

Ele há com cada coisa, então não é que numa pesquisa no telemóvel para obter mais informações sobre a coisa – ainda não tinha descoberto que tinha chegado uma hora mais cedo à consulta – dou de fronhas com um livro que li e não gostei. Mas a capa ali escarrapachada amoleceu-me e condescendente, constatei - não há livro ruim que não tenha uma coisa boa.

Quem sabe se as reminiscências da leitura deste livro, acabei por trazer a coisa à baila.

Aqui chegado, decidi que não ia publicar este post, a coisa não parece fazer sentido, mas também que sentido tem, em abstrato, a coisa?

Sendo a coisa vedada sempre mais desejada, mais uma vez, decidi seguir em frente com a coisa, ou seja, voltei atrás com a coisa, leia-se a vontade de não publicar o post.

Assim nasceu este texto que, sem qualquer pretensão de chegar aos calcanhares da “Causa das Coisas” de Miguel Esteves Cardoso, aqui fica e finalmente, com a foto da coisa.

FOTO A COISA 2.JPG

 

Mais coisa nem menos coisa, a foto e o texto não fazem sentido nenhum, nem bate a bota com a perdigota, pelo que temo que o desafio não seja, desta vez, não tenha sido superado.

A coisa não está fácil.

“Prontos” mas o objetivo era participar, não era ser objetivo nem sobre a coisa, nem sobre coisa nenhuma.

De uma coisa estou certo, muita coisa ficou por dizer mas não quero que fiquem a pensar que, et por cause, vou prolongar a divagação sobre a coisa até ao infinito, porque há limites para tudo.

Ele há coisas (quiçá do outro mundo)!

09
Mai24

Morreu Hoje


Vagueando

Quando IMSilva lançou o desafio 1foto 1texto em Julho do ano passado, não pensei em participar assiduamente e até comentei;

"Sinceramente a minha disciplina fotográfica funciona bem, ando sempre atento quase sempre consigo uma foto diária de que gosto. Daí a inspirar-me para a traduzir em escrita, a distância é enorme, diria mesmo uma via sacra. Boa sorte."

Recebi a resposta de IMSilva;

"Fotos já tu tens, é só alinhavar 2 ou 3 frases e já está! "

O que na altura foi um desafio para a autora, publicar um post todas as semanas à Sexta Feira, tornou-se também um desafio para mim (mais pelas fotos) e acho que até hoje (acho)  não falhei nenhum.

20170827_165926.jpg

Sem querer fazer homeangens ou transformar este momento de tristeza pela morte da gata que acompanhou o crescimento do meu filho e que ele adorava, numa lamúria, confesso que nunca gostei muito de gatos, mas esta gata conquistou-me.

Foram 17 anos de convivio e a bichana era mesmo muito especial, porque ao contrário de todos os outros gatos com quem interagi, nunca me arranhou ou mordeu, nem estragou nada em casa.

05
Mai24

Castelo S.Gregório

Monte Sereno - S. Pedro de Penaferrim - Sintra


Vagueando

Destes dois bancos - de jardim - observam-se três montes na Serra de Sintra. Da direita para a esquerda, o monte onde nasceu o Castelo dos Mouros, o monte onde nasceu o Palácio da Pena e o Monte Sereno onde, muito mais tarde, nasceu um sonho que nunca se concretizou – A criação de um Hotel, Restaurant, Pousada neste monte.

Gregório Casimiro Ribeiro, o mentor do sonho, está intimamente ligado a Sintra por vários motivos.

Em 1911 associando-se a José Ambrósio, enteado de Josefa das Neves (queijadas da Sapa) começa a fabricar queijadas em Ranholas que eram vendidas no Café Pérola em Sintra. Em 1916 com esta sociedade desfeita, estabelece-se por conta própria no Largo do Regedor, actualmente Largo Dr. Manuel Arriaga em S.Pedro de Penaferrim, dando origem à marca Queijadas Recordação de Sintra, que ainda hoje existem e são comercializadas em estabelecimento próprio, “Gregório” (nome aditado pelo seu filho) também conhecido pelas queijadas do Polícia Sinaleiro. Este polícia, moldado em chapa ainda existe no estabelecimento mas numa posição mais recatada, anteriormente estava no passeio e era bem visível aos automobilistas que “supostamente” deveriam obedecer à ordem de paragem nesta Casa das Queijadas.

Blank 3 Grids Collage.png

Fotos (de cima para baixo e da direta para a esquerda) Jornal de Sintra 147 de 15/11/1936, Ecos de Sintra 391/391 de 10/06/1944 e Jornal de Sintra 172 de 23/05/1937.

Na foto de cima é possível ver, do lado direito, o Polícia Sinaleiro no passeio, com a indicação “Paragem Queijadas”. A menina em cima do burro era Vera Ribeiro neta de Gregório Casimiro Ribeiro e o homem era o actor António Ribeiro, pretendendo-se com esta foto recriar o transporte de queijadas a caminho das feiras onde eram vendidas.

Para além o negócio das queijadas fundou o jornal local “O Regional” em 1921. Promoveu a construção do Castelo S. Gregório – nome atribuído pelo povo - no Monte Sereno, que é visível de vários pontos de Sintra, nomeadamente dos bancos que deram início a esta história, ainda que o arvoredo que tem crescido à sua volta o esteja a esconder. Chegou a residir no primeiro andar de uma casa encarniçada existente no Largo Dr Manuel Arriaga, anteriormente denominado do Regedor, onde a título curiosidade, plantou em combinação com Joaquim Rodrigues Ferreira, antigo fiscal da Câmara os quatro plátanos ali existentes.

A ideia de edificar este castelo, nasce em 15 de Outubro de 1926, com o pedido de construção de uma casa de habitação, processo nº 516 na Câmara Municipal de Sintra que foi deferido em 29/11/1926.

Ainda que o pedido de construção referisse que se destinava a uma casa de habitação, a aprovação do projeto é feita na base de que se tratava de um Restaurante Hotel, pelo que o proprietário ficou isento do pagamento de taxas.

Na exposição que envia à Câmara, em 27/11/1926, solicita a classificação do projeto como turístico, fazendo questão de lembrar que a construção era demasiado dispendiosa, devido ao terreno acidentado, ainda que não se poupasse a sacrifícios, reconhecendo que eram muito superiores às suas forças, essa classificação seria uma mais-valia, quer junto da Câmara quer junto do Governo para levar o projeto a bom porto.

A licença de construção foi atribuída por 12 meses, sendo que as obras demoraram bastante mais, uma vez que só em 1942 é que Gregório Casimiro Ribeiro solicita o pedido de vistoria, indicando que a Casa de Repouso, Hotel ou Restaurant se encontra concluída, faltando apenas a respetiva ligação do esgoto, que não teria sido realizada por não ter sabido antes e na altura do pedido também ainda não o saber, qual o destino a dar à construção.

Em 1940, duas notícias no Jornal Ecos de Sintra, abordava-se a obra. Na edição nº 225 de 24/03/1940, O castelo iria ser uma pousada em breve, dado que dias antes o diretor do Secretariado de Propaganda Nacional visitou o local e que teria ficado encantado com a vista que dali se desfrutava. A outra, na Edição nº 226 de 01 de Maio de 01/05/1940, com o título “Iniciaram-se as obras na pousada do Monte Sereno”  dá-se nota que o projeto terá obtido uma comparticipação do Estado, através de um contrato assinado no dia 27 de Março do mesmo ano, com a Direção Geral da Fazenda Pública, cuja fiscalização será assegurada pela Secretaria da Propaganda Nacional e que será inaugurada brevemente.

Em 29 de Outubro de 1942 é realizada vistoria ao edifício e no dia seguinte é emitida a licença de habitabilidade nº 126, pela Repartição de Obras Municipais, tendo sido paga uma taxa de vistoria 55 escudos, sendo que esta repartição “toma a liberdade de lembrar que a construção foi autorizada com isenção de taxa de licença, parecendo ser de justiça manter-se essa isenção se a construção for destinada a fins turísticos, como primitivamente” O parecer do Fiscal da Câmara – Francisco do Santos, justifica que o projeto obedece aos regulamentos em vigor para as construções urbanas, considerando projeto como bastante interessante.

Entretanto o Chefe da Repartição de Finanças do Concelho de Sintra, dirige em 22/12/1948, o pedido 2405 à Câmara Municipal de Sintra, a solicitar esclarecimentos sobre a emissão da licença de habitação para o imóvel que não estaria em condições para lhe ser atribuída a referida licença de habitabilidade e onde a dado passo pode ler-se “…há quem queira demonstrar perante esta Secção de Finanças que esse prédio não estava, nessa data, em tais condições”.

Durante a construção deste Castelo, foram encontrados objectos pré-históricos, descritos pelo arqueólogo Félix Alves Pereira, num artigo no Diário de Notícias, em 1932/33, como sendo cinco utensílios ou armas de pedra usadas pelo homem antes deste tomar conhecimento dos metais. Noutro artigo do mesmo arqueólogo, faz-se referência também a achados de utensílios em Metal. Este arqueólogo fala ainda em achados estranhos, nomeadamente uma Bala de Pedreiro num artigo publicado em jornal que não consegui identificar nem tão pouco a data de publicação.

Tanto quanto sei o sonho de transformar o edifício acastelado numa pousada, nunca se concretizou e em 30/09/1942, uma pequena notícia no Jornal Ecos de Sintra número 320, dá-se nota de que o castelo foi vendido e que desde essa data tem passado por vários particulares, tendo encontrado recentemente um anúncio que estará de novo à venda por cerca de 6 milhões de euros. O anúncio pode ser consultado no link abaixo e é uma excelente oportunidade para o poderem apreciar por dentro, cuja beleza me parece muito superior à exibida no exterior.

https://kretzrealestate.com/pt/annonce/4250n/chateau-manoir/

Um dos anteriores proprietários ter-se-á queixado das dificuldades para chegar com o seu carro até ao Monte Sereno, uma vez que o excesso de trânsito descendente, na Calçada da Pena, proveniente do Palácio da Pena e a ocupação indevida com estacionamento dos locais mais largos desta calçada, destinados justamente ao cruzamento de veículos, impedia-o de subir a mesma calçada (ainda que a sinalização o permitisse e permita) até à sua casa, correndo sérios riscos de ter um acidente.

No link abaixo encontram-se várias fotos dos artigos dos jornais citados neste texto, anúncio diversos, plantas e fotos do Castelo.

https://photos.app.goo.gl/qF17mFLqVNpQCjys8

Bibliografia

Obras de José Alfredo da Costa Azevedo, nomeadamente o livro Apontamentos Vários e o livro Bairros de Sintra.

Jornal de Sintra

Jornal Ecos de Sintra

Arquivo Municipal da Câmara Municipal de Sintra

Outros Links de interesse sobre esta construção

Paisagem Cultural de Sintra  

Caminheiro de Sintra 

As 5 Quintas e Edifícios Maravilhosos em Sintra

05
Mai24

Vagueando


Vagueando

A manhã de hoje apresentou-se sem Sol. O Sol gosta de Sintra mas esta vila faz questão de manter um contrato vitalício com as nuvens que, no estrito cumprimento do referido contrato, se cerram à volta desta vila e não o deixam passar.

Quem me dera que Sintra tivesse o mesmo contrato com o excesso de trânsito que, com Sol ou sem ele, invade todos os espaços, incluindo os passeios, fazendo parecer que aqui não existe lei, nem Código da Estrada, nem tão autoridade que o faça cumprir.

Para além de esconder o Sol as nuvens de hoje também trouxeram chuva abundante pelo que o meu passeio a pé, de manhã cedo por Sintra foi cancelado.

Em fevereiro de 2023 trouxe aqui uns Salpicos de Sintra, mas hoje impossibilitado - não será a palavra mais correta, só não fui porque quem anda à chuva molha-se e eu não gosto de caminhar com chuva - de vaguear por estes sítios decidi ficar em casa e fazer uma pesquisa de locais, mais ou menos fotogénicos, por onde já caminhei neste país.

Como já caminhei, ao longo dos últimos anos por muitos sítios, selecionei apenas fotos dos anos 2011 e 2012 , sendo certo que são todas em Portugal e maioritariamente tiradas enquanto caminhava por vilas e aldeias. Apenas uma ou duas foram tiradas numa deslocação para os Açores e  num voo de planador em Sintra.

Aqui fica o link para 94 fotos, esperando que gostem e que vos sirvam de incentivo a fazerem passeios pedestres.

https://photos.app.goo.gl/G8CqbTvEjoWo4rpo8

 

02
Mai24

Suicídio (continuação)


Vagueando

No seguimento deste desafio 1foto1texto de IMSilva e após aturadas investigações sobre o Suicídio da semana passada, compete-me hoje trazer a explicação para tão trágico acontecimento.

Nada melhor do que deixar ao mesmo jornal, O Regional, no número 69 de 14/01/1923, a explicação para a notícia, pelo que sugiro, se por acaso tiverem curiosidade, darem uma espreitadela à notícia que publico abaixo.

20240422_163729.jpg

 

01
Mai24

Falta de indignação


Vagueando

Lembram-se do acidente ocorrido na A6 de que resultou a morte de um trabalhador, envolvendo o carro do ex-ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita?

De certeza que toda a gente se lembra, dada a cobertura mediática que o mesmo teve.

Por acaso sabiam que na passada Segunda Feira, na A7, um trabalhador da Ascendi morreu atropelado.

Provavelmente não!

Isto porque o que interessa não é a morte de uma pessoa, muito menos as causas do acidente, mas sim não ter envolvido um político, um membro do governo ou uma figura pública.

O ano passado o fecho da Operação Páscoa saldou-se em 15 mortes o que me levou a publicar um post com o título 15 mortes nenhuma indignação.

Ao ver a imagem do veiculo que na passada Segunda-feira atropelou mortalmente o trabalhador na A7, podem vê-la aqui, as semelhanças dos estragos causados são muito semelhantes aos que ococrreram no carro do ex-ministo, ou seja o embate dá-se também do lado esquerdo. As imagens do carro do ex-ministro pode ser vista aqui.

Porque não se montou um circo mediático igual, nem ninguém foi entrevistar a família do infeliz trabalhador da A7? A ACA-M Associação de Cidadãos Auto Mobilizados, que se manifestou no acidente com Eduardo Cabrita e constitui-se assistente no processo judicial subsquente, não se veio pronunciar sobre este acidente porquê? Não poderia dar explicações ou esta morte não dá visibilidade?

Os meus sentidos pêsames à família do infeliz trabalhador.

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