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Generalidades

Generalidades

26
Abr24

Suicídio


Vagueando

Hoje no desafio 1foto1texto de IM Silva, trago mais um texto antigo publicado no Jornal O Regional de Sintra, jornal esse fundado em 1921 por Gregório Casimiro Ribeiro, fundador também das Queijadas Recordações de Sintra as quais podem ser encontradas na Casa Gregório em Sintra. Foi ainda proprietário do Castelo Gregório situado na Serra de Sintra, mais precisamente no Monte Sereno, história que ando a escrever e que, qualquer dia, aparecerá por aqui.

Trata do suícidio de um macho que se atirou para debaixo do eléctrico de SIntra no Banzão, que foi notícia no número 68 do Jornal acima referido, na data de 06/01/1923.

Suicidio.jpg

 

 

 

24
Abr24

Este número foi Visado pela Censura


Vagueando

Daqui a poucas horas transitaremos de regime, assim como se fosse uma passagem de ano, estamos em contagem decrescente para a entrada da revolução.

Vamos celebrar os 50 anos da revolução de Abril, é já a seguir, após um curto intervalo para os habituais compromissos comerciais.

VISADO PELA CENSURA.jpg

 

Por isso trago aqui um recorte do Jornal de Sintra de 29/10/1950 que, por acaso, liga com um dos post’s que publiquei em 2022, que foi o que me deu maior prazer em escrever , o Jardim da Vigia.

A homenagem que a CMSintra previa fazer à Condessa de Seisal era mais que justa, uma vez que foi ela que cedeu o espaço onde hoje existe um dos mais belos miradouros de Sintra.

Mas o recorte tem a particularidade de, em simultâneo, informar que aquela Edição havia sido Visado pela Censura.

Daí que a minha homenagem à Revolução, por também ter acabado com a CENSURA, só pode resumir-se numa palavra.

LIBERDADE

23
Abr24

Quereis ser ambientalmente responsáveis?


Vagueando

Pois é meus amigos de escrita e de leitura. A pouco mais de um dia de celebramos 50 anos de 25 de Abril, eis que vos trago uma boa nova para recuperar os vossos fatos de trabalho. 

Venham até Sintra, muito antes dela se tornar Património Mundial, mais precisamente em 1923 e para renovar os vossos fatos em vez de os deitarem fora.

Fica aqui o anúncio e a morada.

Fatos Voltados.jpg

19
Abr24

Quer Ter?


Vagueando

Para o Desafio 1foto1texto de IMSilva, hoje temos - Quer Ter?

20240416_130939.jpg

 

  • Quer ter um arquitecto que lhe apresente uma obra prima, sem ser necessário projeto nem licença?

 

  • Quer ter um decorador que lhe apresente vistas diferentes todos os dias sem ter que pagar nada?

 

  • Quer ter um pintor que lhe mude as cores ao longo de todo o ano sem usar tinta alguma?

 

  • Quer ter uma vista privilegiada e ainda por cima com bom ar para respirar?

 

  • Quer ouvir o silêncio e estar rodeado de belas espécies de aves?

 

  • Quer tudo isto sem ter que gastar dinheiro em energia?

 

  • Quer ter sombra, sol e temperaturas amenas?

 

  • Utópico?

 

Nem por isso, vejas as fotos no link abaixo e contrate a natureza.

https://photos.app.goo.gl/RT1QkoqzmaszcXpm6

 

 

 

 

 

19
Abr24

O País do Cuspo


Vagueando

Em Fevereiro li um post da autora Sónia Quental, que foi dado à estampa com o título “Filosofia do Lixo”.

A questão do lixo nas ruas, que acaba depositado no mar ou a entupir sarjetas e ribeiros constitui um tema que me revolta, porque o lixo não nasce, nem se deposita sozinho nas ruas, é depositado por pessoas que, recorrentemente, falam dos seus direitos nos quais, obviamente, não está incluído o de largar lixo nas ruas.

Aliás, já que estamos a celebrar os 50 anos do 25 de Abril, lembro-me bem dos tempos do PREC e da selvajaria dos direitos, que deu origem à frase que mais gosto para definir a liberdade e, consequentemente, os direitos; “A nossa liberdade termina onde começa a de todos os outros”.

Coisa mais simples não há, desde que, obviamente, haja bom senso e respeito.

Curiosamente, talvez até esteja enganado, quiçá por algum erro de paralaxe, a geração mais qualificada de sempre, não parece ter concluído com sucesso as áreas curriculares, respeitantes à educação e ao bom senso. Talvez faltem às aulas de Educação para a Cidadania ou estas áreas não se aprendam lá ou simplesmente não queiram saber.

Na “Filosofia do lixo", faz-se referência a Theodore Dalrymple que em Inglaterra tem publicado vários artigos sobre o lixo e que num deles e numa só frase, resume o comportamento dos seus cidadãos; Britons now drop litter as cows defecate in fields, or snails leave a trail of slime. (Os britânicos agora largam o lixo tal como as vacas defecam nos campos, ou os caracóis deixam um rasto de ranho por onde passam).

A comparação não sei se peca por defeito ou por excesso, mas perceciono que possa corresponder à realidade.

Numa troca de comentários com a autora do post, aborda-se também a questão de cuspir para o chão e que tal ato nem sequer provém da população mais velha e sem instrução, mas também a população mais jovem que anda na escola.

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Perante esta situação, como sou dado a fazer pesquisas, descobri recentemente no jornal local Ecos de Sintra, edição 202 de 20/09/1939, ou seja há 84 anos atrás, um artigo de opinião com o título “O País do Cuspo”. Neste artigo - ver foto acima - que tal como  o Brandy Constantino", mostra que a fama vem de longe, aborda-se a falta de educação e de respeito pela saúde pública, quando se cospe para o chão.

Depois de tanto tempo, não há dúvidas que quem cospe para o chão, ainda tem muito que aprender, sobre saúde, educação, direitos e liberdades, não sei é se ainda vai a tempo.

16
Abr24

Thomas Piketty


Vagueando

O livro  "O Capital no Século XXI" deste autor tem-me servido de consulta sempre que penso em assuntos económicos e gostei bastante de o ler. Deixei várias marcações em muitas páginas que consulto com regularidade dado que contem muita informação resultante de análises históricas sobre modelos económicos de vários países ao longo de trés séculos, com conclusões sobre os resultados que se produziram ao longo deste tempo.

Piketty.png

 

Daí que resolvi ler este pequeno livro do mesmo autor que achei interessantíssimo, porque aborda, para além de outros, um tema muito importante que se liga com a questão muito martelada, as alterações climáticas, o aquecimento global.

Segundo o autor, para se fazer este combate, vai ser necessário levar as pessoas mudar radicalmente o seu estilo de vida mas isso implicará a criação de um sistema económico radicalmente diferente do atual sistema capitalista. 

Isto porque não será possível combater o aquecimento global sem uma redução drásticas das desigualdades, caso contrário não haverá uma reconciliação possível entre a humanidade e a natureza.

Recomento vivamente a leitrua deste livro de apenas 100 páginas, de leitura muito fácil, mas com muita informação.

 

12
Abr24

Segurança na Placa - TAP 1963


Vagueando

Placa.jpg

 

A TAP foi fundada em 14 de Março de 1945, mas antes dela já tinham existido outras empresas a fazer transporte aéreo em Portugal. Em 1927 os SAP - Serviços Aéreos Portugueses, Ldª foram a primeira companhia a operar em Portugal, assegurando uma ligação aérea entre Lisboa – Madrid – Sevilha em conjunto com a UAE – Union Aérea Espanola, usando para o efeito um único avião um Junkers F-13 com capacidade para seis passageiros e com a matrícula C-PAAC.

O primeiro piloto português de linha aérea foi Manuel Cunha, tendo os SAP transportado no ano de 1929, mil e vinte seis passageiros repartidos por 347 voos. O voo Lisboa Madrid custava à época 500 escudos (ver bilhete no blogue Restos de Coleção) e cada passageiro tinha direito a 15kg de bagagem.

O meu primeiro voo (viagem de finalistas) foi com a TAP, para o Funchal, cuja pista ainda era uma miniatura e onde a TAP registou o único acidente da sua existência, do qual resultaram vítimas mortais.

O baptismo de voo fascinou-me, ver a paisagem do ar muda toda a nossa perspectiva e mais tarde,  já na idade adulta veio o gosto pela fotografia e isso serviu de desculpa para me atrever a pedir autorização para voar em aviões militares, pelo que o meu segundo voo, foi realizado em Sintra na Base Aérea Nº 1 em Maio de 1980. Talvez tenha sido o voo mais espetacular da minha vida, o avião foi fazer um trabalho de fotografia aérea na lezíria e  passámos algures por Alverca tendo sido possível ver aviões a descolar para Norte a partir do aeroporto de Lisboa, ver aviões a partir de outro avião é uma outra sensação difícil de descrever mas que nos faz perceber a importância dos controladores aéreos para evitar as colisões no ar. Por outro lado o avião voava sem porta lateral, a proteção era assegurada por uma lona vermelha sendo o barulho ensurdecedor.

20240412_102556.jpg

Por razões profissionais e de lazer tenho voado bastante com a TAP, companhia pela qual tenho o maior carinho, ainda que entenda as razões pelas quais tantas vezes se enxovalha publicamente a companhia aérea portuguesa, onde apenas existem duas barricadas a favor e contra a sua manutenção, sem que exista um debate sério sobre as vantagens e inconvenientes de uma ou outra solução. Já li várias publicações sobre a TAP, mas continuo sem perceber - admito até que o defeito possa ser meu e sabendo que várias companhias aéreas, grandes na sua época já morreram – se TAP mesmo que privatizada deve sobreviver ou não.

Contudo, o que me traz aqui hoje é um pequeno livro que adquiri recentemente, editado em 1963, pela TAP, mais precisamente pela Divisão de Escalas, Secção de Regulamentação, em que se aborda as regras de segurança básica para operar na placa, ou seja onde o avião manobra para estacionar e parar partir e onde toma e larga passageiros.

Hoje as coisas estão mais facilitadas nalguns aeroportos onde o embarque e o desembarque se faz através de mangas, mas quando os passageiros saem ou entram do avião através de escadas para a pista e percorrem a pé o trajeto até ao autocarro, o risco aumenta, porque a área que rodeia o avião é muito sensível e não permite erros.

Se derem uma vista de olhos o livro, no link abaixo, vão perceber como a brincar se explicava na época os riscos de operar na placa, ou seja onde o avião se encontra estacionado.

https://photos.app.goo.gl/8reuJEQZZgzqRMfP7

 

09
Abr24

Sintra Cinema


Vagueando

Nos meus tempos de infância ia frequentemente às Matinés do Sintra Cinema ver filmes cómicos. Adorava esta Sala  de Espectáculos, talvez até mais do que o cinema Carlos Manuel, atual Centro Cultural Olga Cadaval, que ainda sobreviveu uns anos após o encerramento do Sintra Cinema.

Achava a sala mais acolhedora e as cadeiras mais confortáveis e quase sempre comprava bilhetes para o primeiro balcão que oferecia uma visão melhor sobre o ecrã.

Marcou uma época, em Fevereiro de 1941, estreou o filme de Manoel de Oliveira Anila Bóbó e em 1950, ainda não era nascido, passou nesta sala o filme " E Tudo o vento Levou, um estrondoso êxito da época, pelo que se organizaram camionetas especiais para transporte de espectadores entre as Azenhas do Mar e a Portela onde o cinema estava sedeado. Ver resenha histórica de SIntra promovida pela Alagamares - Associação Cultural

À frente do cinema existia um grande largo de terra batida, onde hoje está instalada a Seção de Urbanismo da Câmara Municipal de Sintra, onde se montavam Circos com regularidade o que constituía mais um polo de atração no local.

A história do Sintra Cinema, abandonado ao longo dos últimos anos, não terá começado da melhor forma. Terá começado a ser construído em 1945,  mas sofreu um embargo que não consegui descortinar porquê nem quanto tempo durou, que foi anulado pelo  Supremo Tribunal Administrativo, conforme anúncio de página inteira na Edição nº 704 do Jornal de Sintra de 17 de Julho de 1947 e que abaixo reproduzo.

20220516_164321.jpg

Curioso é ter existido outro Sintra Cinema antes deste em local que não consegui descobrir que, ainda segundo a cronologia da Alagamares Associação Cultural e  do blogue Citizen Grave, inaugurou uma nova aparelhagem em 1940, do melhor que existia no mercado, Caster-Ibéria.

Efetivamente descobri nos arquivo histórico da Câmara Municipal de Sintra, um documento, datado de 1933, dirigido ao Administrador do Concelho de Sintra - ver foto abaixo - referente à renovação de uma licença do Sintra Cinema,  mas não faz qualquer referência ao local onde está implantado esta sala de espetáculos.

PT-AMSNT-ACSNT-A-A-002-005302_dissemination.jpg

Depois de muitos anos fechado a Câmara Municipal de Sintra adquiriu o imóvel, tendo aberto um concurso para a sua reconversão, que foi ganho pelo Atelier Carvalho Araújo, com sede em Braga que vai ser responsável pelo acompanhamento da obra até à sua conclusão.

Pela parte que me toca, gostei do que vi no projeto e espero poder assistir à sua reinauguração e ainda poder usufruir deste espaço que há muito merecia ser ressuscitado.

Convido-vos a dar uma vista de olhos ao Novo Sintra Cinema.

05
Abr24

Sem interesse nenhum

A não ler


Vagueando

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Para cumprir o desafio 1foto1texto de IMSilva, o título de hoje é dedicado não ao teor do post, mas ao Anónimo. Ao Anónimo que me lê, de tempos a tempos, mas que não gosta do lê, e vai daí acusa-me de falar de assunto banais, sem interesse e de querer ser lido mas não querer ler os outros. Assim, para não enganar desta vez acho que o título e sub-título são demasiados claros para que não perca tempo.

Centrando-me no tema de hoje, sem interesse é certo mas a vida não se faz só de coisa importantes e a leitura ainda menos, trago aqui como foto a frente e verso de um folheto de vendas a bordo dos aviões TAP, que utiliza com o logótipo usado pela nossa companhia aérea entre 1953 e 1979. (Os logótipos agora estão na moda, até a primeira medida deste governo foi alterar o logótipo usado pelo anterior governo).

A primeira curiosidade - Na época vendia-se tabaco em forma de cigarros, cigarrilhas e charutos e  – impensável nos dias de hoje – é que também se vendiam isqueiros “Flaminaire” e “Ronson”, com os quais obviamente, se podia acender o tabaco para ser fumado a bordo e durante o voo.

A segunda curiosidade é ver-se marcas de tabaco portuguesas que desapareceram, não percebo peva de tabaco, mas acho que nenhuma das que aparece na lista se vende atualmente no nosso país.

A terceira e última curiosidade é que de acordo com a regulamentação internacional da época, só em 1ª classe era permitido servir bebidas alcoólicas.

 

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