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Generalidades

Generalidades

28
Nov22

A Obrigação é mesmo obrigatória?


Vagueando

Se existe um tema que gera conflitos entre os diversos utilizadores do espaço público, são as ciclovias. Cada um de nós quer ver os seus direitos (não necessariamente a segurança) garantidos.

Nada mais natural e justo.

O problema surge quando, ao longo do dia, vamos sendo utilizadores diferentes do espaço público. Umas vezes somos peões, outras automobilistas, outras usamos os meios da, tão na moda, mobilidade suave. Enquanto assumimos cada uma destas facetas conseguimos ver os erros dos outros utilizadores, mas nunca os mesmos erros, quando praticados por nós quando estamos do outro lado. Um exemplo - na qualidade de automobilista, estacionamos o carro em cima do passeio, achamos que não faz assim tanto mal. Depois, ao dobrar a esquina, já como peão, refilamos com os caros que estão estacionados no referido passeio.

Informo desde já que sou a favor do estacionamento em cima do passeio ou que este seja reduzido para aumentar o estacionamento, desde que o(s) veículo(s) estacionado(s), permita(m) que os peões tenham espaço suficiente para circular pelo lado direito do veículo, mas jamais nos casos em que obrigue os peões a circular pela faixa de rodagem.

Contudo, não posso aceitar que um peão, com o passeio livre, às vezes até vedado com corrimão, circule fora dele, na faixa de rodagem sem qualquer necessidade. Já abordei isso aqui em “O flagelo dos atropelamentos”

Esta introdução serve para falar de um tema que foi ao Polígrafo, pode ler aqui Polígrafo, sobre os ciclistas não estarem obrigados a circular nas ciclovias, quando se deparam com este sinal de obrigação, o D7a.

D7a – Pista obrigatória para velocípedes

A avaliação do Polígrafo, nasce de uma publicação efetuada no Facebook, em que alguém abre um debate porque se comenta que, mesmo na presença deste sinal não, os ciclistas não são obrigados a circular na ciclovia.

E a questão vem logo inquinada à partida, porque o ciclista que a coloca, parece defender a não obrigatoriedade da circulação numa determinada ciclovia porque a bicicleta pode não se adequar ao tipo utilização que se pretende fazer dela.

A primeira questão é que um sinal de obrigação é isso mesmo, uma obrigação, não tem outra interpretação.

A segunda questão, tem a ver com a circulação na via púbica, seja bicicleta – ou outro qualquer veículo – tem de estar adaptada às regras de circulação e respeitar as características da via pública, pelo que a sua utilização não pode depender do uso que cada utilizador lhe quer dar porque esse uso tem que estar enquadrado com o exigido no Código da Estrada.

Fica claro que na presença deste sinal, os velocípedes terão obrigatoriamente que circular na ciclovia e adaptar-se às condições da mesma.

Não é opcional.

Se assim não fosse, perante o mesmo tipo de sinal que obriga, por exemplo a virar à direita, o ciclista também poderia optar por não o fazer e entrar em sentido contrário numa via de sentido único. Lamentavelmente, muitos fazem-no.

Não vou colocar tudo no mesmo saco, mas muitos os utilizadores da mobilidade suave, querem ser tratados como especialmente vulneráveis (e aplaudo que o Código da Estrada lhes concedesse esse estatuto) mas não podem delegar em terceiros a proteção da sua vulnerabilidade, quando eles próprios ( o exemplo acima é apenas um entre muitos) colocam a sua integridade física em risco por desrespeito ao Código da Estrada.

Ainda sobre a mobilidade suave, alguns utilizadores deste tipo de transporte nem sequer possui carta de condução, as bicicletas privadas poucas terão seguro e agora até aquelas scotters de mobilidade, usadas maioritariamente por idosos, que também não necessitam de seguro, nem tão pouco que os seus utilizadores tenham carta de condução, andam por aí na via pública conduzidas por pessoas a quem, eventualmente, a carta de condução não foi renovada.

Por fim uma palavra para as autoridades que, obviamente, não podem controlar todas as infrações, mas também fechar os olhos diariamente a várias infrações praticadas à sua frente também não me parece a melhor opção. Esta postura desenvolve um sentimento de impunidade juntos destes utilizadores de mobilidade suave, mas que são responsáveis por causar acidentes e ferimentos, que nada têm de suave.

20
Nov22

Marcelo defende "absoluta necessidade" de reforçar prevenção rodoviária


Vagueando

Ora aqui está um tema em que concordo em absoluto com o Presidente da República. Marcelo Segurança rodoviária. Concordo, porque a prevenção, seja sobre o tema rodoviário ou sobre outro tema qualquer, a coisa é sempre vista como mariquice.

Já aqui abordei várias vezes os riscos que envolvem o ato de conduzir e como se encaram os acidentes  , Sinistralidade autorizada e Dois dias - 537 acidentes. 

Já tentei junto de diversas entidades, para que de forma individual ou em conjunto (por exemplo, televisão, GNR, PRP com o patrocinio de uma marca de automóveis e também de uma marca de bedidas alcoólicas), abordasse o tema da segurança e prevenção na estrada, mas nada. Em dois anos de tentativas, nem resposta mereço, é como se o problema não exisitisse ou existindo não há o minímo interesse em acabar com ele.

Será que um programa destes não ajudaria a criar, como refere Marcelo Rebelo de Sousa e reforçar a consciência cívica nacional e contribuir para um ambiente rodoviário mais seguro?

A RTP teve até 1965 um programa conduzido por Filipe Nogueira sobre prevenção e segurança na estrada, porque razão não existe nada agora?

Para terminar deixo dois pontos que me parecem muito importantes na sinistralidade;

1 - Em Junho de 2018, na Marateca, ocorreu um acidente gravíssimo onde perderam a vida 6 pessoas Acidente seis mortos na Marateca  e outro no IC8 em 24 de Setembro do mesmo ano, onde perderam a vida mais 6 pessoas Acidente no IC8 faz 6 mortos. 

No IC8 um dos veículos tinha sido parado numa operação Stop da GNR. O que provocou estes acidentes? Porque não se analisam e não se tornam públicas as causas de acidentes gravissímos como estes dois para prevenir ocorrência futuras? Encaixam estes acidentes na teoria repassada do excesso de velocidade ou excesso de velocidade, mesmo que não sendo a causa de alguns acidente, agrava as suas consequências? Alguém agora se interessa pelo acidente que envolveu o ex ministro da Administração Interna? Alguém ainda quer saber de quem foi a culpa de modo a que se possa prevenir situações futuras?

2 - Sendo normal fotografar-se veículos em excesso de velocidade, porque não se fotografa os veículos que não param no sinal vermelho, nomeadamente naqueles semáforos que passam a vermelho porque o veículo segue acima do limite estabelecido? Em 47 anos de condução por este país nunca vi uma operação stop em dias de nevoeiro? Não ocorrem mais acidentes e mais graves em dias de nevoeiro? Não é obrigatório acender os médios nestas circunstâncias? Quantos veículos circulam a praticar esta infração nestes dias?

 

 

08
Nov22

Gare do Oriente


Vagueando

Os pilares escorrem água em quantidades inimagináveis, os bancos estão todos encharcados

Sou passageiro regular nos comboios, gosto deste meio de transporte por várias razões. É nostálgico, é seguro, podemos movimentar-nos dentro das carruagens, consegue-se ler tranquilamente (ainda que agora, sem perceber porquê, as pessoas atendem os telemóveis em alta voz e isso irrita-me, perturba-me o sossego e a leitura).

Já tinha usado a Gare do Oriente algumas vezes mas sempre com bom tempo. Contudo, hoje estava um dia chuvoso, percebi como uma estação moderna, de grande importância na linha mais movimentada do país e na ligação entre Lisboa e Porto pode ser tão desconfortável, mal concebida e péssimamente mantida.

Está em causa uma das estações ferroviárias mais importante do país, usada por passageiros tão diferentes, desde o profissional que se desloca em trabalho, ao turista nacional e estrangeiro e ainda por famílias.

Pois esta estação, deixa entrar o vento e chuva, tornando impossível aguardar na gare pelo comboio num dia como hoje. Pode ser bonita (já nem é muito pela falta de conservação a que tem sido votada), mas caramba quem concebeu e aprovou a construção desta estação de comboios alguma vez pensou no conforto dos passageiros e na funcionalidade da mesma?

Nas gares centrais, supostamente protegidas da chuva, porque as coberturas abragem uma área maior, estas são tão altas que deixam que o vento transporte a chuva  para o seu interior. Pior são as coberturas terem aberturas, buracos, falta de isolamento, seja lá o que for, deixarem entrar a chuva por todo o lado, pingando em cima dos poucos bancos existentes, porquê tão poucos bancos para as pessoas se sentarem?

Numa altura em que se pede às pessoas para usar o comboio, quer por questões ambientais, quer por razões económicas ditadas pelo preço dos combustíveis, esta estação tem todos os ingredientes para fazer fugir qualquer passageiro. Pela minha parte fiquei avisado e só se for de todo impossível evitá-la não me apanham lá mais em dias de chuva. As coberturas dos acessos ao Centro Vasco da Gama e os que seguem até às paragens de autocarros deixam a chuva entrar, mais uma vez não se vê manutenção, as escadas tornam-se um perigo porque estão molhadas.

Não sei se foi por ter ficado tão defraudado, que até reparei que as plataformas de acesso ao comboio são demasiadamente baixas (relativamamente a outras estações que conheço na Grande Lisboa) face aos estribos dos comboios, dificultando a entrada e saída de pessoas mais idosas.

Sinceramente num país onde a poucos metros de distância se realiza uma Web Summit, onde circulam milhões para projectos que a maioria das pessoas não entende para que servem (se é que servem para alguma coisa para além de dar dinheiro a ganhar a poucos e acabar com mais uns empregos), se fala à boca cheia de Unicórnios (que a maioria das pessoas também não sabe o que é) não consigo conceber que aquela estação tenha sido concebida na era moderna, na modernidade que foi a Expo 98.

Simplesmente deplorável.

 

06
Nov22

Onde está a notícia?


Vagueando

Numa altura que pandemia ainda não foi vencida mas, aparentemente, a população já não lhe dá grande importância e a comunicação social também perdeu o interesse, eis senão quando Patricia Akester e Filipe Froes lançam um livro sob o Título  “ A Pandemia que revelou outras pandemias”  e, em simultâneo, lançam outro alerta, afirmando que vamos ter este Inverno uma tripla pandemia, em que se juntam, gripe, covid e vírus sincicial.

Quem sou eu, para por em causa as ideias vertidas em livro de uma cientista na área do direito e um médico especialista em doenças respiratórias. Contudo, não posso deixar de achar estranho que, antes da pandemia, quando era notícia diária o entupimento das urgências dos hospitais devido à afluência de pessoas com gripe, nunca vi nenhum médico especialista ou não, vir à praça pública aconselhar o uso da máscara, por exemplo nos transportes públicos.

O meu médico que era velho e já morreu, aconselhou-me há muitos anos a vacinar-me contra a gripe, porque segundo ele, antigamente as gripes curavam-se na cama com chá mel e umas aspirinas. Agora propagam-se nos empregos e nos transportes porque era mariquice e ronha, não ir trabalhar por causa de uma gripe.

O lançamento deste livro e deste alerta foram profusamente difundidos nos meios de comunicação social, porque afinal se trata de especialistas a falar de saúde pública.

Nos dias 28, 29 e 30 de Outubro deste ano, decorreu em Fátima um Congresso Internacional sobre a Gestão da Pandemia de Covid 19, que juntou a comunidade médico/científica, nomeadamente Michael Levitt, bioquímico, laureado com o Prémio Nobel da Química em 2013 e nem uma noticiazinha apareceu nos meios de comunicação social de referência, nem nenhum destaque foi dado a este Congresso, nem o Presidente Marcelo, que saltita de evento em evento, foi até lá tirar uma selfie.

Entres os diversos temas abordados, destaco os seguintes - “Confinamentos e Medidas Draconianas de Saúde Pública: o outro lado” ou o “Estado do Serviço Nacional de Saúde”.

Volto a afirmar, quem sou eu para duvidar do conhecimento de Filipe Frois e Patricia Akester, por isso mesmo, também não tenho razões para duvidar da comunidade médica/científica que se juntou em Fátima.

Tenho sim, como cidadão, razões para duvidar dos meios de comunicação social, da sua isenção e da sua idoneidade porque nem sequer noticiaram o congresso, não lhes despertou a curiosidade jornalística que se impunha para o esclarecimento da população, divulgando as suas conclusões. Nem sequer o tema do Estado do Serviço Nacional de Saúde, tão repisado nas notícias e em vários debates, aguçou o interesse dos jornais e televisões.

Não obstante, achei muito interessante a entrevista recente, feita pelo Página Um (projeto jornalístico que desconhecia) ao cientista britânico Michael Levitt e que aqui vos deixo, por me parecer muito interessante.Entrevista

27
Out22

O Espaço


Vagueando

Toda a gente procura encontrar o seu espaço, por vezes durante toda a sua vida.

Já encontrei várias vezes o meu espaço, até mesmo aquele que julgava imaginário e que pensava ser impossível encontrar. Todos os meus espaços, são sempre longe de toda a gente e longe de tudo, porque é onde há mais espaço disponível e como gosto de espaço para respirar, partilhei em Novembro 2019, este Espaço para respirar

A procura de espaço onde ele existe em abundância, no meio do nada, onde se mistura com muito silêncio, onde pouco ou nada há para ver é o local ideal para procurar o nosso espaço.

Daí que tenha começado a procura de espaço, no Espaço. Só que a este Espaço pouca gente vai porque não tem, como o português Mário Ferreira, posses para comprar um bilhete de turismo espacial a Jeff Bezos ou do Richard Brason. Por outro lado, a duração destes voos, deixa pouco tempo para procurar o nosso espaço. 

Não obstante, há muito espaço para consquistar fora do Espaço mas, curiosamente, quem procura o seu espaço, fá-lo em locais onde há muita gente à procura do dito, o que torna a coisa mais difícil.

Pois eu, ao contrário dos negociantes do turismo espacial,   não precisei de um foguetão nem de gastar um dinheirão, mas encontrei mais um espaço, que até fazia parte o meu imaginário. Encontreio-o por acaso, porque só se revelou naquele momento em que por ali passava e fiquei com ele, sem poluir, sem fazer escritura ou registo notarial. 

Este espaço, encontrado de uma forma ambientalmente sustentável, guardei-o como sendo, o meu lado lunar que bem pode ser o mesmo lado lunar tão bem cantado por Rui Veloso. Lado Lunar - Rui Veloso.

Só falta mostrar-vos a a foto do meu lado lunar, espreitem abaixo. 

Não me perguntem onde é porque não digo. Partilho-o para que fique a fazer parte também do vosso imaginário.

 

20221026_125146 (2).jpg

20
Out22

(A)linha!


Vagueando

20221013_183232.jpg

Fim do dia, últimos raios solares, estou sentado em casa com tempo, a desfrutar o tempo sem o contar ou com a preocupação de que não o tenho para fazer isto ou aquilo, mas que disponho dele para, obviamente, não fazer nada.

E então descobri que não fazer nada cansa.

Mais que não seja de tédio.

Devia de perceber os desportistas mas não.

Isto porque vão para o ginásio correr no tapete elétrico, em que a energia gasta por este último é superior à energia consumida por quem o usa. Gostava mais de os ver a correr em tapetes rolantes que se movessem com o seu esforço e que este movimento produzisse eletricidade em vez de a gastar.

Desculpem o desvario, mas isto de estar sentado, a pensar na morte da bezerra, no meu caso, dá-me para isto.

Voltando ao dolce far niente . Desfruto da vista para a janela, não há nevoeiro, tão típico de Sintra, vou observando as tonalidades do céu ao por do Sol, deslumbro-me.

Ao longe observo um avião, certamente voa em cima do mar, a mais ou menos 20km de distância da minha janela, ali ao largo da Praia Grande, segue em direção a Norte.

Sigo-o com o olhar, dentro dos limites da minha janela, imagino de onde vem para onde vai, sem querer saber se quem lá vai, vai de férias ou vai em trabalho ou se afinal, vai de volta a casa.

O que lá vai, lá vai, seguramente que a noção de tempo daqueles passageiros será mais longa ou mais curta se estão de férias ou em trabalho.

Por maior que fosse a minha janela, mesmo que fosse do tamanho do horizonte, aquela máquina voadora sairia – como saiu - do meu campo de visão, mas isso não impediu que deixasse a prova da sua passagem, o rasto de condensação ou a esteira de condensação.

Como se fosse um Polícia, resolvi fotografar a prova e como se fosse Polícia, publico a prova com a legenda “Procura-se”.

Procura-se o autor deste rasto – Poluidor para muitos – beleza para tantos outros.

Uma linha reta, do ponto de vista geométrico, é ilimitada e infinita, logo não é possível determinar o seu comprimento.

Contudo, este rasto, este pedaço de linha reta, ainda que fosse muito maior do que a minha lente conseguiu captar, não é mais que um segmento da linha que separa a origem e o destino deste voo, quiçá, ultrapassando vários fusos horários e fronteiras.

Esta é afinal, a linha que deu origem as despedidas e vai dar origem a saudações e reencontros, a linha da condensação deixa no céu a prova da passagem de gente, de cabeça no ar, que anseia por ter os pés bem assentes no chão.

Não resisto a citar uma frase Mário Quintana, não só porque a acho perfeita, mas também porque encaixa bem neste texto. “O leitor que mais admiro é aquele que não chegou até a presente linha. Neste momento já interrompeu a leitura e está continuando a viagem por conta própria.”

Ao fotografar esta linha percebi o sentimento do grande fotógrafo Henri Cartier-Brensson quando afirmou que “ Fotografar, é colocar na mesma linha, a cabeça, o olho e o coração”.

E assim, nesta linha está a minha cabeça, os meus olhos e o meu coração e ainda cabem as cabeças, os olhos e os corações de todos os que passaram nesta altura, à altura de aproximadamente 33 mil pés, cerca de 10.000m, dentro daquele avião que já passou, ao passar pela minha janela.

18
Out22

Sintra Património Mundial da Humanidade!


Vagueando

Alturas houve em que toda a gente dizia mal dos táxis, melhor dos taxistas.

Contudo, (não estou a fazer a defesa dos taxistas, nem tão pouco a fazer o contrário) os taxistas são sujeitos a uma série de exames prévios para obterem as licenças que lhes permite transportar passageiros. O mesmo se passa com os candidatos a condutores de transportes públicos.

De repente eis que surgem, não sem polémica, a Uber, os tuk tuk, os veículos de animação turística, as trotinetas etc. 

Implantaram por todo o lado de acordo com as regras de mercado, não necessáriamente de acordo com a legislação em vigor nos vários países europeus e a lei foi obrigada a ajustar-se depois de se estar perante um facto consumado, apenas e só para garantir que podem exercer a actividade (à balda).

E se os condutores de trotinetas não fazem serviço de transporte de passageiros, exceto aquelas que levam o condutor e mais um passageiro, o que até é proibido, mas isso nãointeressa nada, lá está a lei a estorvar, os restantes fazem, efetivamente, transporte de passageiros. Não obstante, os condutores de trotinetas são grandes angariadores do serviço para os transportadores de pessoas ao hospital.

Ainda assim, parece-me que o problema maior reside nos condutores destes veículos (os tais que não foram sujeitos às regras dos taxistas) que transportam pessoas, mas não lhes oferecem segurança, antes pelo contrário e a lei mostra-se incapaz de os fazer cumprir as regras mínimas de segurança.

As primeiras sete fotos abaixo, são apenas um exemplo que se repete diariamente em Sintra, onde a linha contínua no pavimento, numa estrada com dois sentidos, não é respeitada por estes condutores, colocando em risco não só os passageiros que transportam mas todos os utentes que por aqui circulam. 

O condutor deste tuk tuk, transportando pessoas/turistas, ultrapassa vários veículos que circulam em fila, acabou de praticar  uma contraordenação muito grave, nos termos do artigoº 146, alínea o) do CE e poderá ser sancionado com uma coima entre os 49,88 euros e os 249,40 euros, nos termos do artigoº 65.º, alínea a) do Decreto-lei 22-A/98, de 1 de outubro. Mas não há quem fiscalize, logo, reina a impunidade.

Mais grave, isto não é o ato isolado, e também ocorrem noutros locais sem qualquer visibilidade mas que a CMSintra insiste em permitir a ultrapassagem através das pinturas no pavimento, como se comprova na última foto. Acresce a tudo isto,  a circulação destes veículos por ruas onde o acesso lhes está vedado.

Quando vier a Sintra, antes de dar uma volta nestes veículos pense nisto, afinal a vida é sua.

Foi para isto que se classificou Sintra como Património Mundial da Humanidade?

20221008_115520 (2).jpg

 

 

 

 

06
Out22

Coação?


Vagueando

Há alguns dias visitei uma empresa para me prestar um serviço que, dentro sua especialidade, é corrente, vulgar, habitual, ou seja não era nada de complicado e faz parte das tarefas diárias e rotineiras dessa empresa.

Depois de prestado o serviço, efetuei o pagamento e o funcionário disse-me que iria ser contatado por telefone, para avaliar a qualidade do serviço, pelo que se tivesse ficado satisfeito deveria dar uma "nota" de 9 ou 10 numa escala de 0 a 10.

Achei estranho, por não fazer sentido este tipo de "pedido/sugestão" mas não liguei mais ao assunto.

No dia 4, esse mesmo funcionário envia-me a mensagem abaixo,  via Whats App.

Screenshot_20221006-095358_WhatsApp (2).jpg

Não me parece honesto, nem comercialmente aceitável que uma empresa use este tipo de práticas, nomeadamente porque, ao dar-me instruções para hipótese de eu estar satisfeito, está ela própria a definir ou a condicionar o meu grau de satisfação.

Ao não colocar a hipótese de eu ter ficado insatisfeito, a empresa deixa ao meu livre arbítrio dar a "nota" 0 a 1 ou ao não fazê--lo está desde logo a colocar de parte essa possibilidade?

O setor privado, defende que só a implementação de políticas de meritocracia, de satisfação do cliente, permitem atuar de forma justa na progressão dos seus funcionários, premiando-os ou não e atribuindo-lhes um salário em conformidade com o seu desempenho, servindo-se destas classificações.

Imaginemos por momentos que um funcionário público, com conhecimento ou não do seu patrão Estado, enviava este tipo de  mensagem  às pessoas a quem prestavam um serviço.

Acredito que seria, nas redes sociais e nos média, coação e um lindo serviço!

Mas isso agora também não interessa nada, porque afinal, o Estado, como mau gestor que é, e só por isso, ainda não aplicou este método,  ainda que possa passar pela cabeça de quem o representa, em cada momento da nossa vida, que  estas avaliações, a julgar pelo exemplo, são uma bela treta.

Antigamente, sem redes sociais, sem avalições, sem questionários, sem telemóveis, o boca a boca funcionava mesmo bem, sem favores e sem complicações.

Nota final: Quando refiro Estado, não me estou a falar de partidos políticos, mas apenas e só ao conceito que representa a palavra.

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