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Generalidades

Generalidades

31
Jan24

As estações do desconforto


Vagueando

 

A resposta ao desafio 1foto1texto de hoje são várias fotos para um texto.

Saio de casa bem cedo, para um compromisso de saúde previamente agendado. Chove, o vento é forte, está frio, parece que devido às depressões Irene e Juan. Entro na Estação de comboios de Sintra mas é como se continuasse na rua.

O telhado deixa passar a água da chuva como se não existisse. É normal nas estações de comboio portuguesas, não protegerem os passageiros das intempéries. Não protegem porque estão degradadas, não protegem porque a CP ou a IP se estão marimbando para os seus clientes, não protegem porque a arquitetura que as concebeu privilegiou o design ou, eventualmente o ego do arquiteto em prejuízo do conforto do passageiro, em suma é normal achar-se que o clima em Portugal é quentinho e fofinho poupando-se dinheiro(o que não é necessariamente a mesma coisa de que evitar défices nos seus balanços) de as fazer confortáveis.

Para temperar o desconforto, a instalação sonora (talvez rouca da humidade no interior desta gare) cansada de anunciar os muitos atrasos da CP - só descansa em dias de greve informa que o (meu) comboio circula com um atraso de 12 minutos. Os relógios da estação, mostram horas diferentes e ambas erradas, manias, estão ali para enfeitar e não para informar, são apenas mais uma fonte de stress.

O comboio chega, sento-me (privilégio de quem entra na primeira estação) e sai com o atraso previsto, chegando a Lisboa, acumulando mais 10 minutos de atraso. Uma viagem de 40 minutos, demora mais 22 minutos que o previsto.

A Gare do Oriente, a estação ferroviária mais moderna e recente do país é o ex-libris da beleza máxima, conforto (muito abaixo do) mínimo, o oposto da Estação do Rossio, que conseguiu juntar antiguidade, beleza e conforto, uma autêntica raridade no panorama nacional.

Entro no Metro as passadeiras rolantes, que me poderiam fazer recuperar algum tempo, estão paradas. Deduzo, não existe nenhum aviso, que a paragem se deve a uma de duas coisas;

1- Zelar pela saúde dos utentes fazendo-nos caminhar, no meu caso em ritmo acelerado para recuperar os 20 minutos de atraso.

2- Zelar pelo ambiente, menos consumo de energia - supostamente - melhor ambiente. Ora não excluindo a hipótese de estarem avariadas, mais uma vez a falta de respeito pelo utente, avisos não há, nem sobre a eventual avaria, muito menos quando estará resolvida.

Se por hipótese for uma avaria, a IP teve conhecimento mas, não estará reparada porque a empresa encarregue da manutenção não tem as peças para substituir e não as tem porque a empresa fornecedora ainda não as enviou e esta não as enviou porque o transportador falhou e este último falhou por causa de qualquer coisa que não lhe é imputável.

Afinal estamos em Portugal, é normal não se considerar necessário vir a público dar qualquer explicação, a competência deste do assunto é sempre de outro qualquer, excepto, quando, por qualquer razão ou reestruturação, levada a cabo por qualquer governo, a competência que afinal era sua, lhe é retirada.

Aí sim, aparecem a defender a sua dama, mais que não seja, defendendo que o serviço público fica posto em causa com a tal transferência de competências de A para B.

Os websites destas empresas, donas das estações, da empresas encarregues da manutenção, das empresas que forneceram os equipamentos, apresentam-nos bem embrulhadas em marketing. Estão todas certificadas com as normas xpto qualquer coisa, são mais verdes que os lagartos, estão na rota da sustentabilidade e, imaginem, lá num cantinho qualquer, existem para nos servir.

Depois destas peripécias que não o são (estou a abusar do significado da palavra) porque isto é o dia a dia, saio do Metro e entro numa zona pedonal onde nem sequer deviam circular carros, eis que uns quantos estão lá parados.

Entro no estabelecimento de saúde, privado, para fazer o tal exame, um audiograma. Ouço mal mas vejo bem, não se pode ter tudo.

O sistema está em baixo (também acontece frequentemente) às vezes até para pagar se demora mais tempo do que na consulta ou no exame. Mesmo ouvindo mal vejo as filas e o desespero de alguns com pressa para se ir embora e não deixo escapar o comentário de um utente – O sistema de cobrança do estacionamento nunca vai abaixo e eu aqui a acumular mais uma conta, a de estacionamento, para pagar a conta do hospital.

Peço desculpa mas isto não é desculpável, mesmo que sirva de desculpa para descarregar a culpa neste, no anterior, no próximo governo ou nos políticos que os integram, integraram ou venham a integrar.

A culpa nos casos que relatei morre solteira todos os dias, porque a casam sempre com o governo, com os políticos, com isto é o país que temos, quando deveriam ser estas empresas a dar cara aos utentes.

E quanto aos carros mal estacionados o cidadão comum não se defenda a dizer que isto é uma bandalheira ou que a polícia não faz nada, a solução é não estacionar em cima do passeio, ponto!

Se o Polígrafo ler este post e for fazer a verificação do conteúdo, agora está na moda o “Fact Check” em vez de concluir por Falso, Verdadeiro, Verdadeiro mas ou Pimenta na língua, vai colocar mais uma hipótese que consiste em perguntar;

Quem é este gajo?

31
Jan24

Livro de elogios


Vagueando

Não sei se sou exigente mas por norma tenho por hábito reclamar, não online, mas no livro de reclamações físico de entidade, quando considero ter razões para o fazer. 

Sempre separei a entidade de quem, em sua representação, me atendeu e com a qual tento sempre manter uma conversa cordial explicando-lhe o meu ponto de vista e não me recordo de alguma vez ter centrado qualquer reclamação na pessoa que atendeu. 

Nalgumas situações, chegou a ser-me pedido o nome da pessoa que me atendeu o que sempre recusei fazer.

Por outro lado, constato que existe uma ideia, quanto a mim errada, do que tudo o que é público funciona mal e tudo o que é privado funciona bem ou, agora como está na moda dizer-se, é de excelência.

Da mesma forma que reclamo, também tenho por hábito elogiar e esta é a razão deste post, elogiar  publicamente, a plataforma Sapo.

Os mini vídeos que tem vindo a publicar,  na rubrica Minha Terra Minha Gente, tenho que reconhecer que são muito bons, muito acessíveis,  breves mas com muito sumo e muita atratividade, convidam a sair, normalmente do litoral para o interior deste rectângulo fabuloso que somos mas que, infelizmente, muitas vezes desdenhamos.

Parabéns à Sapo e aqui fica o elogio.

19
Jan24

Relembrar as portas durante a pandemia


Vagueando

No auge da pandemia de Covid19, perturbou-me o facto de ver muitas portas fechadas.

Foi mesmo doloroso, ainda que tivesse a felicidade de sair todos os dias à rua, fazer as compras, ver os estabelecimentos fechados mexeu comigo.

Houve mesmo alturas em que dava a minha volta a pé por Sintra, umas vezes só, outras vezes acompanhado e regressava a casa com a sensação de que estava sozinho no Mundo.

Não via carros, não via pessoas e via as portas todas fechadas.

Nestas voltas fui colecionando palavras que me surgiam para descrever o que sentia e fui colecionando fotografias de portas. Em Setembro de 2020, avancei para um post – As Portas – para descrever o que via e juntei, no final,  um link para um álbum com as fotos de várias de portas.

Posteriormente, as fotos de portas tornaram-se um vício e nestes três últimos anos fui fotografando portas por tudo quanto é sítio, em Portugal e fora dele, nas cidades e nas aldeias e fui gravando-as no àlbum.

E assim cheguei ao dia de hoje que assinala um marco importante, porque ultrapassei a barreira de mil portas gravadas no tal álbum.

Fica o convite para passarem pelas portas agora que já voltaram a ter gente, mesmo sem bater à porta podem passear por elas e se tiverem curiosidade de saber onde as encontram, basta ler o comentário que associei a todas elas.

Não se assustem, algumas podem ranger.

18
Jan24

A Ocidental Praia Lusitana


Vagueando

Hoje, embora o post seja meu, muito pouco do seu conteúdo se deve a mim.

A ideia de o escrever não foi minha, mas teve origem no desafio 1foto1texto de IMSilva.

20240112_165851.jpg

'«As armas e os barões assinalados,
Que da ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca de antes navegados,
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram;»'

O texto (legenda) não é meu, é do nosso grande poeta Luís Vaz de Camões.

A ideia de legendar a foto acima, recorrendo ao poeta, também não é minha mas sim de outro bloguer que acompanho - Cheia - que tem vindo a divulgar e muito bem, no seu blogue Sociedade Perfeita, excertos dos Lusíadas.

Por último sendo a foto minha, a praia retratada, pequena de mais para abarcar a descrição – A Ocidental Praia Lusitana, também não é minha, não é de ninguém, é de todos nós. Os 600km de praias são, afinal, a ocidental praia lusitana.

20240112_173414.jpg

Dada a envolvência e tudo o que está em causa, achei por bem, juntar outra foto que tendo a ver com o mar e com a navegação marítima, não era possível ver na época dos Descobrimentos – Um dos vários faróis que iluminam os 600 km da Ocidental Praia Lusitana

15
Jan24

Os almoços do PC e a Global Media Group


Vagueando

Antes de mais um esclarecimento – PC do título – não se refere ao partido Comunista, mas sim a Presidente da Câmara, neste caso de Sintra.

A revista Sábado já tinha se tinha posto à mesa com o Presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais e como a resposta deste culminou numa lista de restaurantes (bons, digo eu) em Oeiras e até teve direito a entrar no programa Isto é Gozar com Quem Trabalha do RAP o que até pelos piores motivos é sempre boa publicidade, voltou à carga com mais um número autarco-gastronómico.

Desta vez o escolhido foi o Presidente da Câmara Municipal de Sintra. Neste caso, em vez dele, até eu podia fazer uma de várias listas dos melhores restaurantes do Concelho.

A técnica usada foi a mesma, demonstrar ou melhor, levar o pessoal a pensar que anda tudo a banquetear-se com o nosso dinheiro, usando como prova as contas de vários restaurantes e que não foram cumpridas as regras do bom uso do dinheiro público, de todos nós não é verdade?

Confesso que os valores apresentados nas faturas desfiadas pela Sábado não me impressionaram por aí além e também não devem ter impressionado muito a revista, uma vez que por vezes faz infusões de ostras e de copos de vinho neozelandês ou “xampánhe”, para aromatizar as contas com indignação q.b. para provocar azia no leitor.

Eu percebo, regras são regras e à mesa para além do pecado da gula cometem-se outros, mais ou menos graves e o dinheiro público tem que ser muito bem gasto e ainda melhor controlado.

É que, se não é parece, a corrupção só ocorre com políticos e tudo o que não o é, seriam potenciais corruptores, mas não. São puros sangues, desculpem queria dizer puros santos, que não corrompem ninguém e com reserva garantida de lugar o céu.

O que é que isto tem a ver com o Global Media Group? Tudo.

É aos jornalistas que compete, com isenção e pluralismo, investigar e noticiar o que de errado se passa na sociedade mas, ao que parece não conseguiram ver o que se estava a passar de errado na sua própria casa, ou seja na casa do DN, do JN, da TSF, ou muito pior, conseguiram ver e nada disseram.

Não é o povo quem mais ordena, mesmo quando vota, são os mercados, os offshores e a opacidade financeira quem manda e, neste caso, manda quem pode, obedece quem não é parvo.

Foi assim que se chegou à TINA – There is no Alternative.

Já ninguém se lembra da crise do subprime nem o que a provocou, mas de tempos a tempos, a culpa da bancarrota em Portugal – foi do PS – como se os nossos bancos privados tivessem sido uns santos.

Ao que parece não foram, mas também (ainda) ninguém foi julgado por isso.

12
Jan24

O pontapé


Vagueando

Mais uma participação no desafio 1foto1texto de IMSilva

No final do ano passado, porque devia uma visita a uma residente, fui almoçar à Ericeira.

Depois do repasto, fiz a visita, conversámos um pouco, ofereci-lhe um livro de fotografias e aproveitei para visitar a vila que, nessa altura do ano está mais dada à tranquilidade.

Gosto da tranquilidade dos lugares “desapinhados” de gente, o espaço é sempre um bom lugar onde quer que estejamos.

Há mais tempo para observar, contemplar, fruir e, obviamente tirar umas fotos para que, no ambiente ainda mais tranquilo da nossa casa, podermos ver o que vimos.

20231211_140639.jpg

Ao observar esta foto que parou este movimento da rebentação das ondas contra as rochas, consigo imaginar uma bota a pontapear o mar salpicando água para a frente e deixando atrás de si o rasto de ter passado dentro de água.

Não conseguem ver a bota, é só clicar aqui que eu mostro.

09
Jan24

Isto Não é um Desafio II


Vagueando

Blank 10 Grids Collage.png

 

No dia 10 do mês passado, deixei aqui a proposta, para quem estiver interessado, de fazer a parte final do percurso que descrevi no meu conto de Natal deste ano – O Natal Faz-se Caminhando, uma vez que todo o trajeto descrito no conto é real.

Ainda é cedo para pensar numa data, até porque não sei se haverá interessados, mas o ideal, havendo quórum, será aguardar pela chegada da Primavera.

Contudo, como também não me parece honesto, propor seja o que for, sem que os eventuais aderentes saibam com o que contar, fui fazer o trajecto para vos deixar algumas notas.

Distância 2.75Km

Atura mínima 253 metros

Altura máxima 405 metros

Tempo de percurso 44 minutos

Grau de dificuldade – Médio. Existe uma escadinha (dos Clérigos que é longa e ingreme, mas há uma alternativa mais fácil).

A distância corresponde apenas ao trajeto de ida e para regressar existem várias possibilidades - mais que não seja voltar para trás pelo mesmo caminho ou utilizar outro caminho (a distância é mais ou menos igual) mas sempre a descer e em caminho direito sem mais subidas. Existe ainda terceira hipótese de regresso que divulgarei no próximo mês.

O tempo que demorei a fazer o percurso foi muito rápido, já que praticamente não parei, a não ser para fazer umas fotos, o meu objectivo era medir a distância e verificar a altimetria para vos dar detalhes e poderem visualizar a azul no mapa.

Terras do Burro Map.jpg

Para vos tentar, vou acrescentar alguns aliciantes que consistem em;

  • Publicarei desde já 3 fotos (ver aqui) que servirão de atrativo, ou seja, enquanto caminharmos, deverão estar atentos, tipo Peddy Paper, para que identifiquem os locais destas 3 fotos mistério.

 

  • Em 10 de Fevereiro e 10 de Março, publicarei mais 2/3 fotos mistério, pelo que no início da atividade, teremos no máximo 9 fotos mistério para identificação durante o passeio.

 

  • Nesta publicação e nas outras duas acima descritas deixarei sempre uma história sobre alguns locais onde vamos passar. A de hoje é do nosso ponto de encontro (caso isto vá para a frente), a Casa das Queijadas do Preto.

Por hoje é tudo, sendo certo que podem ver desde já as fotos (não mistério no link abaixo) dos locais onde passaremos.

https://photos.app.goo.gl/X66TkbQsrXhJ2W869

No próximo dia 10 de Fevereiro, voltarei com mais novidades.

09
Jan24

A propósito de Rotundas e dos Anónimos


Vagueando

No passado dia 5 publiquei aqui na Sapo, Rotundas entre o amor e o ódio que até mereceu destaque na Sapo pelo que a minha ideia era  - Pronto não se fala mais nisto.

Contudo, uma notícia publicada ontem no Observador  sobre o mesmo tema -Turbo rotunda" para evitar acidentes em rotundas -  trouxe-me de volta ao assunto por três razões.

  1. A avaliar pelo texto e pelo filme agarrado à notícia, parece-me uma excelente solução a implementar em futuras rotundas, ainda que o pisca continue a ser uma grande ajuda para se circular rápido e seguro na entrada, dentro e nas saídas das rotundas.
  2. Nada tenho contra os comentários de anónimos, desde que não sejam ofensivos e que não sejam repetitivos. Ou seja, que não comentem sempre da mesma forma, independentemente do tema, como parece ser o caso deste Anónimo que sobre o post das rotundas esreveu o seguinte; Temos vários problemas e alguns querem que o foco esteja na estrada, nos animais, nas coisas, nas fotos, nas viagens, na diversão. Temos de ficar preocupados com este país da diversão onde os principais problemas em geral não são falados e alguns acham-se os donos do que deve ser falado.
  3. Assim se as rotundas não fossem um problema, Sr Anónimo, certamente este artigo, o estudo, a  implementação e a  monitorização do resultado sobre o tráfego nas rotundas, não mereceria o interesse de vários países 

Enquanto não chegam as tubo rotundas, teremos que melhorar a condução dentro das mesmas para que o problema deixe efetivamente de existir.

 

05
Jan24

Rotundas entre o amor e o ódio


Vagueando

Quando se fala em rotundas em Portugal estou em crer que a maioria diz que são uma praga. Não obstante, eu sou um grande defensor das rotundas e, só para dar um exemplo da falta que elas nos fazem e dos benefícios que elas nos trazem refiro a que deveria existir na N125 no Algarve no cruzamento que dá acesso à Praia Verde. Aquele cruzamento, é um espetáculo deplorável de como se trata as estradas nacionais e bastante movimentadas. Basta olhar para foto abaixo da Google Earth para perceber que isto não é digno de um país que está virado ao turismo e, mesmo que não estivesse, não seria digno para os residentes e cidadãos nacionais.

CRuz PVerde.jpg

Mau piso, má sinalização, péssima apresentação, isto está assim há vários anos e os acidentes repetem-se com regularidade. Não existe iluminaçao neste cruzamente pelo durnate a noite as coisas pioram. Até Vila Real de Santo António esxistem muitas rotundas a maior parte delas, pequenas e mal construídas.

Até a GNR que conhece o local sofreu aqui um acidente o ano passado.

Sendo acérrimo defensor da implantação de rotundas, não deixo de as considerar uma praga, mas não por serem muitas. A praga é outra, a saber;

Desenho incorreto, nomeadamente quando permitem que as mesmas possam ser percorridas sem necessidade de as contornar, ou seja, possam ser feitas em linha reta e, consequentemente, sem reduzir a velocidade o que potencia a ocorrência de acidentes.

Má sinalização ou ausência dela, o que gera confusão relativamente à prioridade.

Desenhadas de forma a que não sejam redondas, assumindo por vezes formas estranhas.

Decoração por vezes de mau gosto e, pior tirando-lhe visibilidade que compromete a segurança da circulação.

E agora a outra praga, aquela que critica, que barafusta, mas que contribui de forma significativa para que as rotundas percam grande parte da seu objectivo e eficácia, os condutores.

Sendo Portugal o segundo país com mais rotundas por milhão de habitantes, 473 rotundas, e estando no Top 5 do número de rotundas por quilómetro quadrado, 53 rotundas, deve ser também o que tem maior número de condutores que não sabem como nelas se deve circular.

O facto de existirem filas nas rotundas não é alheio ao péssimo comportamento dos condutores portugueses, nomeadamente no que se refere na falta de uso do pisca para assinalar, como obriga o Código da Estrada, para onde querem ir. Aliás o mau comportamento relativamente ao pisca estende-se ao péssimo hábito, novamente contrário ao preconizado pelo Código da Estrada, que consiste em ligar os 4 piscas quando se estaciona o carro a estorvar todos os outros e não para assinalar uma situação de perigo.

E portanto esta praga, ao não assinalar para onde pretende seguir empanca o trânsito dentro das rotundas, cujas regras de prioridade destinam-se a facilitar as saídas assegurando deste modo a fluidez de tráfego.

Quando estiver a sair de uma rotunda e não usar o pisca para sinalizar essa manobra, lembre-se que quem está parado para entrar, não o faz porque não sabe se lhe vai passar à frente e essa coisinha tão simples, repetida centenas de vezes ao longo do dia é o suficiente para fazer filas antes das rotundas.

Deixo aqui uma nota escrita da Segurança Rodoviária e um vídeo da GNR (para aqueles menos dados à leitura) de como se deve circular nas rotundas.

https://www.segurancarodoviaria.pt/noticias/como-fazer-bem-uma-rotunda/

https://www.facebook.com/GuardaNacionalRepublicana/videos/sabe-circular-numa-rotunda1-nas-rotundas-o-condutor-deve-adotar-o-seguinte-compo/303125404595997/?locale=pt_PT

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